Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

Categoria: Economia (Página 1 de 6)

Feliz #BitcoinPizzaDay!

Hoje, no Bitcoin Pizza Day, o valor da moeda chegou a 2.220 dólares. Dá até vertigem…

Por que #BitcoinPizzaDay? Porque hoje é o aniversário da primeira transação com bitcoins, na qual um sujeito, cansado de produzir a moeda em sua própria casa sem que ninguém a aceitasse como meio de troca, ofereceu num fórum 10.000 bitcoins para quem lhe arranjasse duas pizzas. As pizzas foram compradas por 24 dólares, mediante cartão de crédito, por um cara que, em troca, recebeu os 10.000 bitcoins. Esses 10.000 bitcoins valem hoje, sim, 22.200.000 dólares! A pizza mais cara do universo… (Bem, se não fosse essa transação, o Bitcoin jamais teria provado que vale como meio de troca, logo… feliz Pizza Day!)

Lula no tribunal da economia

Vocês viram o trecho do interrogatório no qual Lula fala de seu encontro com Hugo Chávez em Pernambuco? Eles pretendiam iniciar uma parceria entre a PDVSA e a Petrobrás. Lula diz que era necessária porque havia um “desequilíbrio na balança comercial” entre os dois países. E o que ele queria dizer com isso? Que o superávit do Brasil era grande demais, segundo ele, uma situação injusta para um país tão grande diante de um tão “pequenininho”. Ou seja, o então presidente do Brasil desejava um acordo que resultasse em prejuízo, queria que nosso país fizesse negócios desvantajosos, que a Venezuela não retribuísse proporcionalmente ao que recebesse. Ele, enfim, pretendia usar o dinheiro dos brasileiros para fazer justiça social! E baseado numa falácia, pois toma como certa a velha teoria da exploração do socialismo-comunismo, segundo a qual a economia seria sempre um jogo de soma zero, isto é, para um ganhar, outro tem de perder. (Essa teoria já foi refutada ene vezes pela Escola Austríaca de Economia.) É nisso que dá colocar um sujeito desses no poder. Cego para a verdadeira natureza do mercado e da economia, e de olhos muito abertos para os comparsas com quem compartilha da mesma ideologia assassina (vide a Venezuela hoje), a longo prazo, suas negociatas só poderiam mesmo levar o país para o brejo. No tribunal da economia, Lula já se confessou: está condenado.

10 anos: parece que foi ontem

Em 2006, publiquei cerca de dez horas de entrevista (em áudio) com Olavo de Carvalho, sua primeira aparição no YouTube. Eu procurava, procurava, procurava e não encontrava nada sobre ele ali. ¿Como era possível? ¿Depois de Olavo ter escrito todos aqueles livros?! Absurdo. Então lhe fiz a proposta e ele a aceitou. Nas gravações, a atualidade de tudo o que ele diz é espantosa. Desde então, graças ao movimento revolucionário, o Brasil permaneceu completamente atolado. Ou melhor: afundou mais.

Quem não ouviu essa conversa — que acabou dando origem ao programa True Outspeak — não sabe o que está perdendo…

Caso alguém queira baixar os arquivos MP3, clique aqui.

Ouça a entrevista completa abaixo:

Esquema de pirâmide petista

A economia resultante da intervenção estatal é sempre um “esquema de pirâmide” (esquema Ponzi).

A economia petista é um esquema de pirâmide esticado às suas últimas conseqüências — a quebra do país. Assim, tomar um pequeno grupo de pessoas que se deu bem, dentro desse esquema, e usar tal fato como uma prova “verdadeira” de que o PT fez bem ao Brasil, é apenas uma prova de ignorância econômica, ignorância principalmente do primeiro princípio da economia: a escassez. Ora, se você tomar os primeiros beneficiários de um esquema de pirâmide — como o do investimento em avestruzes, tal como ocorreu em Goiás anos atrás — é claro que essas pessoas, sendo dinheiristas e anti-éticas, dirão que ganharam dinheiro legitimamente e que o esquema funciona. Mas ¿e aqueles, mais à base da pirâmide, que apenas perderam dinheiro? Todo esquema Ponzi é fraudulento.

A economia intervencionista estatal é o pior esquema de pirâmide porque é compulsório, obrigatório e, quem não quer dele participar, perde direitos e pode até mesmo ir para a cadeia. Logo, somos obrigados a participar de uma fraude apenas porque somos dirigidos por idiotas políticos que, por sua vez, são louvados e apoiados por idiotas-úteis que não entendem bulufas de economia.

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Publicado no Facebook.

