Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

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Dr. Pinto Grande: quase lá

Eu já havia reescrito e revisado tantas vezes os contos do meu próximo livro que já estava com raiva deles, algo do tipo “larga d’eu, diacho!”. E por isso, nos últimos meses, passei a dar atenção mormente aos problemas encontrados pelos revisores da Record, os quais, para meu refrigério, me fizeram atentar para as partes em vez do todo. No entanto, quase um mês após tudo parecer concluído, a editora me pediu para averiguar a diagramação do texto final e apontar as derradeiras alterações. E então — com essa “ameaça” damocleana de “última chance” sobre a cabeça — respirei fundo e decidi relê-lo de cabo a rabo: e não é que ri, meditei e me emocionei com meus próprios contos? Espero que os leitores d’A Sábia Ingenuidade do Dr. João Pinto Grande sintam, no mínimo, o mesmo que eu senti nesses últimos dias. E olha que eu tinha em mente todos os spoilers possíveis e imagináveis…

O Feitiço de Áquila na Casa do Sol

Por volta das oito da manhã, entrei no escritório da Hilda Hilst, a qual, como sempre, já estava debruçada sobre uma pilha de livros abertos — era sua maneira de ler: sempre que se cansava de um livro, puxava um outro para o topo e retomava a leitura no ponto marcado. Quando me viu, colocou um cristal de rocha do tamanho de um punho sobre a página aberta e me encarou:

— Bom dia, querido.

— Bom dia, Hilda.

— Você viu se o Bruno já acordou?

Ela se referia ao poeta Bruno Tolentino, seu mais novo hóspede.

— Encontrei com ele às sete e meia lá na cozinha. Ele não veio aqui?

— Não sei. Vim pra cá às seis e meia, mas tive de voltar pro banheiro. Comi alguma coisa ontem que me fez mal.

— Na verdade, acho que o problema é que você ‘finalmente’ comeu alguma coisa, né. Você quase não se alimentado e, quando come, parece se esquecer de que algo tem de sair.

— Pode ser — respondeu, sorrindo e abanando-se com o leque. — Mas cadê o Bruno? Não tomou o café ainda?

— Ele foi dormir, Hilda. Passou a noite inteira escrevendo.

— Credo! Faz mais de uma semana que ele está aqui e ainda não conseguimos conversar direito. Ele dorme o tempo todo!

— Ele tem dormido muito mesmo. O Antônio disse que ele anda cansado. Mas, muitas vezes, a gente acha que ele está dormindo quando, na verdade, está é finalizando O Mundo Como Idéia.

— Bom, qualquer dia ele vai entrar em sincronia com a Casa. Todo mundo entra.

E então conversamos sobre assuntos variados: o rosto de Camões que lhe apareceu na parede do banheiro, sugerindo-lhe o início de um poema — “Que este amor não me cegue nem me siga…” —, as cartas obscenas de James Joyce à sua esposa Nora, nossos sonhos e assim por diante. Depois nos entregamos a nossas respectivas leituras e, lá pelas onze e meia, Hilda me pediu para lhe servir sua primeira taça diária de vinho do Porto. Uma hora mais tarde, “más feliz que una lombriz”, Hilda se levantou de súbito:

— Vou deitar um pouco, Yuri.

— Peço pra Juliana preparar seu almoço às duas?

— Ah, não sei. Esse negócio de comer pra depois ter de ir ao banheiro é muito trabalhoso — e riu.

— Poxa, Hilda. Espere chegar em Marduk antes de parar de comer. Senão o Zé vai encher o nosso saco e, claro, você não vai conseguir parar de pé.

Ela me respondeu com um gesto de enfado e, de braço comigo, caminhou até a porta do quarto, onde se fechou.

Pouco antes das duas, enquanto eu e Antônio, secretário do Bruno, almoçávamos, Bruno apareceu na cozinha:

— A Hilda já almoçou?

— Ainda não. Foi se deitar e ainda não levantou.

— Toda vez que vou ao escritório, ela está dormindo. Ela só está acordada na hora da novela? Não dá pra conversar na hora da novela.

Eu ri: — Ela também acha que você dorme o tempo inteiro. Ela acorda bem cedo. O esquema aqui é de mosteiro.

— Só que tem mais vinho que hóstia neste mosteiro… — tornou ele, sorrindo ironicamente.

— Bom, depois que ela ficou sabendo que deve mais de quinhentos mil reais de IPTU, resolveu investir em mais garrafas de vinho. Não a culpo: está numa enrascada e, mesmo se conseguisse uma boa editora, jamais teria dinheiro suficiente.

— Quinhentos mil… — balbuciou ele. — Este país é um absurdo.

— Pois é.

