Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

Categoria: Política (Página 13 de 20)

PTólatras Anônimos e outras coisas mais

Como o partido dos Mensaleiros continua ganhando prefeituras Brasil afora — e, quando perde, perde para outros partidos de esquerda — não nos resta nada senão apoiar a associação dos PTólatras Anônimos: nosso povo está doente e precisa de ajuda…

Também vale a pena ouvir de novo meu bate-papo com Olavo de Carvalho gravado logo após a reeleição de Lula:

Quem nunca ouviu meu podcast com Olavo, gravado em 2006, não sabe o que está perdendo — continua atualíssimo!

Alice Herz-Sommer, pianista e sobrevivente do Holocausto

Alice Herz-Sommer, pianista, professora de música e a mais antiga sobrevivente do Holocausto: “Beethoven… ele é um milagre”.

(Via @dennisd.)

Fraude — explicando a grande recessão (documentário)

Do Instituto Ludwig von Mises Brasil:

«(…)Embora vários documentários já houvessem sido produzidos sobre a crise econômica que hoje assola o mundo, nenhum deles de fato se propunha a expor uma teoria econômica que de fato explicasse as minúcias econômicas que provocaram o descalabro. Para preencher este vazio, empreendedores espanhóis buscaram a ajuda dos professores Jesús Huerta de Soto e Juan Ramón Rallo para elaborar uma explicação completa que, utilizando a teoria econômica que mais uma vez demonstrou ser a única correta (a teoria austríaca dos ciclos econômicos), fizesse uma cronologia histórica da grande recessão vista à luz desta teoria e denunciasse todos os desastres econômicos que a humanidade vem sofrendo há séculos em decorrência de políticas monetárias estatais, as quais foram rotuladas de “fraude legal”. Por último e não menos importante, foi pedido aos professores que apontassem soluções concretas e factíveis para se colocar um fim a este recorrente ciclo de descalabros.(…)»

Cotas e ação afirmativa

¿Já notou que, se você não for Woody Allen ou Sacha Baron Cohen (ou qualquer outro comediante judeu), pega muito mal fazer piadas sobre judeus? ¿E já assistiu ao excelente documentário The Original Kings of Comedy, de Spike Lee? Caso afirmativo, ¿notou que, se fossem brancos, aqueles comediantes sairiam do palco, não ovacionados, mas linchados? ¿E percebeu que é a mesma coisa para gays, anões, gordos, muçulmanos, loiras, etc.? Enfim, para se criticar uma suposta minoria, é preciso, antes de tudo, ser parte dela. É o espírito do nosso tempo – o politicamente correto. Se você não respeitá-lo, será acusado de estar defendendo um interesse de classe. (Sabe como é, né?) Você, claro, só pode falar mal de ricos, burgueses, cristãos, heterossexuais, empresários e assim por diante, essa gente feia que o explorou na outra encarnação. (Pode falar mal de Israel também.) Em qualquer um desses casos, cabe a crítica, por mais injusta, afinal, ela não será um pecado social. Eis a palavrinha: social! Se há o adjetivo social no meio, então… Puts. É intocável! E o intocável do momento é a “cota social” na educação. Claro, a cota racial continua intocável. Logo, como sou apenas um rapaz latino-americano com pouco dinheiro no bolso descendente de portugueses “cristãos novos” (isto é, judeus convertidos), misturado um tanto com negros e italianos, não direi nada. Infelizmente, não tenho permissão social para tais liberdades. Dirão que estou defendendo interesses da minha classe – e eu não estou certo da natureza da minha classe. Portanto, deixarei dois intelectuais negros de origem humilde falar sobre o verdadeiro significado das cotas e das “ações afirmativas” (o ninho conceitual de onde saem tantas coisas daninhas à educação, à cultura e à sociedade). Com vocês, Thomas Sowell e Walter Williams. [Aplausos]

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Publicado no Digestivo Cultural.

Arte e Poupança

Conheço alguns galeristas que costumam reclamar da baixíssima procura por obras de arte no mercado brasileiro. Porque, dizem eles, embora a oferta de boas obras seja grande, as vendas são ínfimas. Não duvido. (Quem escreve livros sabe disso muito bem.) No entanto, um deles, em vez de observar com maior atenção as causas do fenômeno, prefere chegar àquele remédio equivocado: “o governo deveria financiar os coitados dos artistas”. Ora, ora. Mais um querendo que a doença tome conta da paciente sociedade…

Deixando de lado questões secundárias como as que afirmam que falta ao povo educação estético-artística – porque o único problema que isso acarretaria seria a compra de obras de arte sofríveis (norte-americanos têm dinheiro, educação e são capazes de comprar as besteiras caríssimas do Damien Hirst) – a verdade é que nós não compramos muitas obras de arte pela mesma razão que não compramos sapatos italianos, vinhos franceses ou uma Jacuzzi, isto é, graças à política econômica do governo nas últimas décadas, a qual impede a formação de poupança. No aspecto econômico, estamos presos à Matrix Keynesiana. É ela que não nos deixa poupar dinheiro, é ela que faz o governo gastar mais do que arrecada, aumentando a dívida pública e a consequente extração de nosso sangue financeiro mediante impostos, taxas e inflação. Querer que o governo dê dinheiro a um setor qualquer da sociedade, ainda que aos “coitados” dos artistas, seria apenas exigir que ele retire dos demais ainda mais dinheiro na forma de tributos. E, quando torna-se impossível poupar dinheiro – são tantos os furinhos no nosso saco de moedas -, fica muito difícil gastar com coisas belas, porque primeiro é preciso forrar o estômago e garantir um teto sobre as cabeças das crianças. Estética? Cultiva-se um vaso de flores – van Gogh sabia melhor do que ninguém que, na pobreza, não há nada mais bonito.

