3:35 pmQuando os cientistas mentem

Na Bíblia, o termo “escândalo” costuma ser evocado para designar a comoção causada por uma informação que abala as crenças e a fé de uma pessoa. Para tentar experimentar tal sensação, assista à entrevista abaixo, concedida ao Jô Soares pelo cientista Ricardo Augusto Felício, professor de climatologia na USP. Entre outras coisas, somos informados de que não apenas o famigerado aquecimento global é uma farsa – na verdade, “aquecimento global” é apenas uma estratégia para o aumento do poder político de certas organizações internacionais – mas também somos informados de que não existe nem nunca existiu uma camada de ozônio – tudo não passou da ganância de certos empresários, os quais, em face do término das patentes que tornavam o CFC um gás lucrativo, decidiram patentear outro gás (HCFC) e espalhar a mentira de que o CFC danifica a “camada de ozônio”, substituindo-o por outro ainda mais caro -, de que a Amazônia não é o “pulmão do mundo” coisíssima nenhuma – a região amazônica não é quente e úmida por ter uma rainforest, senão que ela tem uma floresta porque a região é e sempre será, graças aos oceanos (os verdadeiros pulmões do mundo), sempre será quente e úmida, o que siginifica que, caso a floresta seja inteiramente derrubada, bastará um século para que cresça de novo por inteiro -, e assim por diante.

Aliás, o jornalista Charles C. Mann, após entrevistar grande número de cientistas, afirma que enorme parte da Amazônia já havia sido derrubada pelo homem antes mesmo da chegada de Colombo, e a prova disso está nos geoglifos, semelhantes aos de Nazca, que vêm surgindo em nosso próprio país conforme a floresta é novamente derrubada. (Veja entrevista com Charles C. Mann, e imagens aéreas dos geoglifos, no programa Milênio. Este é um dos livros dele.)

Enfim, se você costumava dar risadinhas cabotinas diante das crenças ingênuas de gente que acredita em “coisas” tais como Deus ou, digamos, a imortalidade da alma, saiba que algumas de suas certezas científicas (crenças!) foram desmentidas primeiro e que essas outras talvez jamais o sejam. (Escandalizado? Não? O Jô ficou, e por isso vale a pena rir das reações dele diante das revelações do professor Ricardo Augusto.)

P.S.: Ah, sim: a temperatura média da Terra está caindo desde 1998.

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Publicado originalmente no blog do Digestivo Cultural

  • Jeannie Vazquez

    A camada de ozônio sim existe, veja:

    O Livro de Urântia, Cap. 58:

    (665.5) 58:2.2 A atmosfera da Terra é quase opaca à
    maior parte da radiação solar no extremo ultravioleta do espectro. A maioria
    dessas ondas de comprimento curto é absorvida por uma camada de ozônio que
    existe por todo um nível, aproximadamente a dezesseis quilômetros acima da
    superfície da Terra, e que se estende na direção do espaço, por outros
    dezesseis quilômetros. O ozônio que permeia essa região, nas condições que
    prevalecem na superfície da Terra, formaria uma camada de apenas dois
    milímetros e meio de espessura; essa quantidade relativamente pequena, e
    aparentemente insignificante, de ozônio, contudo, protege os habitantes de
    Urântia do excesso dessas perigosas e destrutivas radiações ultravioleta,
    presentes na luz solar. Todavia, se essa camada de ozônio fosse apenas um pouco
    mais espessa, vós seríeis privados dos altamente importantes e saudáveis raios
    ultravioleta, que agora alcançam a superfície da Terra e que são geradores de
    uma das vossas vitaminas mais essenciais.

  • Interessante isso, Jeannie. Não me lembrava desse trecho. (Postei aqui no meu blog os comentários de um cientista Prêmio Nobel a respeito das previsões científicas acertadas do L.U.) Mas há uma coisa que devo dizer: não sou fundamentalista. O L.U. não é um atributo de Deus, tal como o Corão supostamente é. Não é um meio para se chegar à Palavra de Deus, tal como a Bíblia. É, segundo o próprio livro afirma, uma revelação escrita por membros da hierarquia celeste mais próxima de nós, o que significa que deve conter alguns erros ou, no mínimo, preconceitos de origem terrestre. (E nem irei citar as possíveis alterações do texto, por parte de membros da comissão de contato, comentadas no livro A História dos Documentos de Urântia:
    http://www.freeurantia.org/Port_HISTORIA.htm) No entanto, quando digo que não sou fundamentalista, que não engulo tudo o que diz o livro, não me refiro propriamente a essa questão do ozônio. Eu realmente não sei nada sobre isso. No momento, penso mesmo é no darwinismo defendido pelos autores de alguns dos capítulos, que chegam mesmo a apoiar a eugenia. Isso eu não engulo. Para mim, a única “eugenia” válida é a da mulher que, sem se dar conta disso, escolhe o melhor que pode seu próprio parceiro. Qualquer outra defesa da eugenia me soa completamente anti-cristã.

    E, voltando ao ozônio, mesmo que a camada exista tal como afirma a comunidade científica e o L.U. (muitos anos antes dela), isso não alterará a essência do que afirma, na entrevista, o Ricardo Felício.