7:13 am“Tolerância” (Assim, entre aspas)

Eu nunca curto páginas de políticos simplesmente porque não ponho a mão no fogo por nenhum deles. E tampouco saio patrulhando quem curte páginas de políticos criminosos, tais como Lula ou Dilma. Mas já estou sendo patrulhado por ter descrito, posts atrás, uma situação concreta: durante o voto do Bolsonaro no impeachment, não ouvi nada do que ele disse porque, em Brasília, a multidão gritava “mito! mito!”. Sim, eu já o elogiei — aqui e no Twitter — sempre que ouvi dele algo que considerei correto. E já o critiquei quando deu algum “bom dia a cavalo” que me pareceu fora de lugar ou meramente estúpido. Defender Ustra foi um “bom dia a cavalo”, não pelo conteúdo, mas pelo momento escolhido: ele, tomado por indignação, estava reagindo à apologia que deputados esquerdistas, minutos antes, haviam feito a Marighella, um notório assassino. (Para a mentalidade atual, nada mais comum e digna de respeito do que homenagear terroristas revolucionários.) ¿E Ustra? ¿Foi realmente um torturador? Nunca o saberemos. Ora, aqueles que afirmam isso, sem apresentar qualquer cicatriz, são os mesmos a também jurar que nunca houve um Mensalão, que Lula, José Dirceu, José Genoino e Dilma não são bandidos, e que o Foro de São Paulo nunca conspirou para a criação de uma Pátria Grande bolivariana — em que pesem todas as provas a esses fatos.
 
Em nossa época, a tolerância só é válida para quem pensa semelhantemente — claro, contanto que se coadune com o pensamento hegemônico. A guerra pelas mentalidades é apenas um extensão da “guerra assimétrica”, tática revolucionária mais que manjada: de um lado, há o direito de se falar qualquer coisa e de se fazer tudo, até mesmo “o diabo”; do outro, bem… do outro, o oponente tem de respeitar sozinho todas as regras, todas as convenções, principalmente, é claro, as maledettas regras do “politicamente correto” — do contrário será difamado pelos séculos dos séculos. Portanto, toda liberdade de expressão a quem defende Marighella; nenhuma a quem defende alguém que lutou contra o estabelecimento de uma ditadura comunista no Brasil. Sim, era nisto que Ustra estava metido: numa guerra contra a esquerda revolucionária. E, ao contrário daqueles que julgam por ouvir dizer, não tenho conhecimento suficiente para saber quais foram seus erros e excessos. (¿Já pesquisou? Não há provas concretas!) Por isso, não entrarei nesse mérito. Apenas me parece estranho dar total voz a quem defende criminosos patentes e, simultaneamente, impedir a liberdade de expressão de quem defende um mero suspeito — suspeito de algo de menor gravidade que o assassinato. (E tampouco entrarei no mérito de que houve uma certa Lei da Anistia, etc. etc.)
 
Enfim, antes de me escreverem para indagar “como um cara inteligente e culto como você diz essas coisas”, pensem que talvez seja exatamente por ler e estudar muito que as digo.
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Publicado no Facebook.

7:53 amTradutor americano conta como conheceu a obra de Hilda Hilst

Letters from a Seducer [Cartas de um sedutor] – Hilda Hilst, Translated by John Keene, Nightboat Books
DANIEL MEDIN: How did you discover Hilda Hilst’s writing? What led you to want to translate this book? [TRAD.: Como você descobriu a escrita de Hilda Hilst? O que o levou a querer traduzir esse livro?]

JOHN KEENE: My first real encounters with Hilst’s writing are a decidedly 21st century phenomenon. I had seen her name mentioned several times in various critical texts, and finally did an online search for her work about a decade ago. What I found and dove into was the old Angelfire website, still live, that Yuri Vieira dos Santos set up for her in 1999, and launched from her Casa do Sol. It was via that site, which features links to many of her works, photos, and lists of translations, that I was able to immerse myself in Hilst’s world. [TRAD.: Meu primeiro encontro real com a escrita de Hilst é decididamente um fenômeno do século XXI. Eu tinha visto o nome dela ser mencionado diversas vezes em vários textos críticos, e finalmente fiz uma pesquisa online por seu trabalho cerca de uma década atrás. O que encontrei e onde mergulhei estava hospedado no velho Angelfire, um site ainda existente, que Yuri Vieira dos Santos criou para ela em 1999 e lançou a partir da Casa do Sol. Foi mediante aquele site, que apresentava links para muitos de seus trabalhos, fotos e traduções, que me tornei apto a imergir no mundo de Hilda Hilst.]

