Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

Categoria: Economia (Página 1 de 6)

Bitcoin – a disrupção do dinheiro

Palestra do economista Fernando Ulrich. (Venho acompanhando a evolução técnica do Bitcoin desde 2013 — tal como qualquer um, garimpando, pode verificar na timeline do meu Facebook — mas foi o livro do Fernando, fundamentado no pensamento da Escola Austríaca de Economia, que me abriu os olhos para o significado dessa nova tecnologia.)

Monteiro Lobato: livro é sobremesa

Quando Monteiro Lobato vendeu a fazenda que herdou da família para investir em sua primeira editora, muitos escritores e editores lhe asseguraram que tal empreendimento não era senão uma loucura já que, naquela época, um bom livro raramente vendia mais que mil exemplares ao longo de cinco anos. Logo, diziam-lhe, quando conseguiria recuperar essa grana? Provavelmente nunca. Contudo, além de ser um grande escritor, Lobato era também um empreendedor de visão: partindo do princípio de que “livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês”, foi a diversas agências de Correio da cidade de São Paulo e reuniu numa lista enorme os endereços de todo e qualquer tipo de comércio existente Brasil afora: quitandas, mercadinhos, docerias, bancas de revistas, farmácias e, claro, livrarias. Escreveu então a seus proprietários oferecendo o livro Reinações de Narizinho em consignação, com o cuidado de guardar para si qualquer risco proveniente do negócio: se o livro não fosse vendido, ele pagaria do próprio bolso pelo retorno da mercadoria. E foi assim que, em um ano, vendeu 50 mil exemplares de seu famoso livro infantil.

Como é possível que, em pleno século XXI, com internet e tudo mais, a venda de um bom livro não ultrapasse os 1000 exemplares anuais? Há menos leitores hoje do que havia em 1931? Duvido.

Feliz #BitcoinPizzaDay!

Hoje, no Bitcoin Pizza Day, o valor da moeda chegou a 2.220 dólares. Dá até vertigem…

Por que #BitcoinPizzaDay? Porque hoje é o aniversário da primeira transação com bitcoins, na qual um sujeito, cansado de produzir a moeda em sua própria casa sem que ninguém a aceitasse como meio de troca, ofereceu num fórum 10.000 bitcoins para quem lhe arranjasse duas pizzas. As pizzas foram compradas por 24 dólares, mediante cartão de crédito, por um cara que, em troca, recebeu os 10.000 bitcoins. Esses 10.000 bitcoins valem hoje, sim, 22.200.000 dólares! A pizza mais cara do universo… (Bem, se não fosse essa transação, o Bitcoin jamais teria provado que vale como meio de troca, logo… feliz Pizza Day!)

Lula no tribunal da economia

Vocês viram o trecho do interrogatório no qual Lula fala de seu encontro com Hugo Chávez em Pernambuco? Eles pretendiam iniciar uma parceria entre a PDVSA e a Petrobrás. Lula diz que era necessária porque havia um “desequilíbrio na balança comercial” entre os dois países. E o que ele queria dizer com isso? Que o superávit do Brasil era grande demais, segundo ele, uma situação injusta para um país tão grande diante de um tão “pequenininho”. Ou seja, o então presidente do Brasil desejava um acordo que resultasse em prejuízo, queria que nosso país fizesse negócios desvantajosos, que a Venezuela não retribuísse proporcionalmente ao que recebesse. Ele, enfim, pretendia usar o dinheiro dos brasileiros para fazer justiça social! E baseado numa falácia, pois toma como certa a velha teoria da exploração do socialismo-comunismo, segundo a qual a economia seria sempre um jogo de soma zero, isto é, para um ganhar, outro tem de perder. (Essa teoria já foi refutada ene vezes pela Escola Austríaca de Economia.) É nisso que dá colocar um sujeito desses no poder. Cego para a verdadeira natureza do mercado e da economia, e de olhos muito abertos para os comparsas com quem compartilha da mesma ideologia assassina (vide a Venezuela hoje), a longo prazo, suas negociatas só poderiam mesmo levar o país para o brejo. No tribunal da economia, Lula já se confessou: está condenado.