Ok, ok. Então o problema é a teoria econômica de Lord Keynes. Mas, afinal, o que isso quer dizer? Bem, como este é um site de cultura, e não de economia, usarei dois vídeo-clipes premiados de rap (sim, rap!) do site Econ Stories. Assista-os, conheça qual é a batalha ora em vigor, e perceba que há uma saída. (São legendados em português. É preciso clicar em “CC” para ver as legendas.)

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Publicado no Digestivo Cultural.

Ayn Rand fala sobre a inveja e o feminismo

Ayn Rand, a quem faltava um parafuso espiritual deste tamanho, era ao menos tão lúcida quanto um Álvaro de Campos. Aqui ela fala sobre a inveja:

Aqui, sobre o feminismo:

Leia mais sobre Ayn Rand aqui, no Digestivo.

Contrabandeando o Grammy

A notícia é de Fevereiro de 2012, mas eu ainda não tinha me inteirado dela: o engenheiro de som Enrico de Paoli conquistou o Grammy latino de melhor disco de MPB de 2011, mas teve de pagar imposto de importação para trazer o troféu consigo. (!) Li sobre isso hoje e estou chocado até agora.

No Instituto Mises:

Enrico de Paoli é um jovem e talentoso brasileiro que acabou de ser agraciado com o prêmio Grammy americano, concedido aos melhores do mundo na arte de gravação musical. Se para nós brasileiros isso é motivo de orgulho, para o governo é apenas mais uma oportunidade de punir o mérito individual e confiscar a riqueza alheia para distribuí-la entres seus burocratas e toda a sua base de apoio.

(…) É isso mesmo. O troféu recebido por Enrico só pôde entrar no Brasil mediante o pagamento de um pedágio (que aqui adquire o eufemismo de Imposto de Importação e ICMS) para o governo. Os parasitas simplesmente atribuíram um valor qualquer para o prêmio e, em cima deste valor, acrescentaram o imposto de importação e o ICMS, o qual incide em cascata. Note que o valor pago em tributos equivale a nada menos que 88,6% do “valor imaginário” do prêmio.

Neste monumento à estupidez, é difícil escolher o que é pior:

1) O governo rotular de “importação” o simples ato de entrar no país com um prêmio recebido no exterior;

2) O governo estipular arbitrariamente um valor monetário para este prêmio e daí sair acrescentando impostos sobre este valor.

3) O governo proibir um indivíduo de possuir o seu troféu – só pode mantê-lo consigo caso pague o pedágio; se não pagar, o troféu é confiscado pela Receita Federal.

Que direito esta gente parasitária julga ter para decidir se um indivíduo pode manter consigo um objeto inanimado conquistado por mérito? Será que nem mesmo o reconhecimento internacional o brasileiro pode usufruir sem ser tungado por impostos (quase 90%) pelo governo?

Estatistas podem retrucar dizendo “Ah, mas o valor foi tão pequeno… Estão chorando à toa”. Novamente, recai-se no relativismo moral de considerar que o que importa não é o ato em si, mas apenas o valor do roubo.

Tal raciocínio, aliás, nos leva a um caminho surpreendente. Por exemplo, e se o prêmio fosse algo de valor monetário monumental, o qual o premiado tivesse a intenção de doar a instituições de caridade? Qual seria o incentivo para ele “importar” esse prêmio para o Brasil e pagar 90% do seu valor para o governo? Ele estaria, na prática, pagando ao governo para fazer uma caridade. Consequentemente, é razoável imaginar que tal prática não ocorreria, dado o custo de impostos com o qual o benfeitor teria de arcar.

Ademais, não faz nenhum sentido limitarmos esta revolta unicamente a este caso. Remédios, por exemplo, são muito mais importantes do que um Grammy (que nos desculpe o Enrico). Por que ninguém se exaspera com o fato de alguns remédios essenciais terem sua importação banida pela ANVISA (como aconteceu com nosso leitor Luis Almeida, que teve sua propriedade roubada na Alfândega), ao passo que sobre outros igualmente essenciais recaem impostos de importação insanos? Da mesma maneira, por que um sujeito não pode trazer equipamentos eletrônicos sem ter de prestar uma “contribuição compulsória” para os burocratas? Por que não se pode trazer um uísque sem ser financeiramente punido por isso?

Como já dizia um amigo meu, “prefiro ter um filho contrabandista a ter um filho fiscal da Receita Federal – morreria de vergonha!”

Leia o restante do artigo aqui.
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Publicado no Digestivo Cultural.

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