Fonte: Three Percent.

7:10 amMais postagens recentes no Facebook e no Twitter

DRÁCULA E OS CULTOS NEOPENTECOSTAIS
Dizem que, nos cultos neopentecostais, os pastores falam mais do diabo do que de Deus. Dizem que eles preferem aqueles rituais de exorcismo a pregar o Evangelho. Eu nunca presenciei tais cenas porque não sou pentecostal. Vi apenas alguns vídeos, os quais, aliás, nunca mostram o culto por inteiro. Mas isso não importa. O que realmente acho curioso é que as três últimas pessoas que me fizeram tal comentário — sobre a predominância do diabo nos cultos — também adoram filmes de vampiros. ¿Será que leram “Drácula”, de Bram Stoker? (Eu disse “leram” e não “viram”. Não me refiro ao filme do Coppola.) O romance “Drácula” parece um culto pentecostal. Sério. Não porque fale apenas do diabo o tempo inteiro, mas porque seus personagens falam muito de Deus, vivem a rezar e aprendem com o professor holandês a exorcizar o mundo dessa peste sugadora de sangue. Abraham Van Helsing, a cada vinte ou trinta páginas, convoca todo mundo para orar. O cara parece um pastor. Ateus devem passar mal com essa leitura, talvez até se irritem e a abandonem. (Isto é, são exorcizados por Van Helsing juntamente com o vampiro.) Aliás, nenhum exorcismo é feito sem a invocação de uma ou mais das Pessoas da Trindade. Logo, se num culto falam muito do diabo, é porque certamente devem falar muito de Deus. Não que eu concorde com a abordagem pentecostal, mas quem não gosta dela tampouco devia curtir o livro “Drácula”. Nele, é assim: fala-se muito da Divindade como único recurso eficaz para se combater o mal. Infelizmente, com o avanço do secularismo no século XX, Deus foi retirado das histórias de vampiro. Restou apenas a cruz, que funciona mais como uma arma mágica do que como um símbolo de fé. Se Stoker escreveu uma fábula que ensina a vencer o mal mediante a fé, hoje seu personagem nefasto tornou-se um herói para aqueles que não têm fé alguma, a não ser, talvez, essa fé na paródia de imortalidade representada pelo diabólico Drácula. Ninguém mais quer saber como realmente se escapa da morte. O que vale é preservar o corpo — ainda que às custas do sangue alheio…

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Jean Uílis — não vou mais pesquisar no Google para descobrir como se escreve essa merda (se ao menos fosse como o Jeep Willys…) — enfim, o sujeito acha um absurdo deputados que rezam o Pai Nosso dentro do Congresso Nacional. ¿Por que ele não reclama com a Madonna, já que ela reza com seus dançarinos antes de entrar no palco? ¿Só porque ela não é evangélica? ¿O trabalho dela é mais importante do que o trabalho de legisladores?

Nego tem de começar a estudar um pouco de etimologia. Se o fizesse, saberia, por exemplo, que leigo/laico (laikós) é aquele sujeito que pertence ao povo cristão em geral, mas não faz parte do corpo eclesiástico da Igreja Católica. Quando o termo passou a ser usado, todo mundo se assumia como membro da Cristandade. (Mesmo o antigo povo grego considerava a impiedade um crime — que o diga Sócrates!) Estado leigo não é sinônimo de Estado ateu.

Essa conversa é velha e já deu no saco.