Zen petróleo

Há quem observe a roubalheira da Petrobrás — entre várias outras ladroagens governamentais — e fique quietinho, impassível, acreditando-se um monge zen-budista: “ah, essas coisas materiais não me atingem”. Quem reflete assim não entendeu o zen direito. A ver.
Quando certo mestre zen se deparou com dois grupos de monges brigando a chutes e ponta-pés, perguntou: “O que está acontecendo? Por que estão lutando desse jeito?”. Um deles respondeu: “Mestre, eles estão dizendo que este gato é deles, mas não é verdade, este gato pertence ao nosso mosteiro”. “Que mentira!”, retrucou um outro, “nós já cuidávamos desse gato no ano passado! Vocês o roubaram!”. E a porrada já ia voltar a comer quando o mestre gritou: “Chega!!!! Parem com isso!”, e então se aproximou do monge que mantinha o gato no colo: “Deixe-me vê-lo”. E o outro, de cabeça baixa, deu o gato para o mestre, que, após depositá-lo ao chão, retirou a espada da cintura e — ZAZ! — cortou o gato ao meio: “Pronto, agora cada mosteiro pode levar seu pedaço de gato”.
Quando Monteiro Lobato viajava pelo país com seus sócios, vendendo ações de sua companhia de petróleo a brasileiros comuns, era isso o que ocorria: o gato era distribuído entre todos. Mas, assim que o primeiro poço de petróleo jorrou, Getúlio Vargas o encampou (eufemismo estatal para roubar) e criou o Conselho Nacional do Petróleo, cujo corolário ainda de pé hoje se chama Petrobrás. Repito: Getúlio estatizou todos os poços de petróleo da época. Ou seja: a Petrobrás já nasceu de um roubo, trata-se de um gato morto, uma colagem de pedaços mortos. O melhor a fazer seria privatizar essa merda de uma vez por todas e parar com esse “o petróleo é nosso! o petróleo é nosso!”. Esse slogan foi criado na época de Vargas para justificar a mesmíssima pilhagem, uma vez que boa parte dos brasileiros que vinham comprando ações de empresas de petróleo privadas era imigrante e, por isso, tinha sobrenomes estrangeiros. Se você se tivesse um sobrenome italiano, japonês, alemão, polonês, etc. e tal, já não estaria incluído nesse “é nosso!”. Enfim, cortem logo a porra desse gato e deixem os empreendedores fazer o que sabem: alcançar e distribuir a prosperidade com eficiência e proporcionalidade.

Eugen Rosenstock-Huessy: o desempregado e a linguagem

Eugen Rosenstock-Huessy

« […] Já somos capazes, a esta altura, de determinar uma quarta doença da linguagem comunitária. […] Para melhor descrevermos tal situação, podemos empregar as palavras crise e anarquia. Quando um desempregado bate à minha porta e eu digo “não há trabalho para ti”, isso parece não implicar nenhum problema linguístico. Mas implica, sim. O desempregado que pede “trabalho” está na verdade pedindo que lhe digam o que fazer. Tendo a pensar que nossos economistas não percebem, além da dificuldade financeira que há em tal reivindicação, a reivindicação de que falem com ele! Queremos que nos digam o que fazer na sociedade. A crise interna de uma sociedade em desintegração resulta de que ninguém diz a muitas pessoas dessa sociedade o que elas devem fazer.

« Para muitos, hoje em dia, é difícil entender que isso seja uma doença da linguagem. Estão acostumados a pensar na linguagem como exteriorização de pensamentos ou ideias. Assim, quando um comerciante em dificuldades tenta obter algum fornecimento, ou quando um trabalhador desempregado sonha com algum trabalho, a conexão entre essa necessidade e a linguagem passa despercebida. No entanto, a linguagem é antes de tudo dar ordens. Quando os pais se recusam a dar ordens aos filhos, a família deixa de ser família. Torna-se um bando de indivíduos mal instalados. Ordens são as sentenças de que toda ordem se compõe. O uso abstrato da palavra “ordem” fez-nos esquecer que “lei e ordem” é o somatório de todos os imperativos e ordens dadas por longo período de tempo.

« Um desempregado é alguém que procura ordens e não encontra ninguém que lhas dê. Por que as procura? Porque ordens cumpridas dão direitos. Se faço por conta própria uma imagem de barro, não posso exigir que me dêem dinheiro por isso. Mas, quando recebo ordens para fazer imagens de barro, estabeleço uma reivindicação. As respostas às ordens dadas fundam direitos. Os milhões de desempregados dos anos 30 esperavam alguém que lhes dissesse o que fazer.[…]»

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Trecho do capítulo 2 do livro “A Origem da Linguagem“, de Eugen Rosenstock-Huessy.

Ngozi Okonjo-Iweala: “Quer ajudar a África? Faça negócios aqui”.

Trecho: « (…) As pessoas na Africa não estão mais dispostas a tolerar líderes corruptos. (…) Iniciamos um programa que retirava o estado das empresas nas quais não tinham função alguma — que não eram de sua competência. O estado não deve se envolver com os negócios de produção de bens e serviços porque é ineficiente e incompetente. Assim decidimos privatizar várias de nossas empresas. (…) Os africanos, depois — estão cansados, estamos cansados de ser objeto de caridade e ajuda de todo mundo. Somos gratos, mas sabemos que podemos tomar conta de nosso próprio destino se tivermos a determinação de reformar. O que está acontecendo em muitos países africanos é que entendem que ninguém pode fazer nada por nós. Somos nós que temos que agir. Podemos convidar sócios que nos apoiem, mas nós temos que começar. (…) A melhor maneira de ajudar os africanos nos dias de hoje é os ajudar a se tornarem independentes. E a melhor maneira de fazer isso é ajudar a criar empregos. Não vejo problema em querer combater a malária e doar dinheiro para salvar vidas de crianças. Não é isso que estou dizendo. Isso é bom. Mas imaginem o impacto em uma família, se os pais puderem trabalhar e assegurar que seus filhos irão para a escola, que eles mesmos podem comprar remédios para combater as doenças. Se pudermos investir em lugares onde pode-se ganhar dinheiro enquanto criamos empregos e ajudamos as pessoas a serem independentes, não é isso uma oportunidade maravilhosa? Não é essa a trilha a percorrer? E gostaria de dizer que algumas das melhores pessoas para se investir no continente são as mulheres. (…) Porém, muitos deles estão sem capital para expandir, porque ninguém tem fé em outros países que podemos fazer o que for preciso. Ninguém pensa em termos de mercado. Ninguém pensa que as oportunidades existem. Mas aqui estou eu, alertando a todos, se perderem a barca agora, perderão para sempre.(…)»
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Ngozi Okonjo-Iweala é uma economista nigeriana que serviu como Ministra de Finanças da Nigéria por dois mandatos.

Outro post no mesmo espírito: James Shikwati: “Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África!”.

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