10 anos: parece que foi ontem

Em 2006, publiquei cerca de dez horas de entrevista (em áudio) com Olavo de Carvalho, sua primeira aparição no YouTube. Eu procurava, procurava, procurava e não encontrava nada sobre ele ali. ¿Como era possível? ¿Depois de Olavo ter escrito todos aqueles livros?! Absurdo. Então lhe fiz a proposta e ele a aceitou. Nas gravações, a atualidade de tudo o que ele diz é espantosa. Desde então, graças ao movimento revolucionário, o Brasil permaneceu completamente atolado. Ou melhor: afundou mais.

Quem não ouviu essa conversa — que acabou dando origem ao programa True Outspeak — não sabe o que está perdendo…

Caso alguém queira baixar os arquivos MP3, clique aqui.

Ouça a entrevista completa abaixo:

Esquema de pirâmide petista

A economia resultante da intervenção estatal é sempre um “esquema de pirâmide” (esquema Ponzi).

A economia petista é um esquema de pirâmide esticado às suas últimas conseqüências — a quebra do país. Assim, tomar um pequeno grupo de pessoas que se deu bem, dentro desse esquema, e usar tal fato como uma prova “verdadeira” de que o PT fez bem ao Brasil, é apenas uma prova de ignorância econômica, ignorância principalmente do primeiro princípio da economia: a escassez. Ora, se você tomar os primeiros beneficiários de um esquema de pirâmide — como o do investimento em avestruzes, tal como ocorreu em Goiás anos atrás — é claro que essas pessoas, sendo dinheiristas e anti-éticas, dirão que ganharam dinheiro legitimamente e que o esquema funciona. Mas ¿e aqueles, mais à base da pirâmide, que apenas perderam dinheiro? Todo esquema Ponzi é fraudulento.

A economia intervencionista estatal é o pior esquema de pirâmide porque é compulsório, obrigatório e, quem não quer dele participar, perde direitos e pode até mesmo ir para a cadeia. Logo, somos obrigados a participar de uma fraude apenas porque somos dirigidos por idiotas políticos que, por sua vez, são louvados e apoiados por idiotas-úteis que não entendem bulufas de economia.

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Publicado no Facebook.

Zen petróleo

Há quem observe a roubalheira da Petrobrás — entre várias outras ladroagens governamentais — e fique quietinho, impassível, acreditando-se um monge zen-budista: “ah, essas coisas materiais não me atingem”. Quem reflete assim não entendeu o zen direito. A ver.
Quando certo mestre zen se deparou com dois grupos de monges brigando a chutes e ponta-pés, perguntou: “O que está acontecendo? Por que estão lutando desse jeito?”. Um deles respondeu: “Mestre, eles estão dizendo que este gato é deles, mas não é verdade, este gato pertence ao nosso mosteiro”. “Que mentira!”, retrucou um outro, “nós já cuidávamos desse gato no ano passado! Vocês o roubaram!”. E a porrada já ia voltar a comer quando o mestre gritou: “Chega!!!! Parem com isso!”, e então se aproximou do monge que mantinha o gato no colo: “Deixe-me vê-lo”. E o outro, de cabeça baixa, deu o gato para o mestre, que, após depositá-lo ao chão, retirou a espada da cintura e — ZAZ! — cortou o gato ao meio: “Pronto, agora cada mosteiro pode levar seu pedaço de gato”.
Quando Monteiro Lobato viajava pelo país com seus sócios, vendendo ações de sua companhia de petróleo a brasileiros comuns, era isso o que ocorria: o gato era distribuído entre todos. Mas, assim que o primeiro poço de petróleo jorrou, Getúlio Vargas o encampou (eufemismo estatal para roubar) e criou o Conselho Nacional do Petróleo, cujo corolário ainda de pé hoje se chama Petrobrás. Repito: Getúlio estatizou todos os poços de petróleo da época. Ou seja: a Petrobrás já nasceu de um roubo, trata-se de um gato morto, uma colagem de pedaços mortos. O melhor a fazer seria privatizar essa merda de uma vez por todas e parar com esse “o petróleo é nosso! o petróleo é nosso!”. Esse slogan foi criado na época de Vargas para justificar a mesmíssima pilhagem, uma vez que boa parte dos brasileiros que vinham comprando ações de empresas de petróleo privadas era imigrante e, por isso, tinha sobrenomes estrangeiros. Se você se tivesse um sobrenome italiano, japonês, alemão, polonês, etc. e tal, já não estaria incluído nesse “é nosso!”. Enfim, cortem logo a porra desse gato e deixem os empreendedores fazer o que sabem: alcançar e distribuir a prosperidade com eficiência e proporcionalidade.

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