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“BALADA RESPONSÁVEL” É NOVILÍNGUA
Não sei se notaram, mas já não há tantos casais divertindo-se em festas, bares e baladas. Agora são uma minoria, formada provavelmente por ricos que podem pagar um motorista particular. Sim, porque hoje em dia, quando o casal sai, só um pode beber enquanto o outro fica com cara de cu, já que alguém precisa ficar sóbrio para dirigir na volta para casa. É muito chato permanecer sóbrio enquanto todo mundo em volta, inclusive sua cara-metade, está se divertindo. Se alguém acha que não é necessário beber em festas e baladas, então pergunte à Nossa Senhora por que ela insistiu tanto para que Jesus transformasse água em vinho. Chesterton, C. S. Lewis e Lin Yutang sabem explicar o porquê. Não deixar um casal beber em público é que é uma irresponsabilidade. Parecerão desconexos. Terão de beber apenas em casa, o que, tecnicamente, já não será mais uma forma de “beber socialmente”. Isto, é claro, se não discutirem perigosamente dentro do carro, ao voltar da festa, porque um estava alegrinho demais…

Anos atrás, tive uma namorada que ficava completamente louca com um simples copo de cerveja. Eu bebo um litro e nada acontece. E a porcaria da Lei Seca trata a todos como iguais. Não somos igualmente afetados pelo álcool.

Aliás, idiotas que fazem cagadas no trânsito quando bêbados também fazem cagadas quando sóbrios. Idiotas são idiotas, ponto. O resto é acidente e, como já dizia Alan Watts, o homem moderno, por mais que tente, jamais conseguirá excluir os acidentes da realidade.

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UBER
Já cheguei a ficar duas horas, após uma balada, esperando um táxi, porque, afinal, além de o governo nos impor sua Lei Seca, também limita as licenças de táxis. E agora os vereadores de São Paulo proíbem o Uber? FDP.

Franceses adoram inventar porcarias burocráticas, inclusive seus taxistas. E brasileiros adoram imitar franceses! Esse arranjo entre empresários de táxi e Estado é que é fascismo. É anti-livre mercado e o mercado “somos nozes”.

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Antes de pegar no batente diário, todo político devia ser obrigado a passar por um corredor polonês formado por seus eleitores. Seria uma forma de averiguar a real aprovação de seu trabalho.

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Ao chegar da apresentação da Orquestra Filarmônica de Goiás no Parque Flamboyant, liguei a TV e me depararei com o finalzinho daquele filme da Sandra Bullock: “Gravidade”. Então, tive uma idéia para um
NOVO FINAL PARA O FILME “GRAVIDADE”:

Depois de muitas horas lutando por sua vida, depois de pular de Estação Espacial em Estação Espacial, buscando em seguida, e desesperadamente, outras velhas naves largadas ao Deus dará por russos e chineses, enfim, depois de arriscar repetida e cosmicamente o lindo pescoço, a exausta astronauta leva sua cápsula a riscar os céus feito estrela cadente e mergulha num laguinho mixa no meio de um grande deserto. Tal como no filme original, ela tem de esperar a cápsula afundar para apenas então vencer a força da torrente de água que entra pela escotilha. Uma fez fora dela, para conseguir nadar até a superfície — e novamente tal como no filme —, ela retira o pesado e desajeitado macacão espacial, emergindo vestida apenas de calcinha e camiseta regata sexy. (Na minha versão, à guisa de comemoração, a calcinha tem as cores do arco-íris.) Ela nada até a margem e, assoberbada pelo peso de seu corpo (ou seja, pela força da gravidade), levanta-se aos trancos e barrancos, misturando tropeços infantis a risadas de triunfo. Aqui acaba a semelhança com o filme original, pois, neste exato momento, duas picapes pretas assomam no horizonte dirigindo-se a toda velocidade na direção da astronáufraga. Ela tenta dar saltos de alegria, mas, sentindo-se enfraquecida pela aventura recente, limita-se a ficar ali de pé, os joelhos juntos, os pés afastados, os braços para o ar, feito uma cheerleader bêbada. Conforme as picapes vão se aproximando, seu sorriso vai se desvanecendo, até dar lugar a olhos esbugalhados e, finalmente, a puro e simples pânico, o qual a leva a dar as costas àqueles dois veículos lotados de fanáticos do Estado Islâmico, o que, infelizmente, em nada resulta, pois a velha e boa força de GRAVIDADE a faz cair de quatro no chão. As duas picapes então estacionam a cinco metros dela, flanqueando-a e deixando-a completamente cercada. Assim, vinte e dois seguidores do profeta Mafamede a sujeitam à força e, após arrancar aquela calcinha de arco-íris, e em homenagem à mesma, estupram-na primeiro no fiofó e, em seguida, divertem-se com a pobre infiel durante doze dolorosas horas. (No filme, isso será expresso pelo movimento do Sol que irá de um horizonte ao outro, numa edição cheia de cortes, enquanto vemos a astronáufraga comer o pão que Maomé amassou.) Por fim, os fanáticos lhe cortam a cabeça e a abandonam ali para os urubus. Neste momento, que é a cena final, o fantasma do astronauta George Clooney surge ao lado do corpo da coitada, olha para a câmera e diz:

— De que vale uma mulher se deslocar tão livremente pelo espaço sideral se ela não pode fazer o mesmo na própria Terra? A única e verdadeira cor deste dia foi o vermelho…

FIM

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“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, disse Jesus. Porém, antes de partir, e notando que a maioria dos mortais mal consegue amar a si mesma, decidiu aprimorar o mandamento: “Amai uns aos outros assim como EU vos amei”; capisce?

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Enquanto no Ocidente vão chamando as discordâncias de “ódio”, o Islã prossegue com seus assassinatos em massa…

10:22 amAlgumas postagens recentes no Facebook e no Twitter

Quando Macbeth diz que “a vida é uma história narrada por um idiota, cheia de som e de fúria, sem sentido algum”, ele se referia a George R. R. Martin.

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Nego que escreve Gutemberg e Heisemberg porque, no primário, a professora lhe disse que antes de P e B só entra um M, nunca um N…

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Algo que me deixou mal nessa segunda-feira foi o vídeo no qual Isabelle Prime, supostamente seqüestrada por jihadistas, pede socorro aos presidentes da França e do Iêmen para, logo em seguida, afirmar que já tentou matar-se várias vezes, pois sabe que eles não poderão ajudá-la e que ela até entende o porquê. A expressão e o tom de voz dela são de partir o coração…

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Quem já viu Man of Steel (2013) sabe o que é ver um enorme desperdício de bons atores e de dinheiro, sabe o que é ver um “filme de ação” estúpido que se leva tão a sério que mal percebe o papel ridículo que está fazendo. (Na verdade, a lista de filmes desse tipo não tem fim.) KUNG FURY é o exato oposto disso: um filme que não se leva a sério um segundo sequer, o que acaba tornando suas cenas de ação simplesmente impagáveis. É tão assumidamente idiota que não conseguimos parar de vê-lo. Espero que os estúdios percebam a crítica embutida nele e parem de nos encher o saco com tantas seqüências absurdas que só fariam sentido num vídeo game. (Se bem que o mais provável é vermos David Sandberg dirigindo filmes do tipo que ele acaba de satirizar…)

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Gente que usa o Facebook para falar com Deus ainda não entendeu o que é falar com Deus.

“Que as vossas preces verdadeiras sejam sempre feitas em segredo. Que os homens não ouçam as vossas preces pessoais. As preces de ação de graças são apropriadas para os grupos de adoradores, mas a prece da alma é um assunto pessoal. ” (1640.1) 146:2.12 U.B.

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CHAPLIN E A ANCINE VAGABUNDA
Este é o primeiro filme de Charles Chaplin com o personagem O Vagabundo. Já o postei aqui anos atrás, mas volto a fazê-lo porque a ANCINE insiste em agir como o vagabundo deste curta-metragem: enquanto você quer assistir a uma coisa determinada, ela se intromete com suas cotas tentando fazê-lo engolir algum produto nacional que você não quer ver, tal como “Lula, o filho da puta do Brasil”. A ANCINE já está querendo se meter até no Netflix, que já tem filmes nacionais. Empurrar mais filmes por quê? Porque alguns são tão ruins que ninguém os quer ver? Sai fora, ANCINE vagabunda!!

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Escrever um livro e dedicá-lo ao Constantin Noica apenas para poder grafar: “Para Noica”.

