8:36 amAulas de filosofia de Mário Ferreira dos Santos

Mário Ferreira dos Santos (1907-1968) nasceu em Tietê, Estado de São Paulo, tendo passado sua infância e adolescência em Pelotas, Rio Grande do Sul. Licenciou-se em Direito e Ciências Sociais pela Universidade de Porto Alegre. Mudou-se para São Paulo, onde fundou duas editoras para publicação e divulgação de suas obras: Editora Logos e Editora Matese.

Escritor e pensador extraordinariamente fecundo, publicou, em menos de quinze anos, a coleção “Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais”, que abrange 45 volumes, parte de caráter teorético e parte histórico-críticos. Em 1957, publicou “Filosofia Concreta”, que estabelece o seu modo de filosofar. Mário Ferreira dos Santos considera a Filosofia como ciência rigorosa, aceitando o que é demonstrado e não o problemático e provável. Para ele, a Filosofia possui o genuíno valor de ciência, seja na investigação e na sistematização, seja na análise e na síntese de temas expositivos e polêmicos. Em 1959, a edição de “Métodos Lógicos e Dialéticos” expõe uma nova metodologia para guiar com segurança o estudioso no campo do saber.

A década de 1960 foi o período em que suas obras tiveram maior difusão em todo o território nacional.

8:53 amSocrate — um drama sinfônico de Erik Satie

Socrate, drama sinfônico para quatro sopranos e pequena orquestra, com textos de Platão traduzidos por Victor Cousin.

I partie: Portrait de Socrate (Le banquet)
(Danielle Millet – Alcibiade)

II partie: Bords de I’llissus
(Andrea Guiot – Socrate; Andrée Esposito – Phèdre)

III partie: Mort de Socrate
(Mady Mesplé – Phédon)

Orchestre de Paris
Pierre Dervaux

Continua…

8:45 amO dia em que eu nasci — um soneto de Luís de Camões

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O dia em que eu nasci, morra e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar,
Não torne mais ao mundo e, se tornar,
Eclipse nesse passo o sol padeça.

A luz lhe falte, o sol se [lhe] escureça,
Mostre o mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!

Luís Vaz de Camões

9:09 amAlice Herz-Sommer, pianista e sobrevivente do Holocausto

Alice Herz-Sommer, pianista, professora de música e a mais antiga sobrevivente do Holocausto: “Beethoven… ele é um milagre”.

(Via @dennisd.)

12:16 amNatalia ‘Saw Lady’ Paruz

No último final de semana, assisti ao filme Another Earth, que, embora não seja um filme extraordinário, exemplifica como um drama razoável – muito bem dirigido e com ótimos atores – pode tornar-se um bom filme de ficção científica de baixo orçamento. Ou o contrário: como um razoável filme de ficção científica de baixo orçamento pode tornar-se um bom drama. O argumento traz como pano de fundo o paroxismo da velha ideia do duplo: em vez de um outro personagem idêntico ao protagonista, surge no céu um duplo do planeta inteiro, uma Terra contendo os mesmos continentes, as mesmas cidades e, para angústia da população terráquea (aliás, qual seria a população terráquea original?), contendo provavelmente o duplo de cada um de seus habitantes. Mas, enfim, não é disso que quero tratar.

O caso é que, ao comentar a respeito no Twitter, recebi uma mensagem de Natalia Paruz, que participou da trilha sonora do filme. Ela, que toca “serra musical”, executa uma composição de Scott Munson homônima ao filme. (Veja a cena e ouça a música aqui.)

Veja e ouça também, abaixo, Natalia Paruz tocando no metrô de Nova Iorque.

A música tema de Star Trek:

“1905”, de Eyal Bat:

Sem dúvida, a serra musical de Natalia resume da melhor maneira possível o clima do filme.
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Publicado no Digestivo Cultural.

8:17 am“Soneto à lua” – Vinicius de Moraes (lido por Yuri Vieira)

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Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me presa
A alma que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tampouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética, indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!

Rio de Janeiro, 1938.
Vinicius de Moraes

  Soneto à lua (749,1 KiB, 1.502 hits)

3:08 pmDancing with myself (lista de reprodução com 81 músicas)

Tem gente que corre na esteira ou na bicicleta ergométrica; eu não, eu danço comigo mesmo…

9:10 amFernando Pessoa lido por mim

5:40 pmDrummond e Pessoa: novas gravações

Adicionei mais algumas gravações — feitas por mim, claro — de textos e poemas de Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa. Não deixe de ouvir outras na página de áudio do blog.

Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade:

  •   Receita de Ano Novo (1,6 MiB, 1.434 hits)

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Passagem das Horas (a), de Fernando Pessoa:

  •   Passagem das Horas (a) (7,2 MiB, 1.794 hits)

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Minha pátria é a língua portuguesa, de Fernando Pessoa (Bernardo Soares):

Trecho do Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa. (Gravado durante uma ressaca. Sim, prefiro gravar com voz de ressaca.)

  •   Minha pátria é a língua portuguesa (3,6 MiB, 1.855 hits)

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10:46 pmLelê, de Chico Corrêa e Eletronic Band

Com desenhos do Shiko.