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PORTAS, JANELAS E BEIJA-FLORES
Entraram agora mesmo dois beija-flores na minha casa e, cada vez que eu abria uma porta ou uma janela para saírem, atarantados com minha presença, eles fugiam para outro cômodo onde a comédia se repetia, e assim sucessivamente, por quase toda a casa. Pareciam dois ateus fugindo do Evangelho.

Fiz como os antigos hotéis e “deixei o livro na gaveta”: que saiam por si mesmos. Ou então o Branquinho, esse gato siamês folgado como a morte da alma, irá pegá-los…

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Depois de assistir ao curta-metragem “Kung Fury” (2015)https://youtu.be/LihEdvaVnNU, purgando-se mediante risadas de todos os filmes de ação idiotas que vivem nos empurrando, aproveite e assista ao excelente “Un Cuento Chino” (2011), filme argentino que nos devolve a humanidade. ¿Sabe quando você não tem saco para ser caridoso mas sua consciência não o perdoa por isso? Então… (Dica dos meus pais que o viram no Netflix.)

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Se o Livro de Urântia for o que afirma ser, então Lúcifer era apenas um muçulmano avant la lettre.

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” Uma planta nova deve ser protegida por uma cerca contra as cabras, as vacas e contra os maus tratos das crianças. Depois que se tornou uma árvore grande, um rebanho de ovelhas ou de vacas pode abrigar-se à sua sombra e alimentar-se de suas folhas. Assim, quando a fé ainda está na infância, é necessário protegê-la contra as influências nefastas do mundo e das más companhias. Mas quando a fé se tornou forte, nenhuma inclinação má e nenhuma companhia frívola ousarão molestar sua presença santa. E muitas pessoas que levam uma vida condenável tornam-se devotas ao seu contato.” Ramakrishna

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Inventem um Uber para encomendas. Afora as pentelhações estatais, não há razão para um frete de São Paulo a Brasília ser mais caro do que de Hong Kong para cá.

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Boris Fausto é aplaudido de pé na Flip por ter finalmente descoberto aquilo que, graças ao Olavo de Carvalho, já sabemos há mais de 15 anos.

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DON’T BE EVIL / NÃO SEJA MAU
O que a turma da Programação Neurolinguística acha do lema da Google? Segundo a PNL, nossa mente, ao ouvir um comando, não registra o advérbio “não”. Isso significa que ignoramos a negativa e, de forma inconsciente, levamos a efeito justamente o que deveríamos evitar. (Alguém devia ter explicado isso ao Moisés.)

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— O senhor tem dinheiro? — indaga o potencial sogro.
— Minha riqueza é viadinha.
— Riqueza viadinha? Como assim?!
— Só tenho passivos e praticamente nenhum ativo.

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— Só isto? — protestou o mendigo.
— Rapaz… — respondi. — Isso aí equivale a três meses de direitos autorais. Quer trocar de lugar comigo?

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O amor vence tudo — exceto a macumba da sogra em potencial.

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Conforme avisei logo depois do Carnaval, o Natal já está chegando.

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A turminha politicamente correta devia parar de confundir etnocentrismo com racismo.

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EUGENIA
A única eugenia válida é a da mulher que se recusa a ter filhos com um sujeito que seja simultaneamente burro, mau, chato, feio, fraco e covarde. E muitas não a praticam porque o cara — apesar de burro, mau, chato, feio, fraco e covarde — tem um inexplicável talento para ganhar dinheiro.

 

4:43 pmTuitando e andando


12:21 pmPapa Francisco I e uma profecia no Twitter

No perfil de Yolanda De Mena, uma mensagem de 11 de Fevereiro de 2013, com revelações sobre o papado:

Na timeline:

Twitter de 11 de Fevereiro

E o perfil do sonhador, o madrilenho Alejandro R. de Cabo, que, durante entrevista a uma rádio colombiana, descreve seu sonho: nele, ele era o encarregado de anunciar aos cardeais o nome do papa eleito. “O novo papa se chama Francisco I”, teria dito. E então, no sonho, alguém o corrigiu: “Não se diz ‘novo papa’, mas, sim, Sua Santidade Francisco I”. E, por causa dessa “bronca”, acabou despertando de madrugada com a cena ainda na memória. Ouça a gravação:

Vai me dizer que não causa espécie?

6:25 am1ª Semana do Livro Digital

Livro Digital

A Simplíssimo, empresa que além de produzir livros digitais também oferece treinamento para outras editoras, irá promover a 1ª Semana do Livro Digital entre 3 e 9 de Março de 2013. Inspirada na Read an eBook Week, o evento tem o objetivo de estimular a popularização da leitura de e-books.

Editoras, livrarias e autores independentes que queiram participar, devem visitar esta página. Promoções, descontos e livros digitais gratuitos serão divulgados pelo site. Leitores podem ajudar a divulgar o evento compartilhando os banners nas redes sociais e nos blogs.

E chega de contrapor livros impressos a livros digitais. São ambos instrumentos importantes destinados a dividir nossa atenção por igual, cada qual se mostrando mais adequado a esta ou àquela situação. Para quem realmente gosta de ler, a conjunção correta é a conjunção “e”, e não a conjunção “ou”. Eu leio livros e e-books. Quem lê apenas ou um ou o outro ainda não entendeu o significado desta nova tecnologia.

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P.S.: Criei um ebook com o conto memorialístico “O Marceneiro e o Poeta” — tal como a que estará presente no livro “O Exorcista na Casa do Sol” — que será distribuído gratuitamente durante o evento. (Quem leu a versão do meu site notará alguns acréscimos.) O ebook está em formato EPUB e pode ser lido no iPad, no celular ou no ereader.

12:24 pmYarny e My Writing Spot

No post anterior comentei sobre o quão conveniente seria, para empresas que vendem ebooks e para seus autores associados, o uso de um processador de textos específico para escritores – contendo todas as facilidades já referidas – que, além de tudo, ainda salvasse os textos na nuvem e os exportasse no formato(EPUB, MOBI, PDF, etc.) e no padrão exigidos pelos respectivos ereaders. Estou sempre pesquisando sobre essas coisas – e isso desde 2000, ano em que criei meus primeiros ebooks para o velho Rocket eBook – mas acabei escrevendo o post anterior num impulso, sem ter averiguado mais a fundo se tal processador de texto já não existiria por aí. E não é que encontrei dois tipos?

O Yarny oferece boa parte das funções que considero úteis para a escritura de ficção – abas para perfis de personagens, locações e idéias em geral -, salva na nuvem, mas, claro, para poder ter acesso ao programa completo é preciso pagar uma assinatura mensal ou anual.

Já o My Writing Spot é gratuito, e isso apenas porque não é senão um aplicativo criado por um usuário comum graças ao Google App Engine. Ou seja, ele já salva os textos na nuvem da própria Google! O problema é que, embora a privacidade dos nossos textos esteja garantida, ficamos dependentes da conta do sujeito que o criou.

Enfim, ainda não encontrei o que eu havia imaginado: um processador de textos oferecido pela própria empresa responsável pela venda dos ebooks. Acho que seria interessante porque, já que ela só teria a ganhar ao oferecer tal serviço, o mesmo poderia ser gratuito para o autor. Bom, do mesmo modo que a Google comprou o Writely e o transformou no Google Docs, não seria ruim se ela ou a Amazon repetissem a dose com um desses dois.
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Publicado no Digestivo Cultural.

12:19 amAmazon! Google! Help me!

¿Quem sou eu para dar ideias à Amazon e à Google? “Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada.” Mas… ¿e daí? Darei as ideias assim mesmo.

Em 2009, postei aqui um artigo intitulado Softwares para ficcionistas. Obviamente, tratava de programas específicos para escritores de ficção, mormente de processadores de texto contendo facilidades tais como “tabelas com o perfil dos personagens, abas para ideias gerais e anotações referentes ao andamento da trama, mapas com eventos importantes da narrativa, tabelas com locações e, claro, a subdivisão do trabalho em capítulos e cenas”. Quem nunca escreveu um texto literário com mais de 50 páginas nem imagina o quanto tudo isto pode ser útil. Na época, aderi ao WriteItNow, que comprei baratinho, com o direito de atualizá-lo sempre que novas versões são lançadas. Mas houve um problema: comecei a escrever em vários computadores diferentes, mudei de cidade, depois voltei à cidade anterior, o que, por razões óbvias, me tornou paranoico com tantos becapes e confuso com as cópias do trabalho: “¿Qual é mesmo a mais recente?”. Enfim, senti necessidade de um software que salvasse o trabalho na nuvem, tal como o CeltX (cuja versão gratuita tem funções limitadas e só é apta para confeccionar roteiros de cinema) ou o Adobe Story (idem). Ora, ora… Se a Amazon e a Google entraram para valer no mercado de ebooks, ¿por que não oferecem – gratuitamente – um aplicativo semelhante aos citados que possa salvar o trabalho na nuvem? Ambas já oferecem espaço gratuito (Google Drive e Cloud Drive), a Google inclusive oferece um editor de textos simples. ¿Que tal oferecer também um editor para escritores de ficção? Não fosse esse receio de perder o trabalho (e de me perder no meio das várias versões), usaria apenas o WriteItNow. Mas a Google e a Amazon seriam inteligentes em unir o útil ao agradável. O aplicativo poderia inclusive já exportar o documento (ebook) no formato exigido pelas empresas. ¿O que acham?

Fica a dica.

Atualização de 18 de Julho: encontrei dois sites que oferecem serviço próximo ao proposto.
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Publicado no Digestivo Cultural.

2:19 pmA Amazon e a burrocracia brasileira

A Amazon pretende abrir sua filial brasileira no quarto trimestre deste ano e, segundo informa a Reuters Brasil, a empresa pretende, de início, vender apenas produtos digitais, uma vez que nossa infraestrutura de Terceiro Mundo e nosso labirinto tributário vampiresco – necessário para bancar tantos políticos corruptos, além, é claro, do sem fim de servidores públicos parasitas (e, em grande parte, desnecessários) – não permitiriam o enraizamento da empresa caso ela entrasse de cara no varejo. (Se você já foi empresário, deve ter notado como o governo brasileiro atrapalha de todas as formas possíveis e kafkianas o enraizamento da sua plantinha capitalista.) Enfim, a Amazon vem aí, mas de mansinho, pois não está acostumada a funcionar em locais tão inóspitos à livre iniciativa. (Aliás, imagino que você já tenha visto, no site norte-americano da Amazon, os enormes impostos tupiniquins embutidos nos preços dos produtos – isto é, apenas quando vendidos para nós, claro. Nós, brasileiros, precisamos parar de acreditar que mega-impostos, giga-taxas e encargos trabalhistas inspirados em Mussolini fazem parte da natureza. São, isto sim, frutos de malandragem, de safadeza e de boas intenções do tipo que enchem o inferno. Do contrário, como disse alguém outro dia, “por ser pobre, só posso comprar quando viajo aos Estados Unidos”. Comprar no Brasil é coisa de gente rica.)

Leia trecho da matéria na Reuters:

A Amazon.com planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012, buscando obter uma fatia no mercado online de rápido crescimento do país que inspirou o nome da empresa.

O grupo de comércio eletrônico norte-americano, cujo nome é uma homenagem ao rio mais extenso da América Latina, quer conquistar um espaço na maior economia da América Latina com seu tablet, o Kindle, e um catálogo de livros digitais (ebooks) em português, disseram representantes de editoras locais e uma fonte da indústria a par dos planos da empresa à Reuters.

A abordagem totalmente digital permitirá que a Amazon minimize os riscos que uma estreia de maiores proporções implicaria num país com problemas notórios de infraestrutura e um sistema tributário complexo e custoso. A empresa ainda terá de enfrentar uma desaceleração do crescimento econômico do Brasil que ameaça arrefecer o consumo.

“O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades tributárias”, disse a fonte da indústria, que falou sob condição de anonimato.

“Ter uma operação completa de varejo? Esse é o objetivo”, acrescentou.

Representantes de duas editoras locais disseram à Reuters que suas empresas têm feito encontros e videoconferências nos meses recentes para negociar contratos com o responsável por conteúdo do Kindle, Pedro Huerta.

“Eles nos disseram que o plano é iniciar entre outubro e novembro”, disse um dos representantes sob condição de anonimato.

O porta-voz da Amazon Craig Berman recusou comentar o assunto.

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Publicado no Digestivo Cultural.