— Melhor eu me adequar à regra local, né — disse, após um minuto. — Já combinamos que irei revisar o teatro dela. Quero fazer isso em voz alta, diante dela.

De fato, semanas mais tarde, foi assim que Bruno revisou o Teatro Completo da Hilda: uma leitura em voz alta, na presença de Hilda, de Zé Mora Fuentes e de mim mesmo. Mas, voltando ao dia em questão, enquanto ele enchia a xícara de café, comentei:

— Vocês estão parecendo os personagens do filme O Feitiço de Áquila: quando um está consciente, o outro não está.

— Ladyhawke?

— Acho que é.

— Bom, a Hilda gosta mais de cachorros do que eu. Ela podia ser o lobo e eu, a águia. O signo de escorpião também já foi representado pela águia.

Antônio finalmente se manifestou: — Quem mais está lucrando com isso é o Yuri.

— Eu? Por quê?

— Uê, você tem dois professores particulares e um não atrapalha a aula do outro.

— Isso é verdade — tornei. — Pena que nenhum dos dois tenha gostado das minhas poesias.

— O que você faz na prosa é que é ‘poiesis’ — disse Bruno, muito sério. — Já os poemas que me mostrou são apenas letras de música, não possuem musicalidade em si mesmos.

— A Hilda me disse a mesma coisa.

— Claro, para ser um poeta, você tem de ler mais poesia. E, se quiser, vai chegar lá — acrescentou.

— Aí é que está: não me vejo como poeta. Ao menos não na expressão. Quero continuar com os contos e, assim que puder, partir para os romances.

— Potencial e talento você tem. Só tem de tomar cuidado para não se perder. Não vá, por exemplo, fazer como a Hilda e ficar correndo atrás do James Joyce.

Eu ri: — Não pretendo.

— Ótimo. Ulisses é um embuste. A poesia e o teatro da Hilda são maravilhosos, mas, com uma exceção ou outra, no geral, Joyce atrapalhou a prosa dela.

— Acha isso mesmo?

— Não me entenda mal: ela escreve muitíssimo bem, mesmo em prosa. Mas, ao contrário da poesia, em que ela é genial, na prosa ela não sai da sombra do irlandês maluco. No teatro, a gente nota a influência de Beckett, mas ela não se intimida e está toda lá. Nos contos, pelo menos nos que eu li, a gente sente que foi tudo escrito por um Kafka que leu James Joyce. Onde ela está?… — e fez uma pausa, pensativo. — Bom, pelo menos nas crônicas ela é engraçada, está presente.

Antônio riu: — Com mais essa aula e as da Hilda, você já deve uns quinhentos mil pra cada professor, Yuri. A Hilda vai poder pagar a dívida dela.

— Quinhentos mil?! — tornou Bruno, arqueando as sobrancelhas. — As aulas que esse menino está recebendo não têm preço!

Depois do almoço, Bruno se retirou para seu quarto, retomando a escrita d’O Mundo Como Idéia. Hilda só foi aparecer lá pelas três:

— O Bruno já almoçou?

— Já.

— Cadê ele?

— Voltou pro quarto.

— Foi dormir de novo?!

— Não, tá escrevendo.

Ela sorriu, um tanto contrariada: — Nossa, como esses escritores são anti-sociais! Ficam se isolando, não param de escrever.

— Tipo aquela poeta doida que se refugiou num sítio perto de Campinas, né. Aquela que mandava o marido ir comer a empregada para ela poder escrever.

Hilda, que já acendia o cigarro, deu uma risada solta: — Mas ela agora é só uma velha louca cheia de cachorros. E não escreve mais!

Voltamos às nossas leituras.

— Você já leu os livros do Bruno, Hilda? — perguntei, minutos depois.

— Li o que ele me deu: As Horas de Catarina. E também esse outro que me emprestou: Os Sapos de Ontem.

— O que achou?

— Ele é um poeta de verdade. É difícil encontrar um. Mas Os Sapos de Ontem é chatérrimo! Eu também não gosto das besteiras dos concretistas, mas o Bruno é muito enrolado para escrever em prosa, fica tergiversando e tem um estilo muito afetado, bossa… — e então se refreou, tentando lembrar de alguma coisa.

— Bossa o quê, Hilda?

— Como se chamava aquele crítico que aparece no filme que vimos outro dia?

— No filme Carrington?

— Isso.

Eu sabia a quem ela se referia — Lytton Strachey — mas tampouco me lembrei do nome naquele momento.

— Ah, não importa. São semelhantes: ferinos, mas empolados.

— Bom, mas parece que ambos, ao criticar outros escritores, se referem justamente à afetação vazia destes.

— Pode ser. Mas ele é melhor na poesia do que nos ensaios.

Lição daquele dia: acredite mais nos seus olhos e na sua consciência do que naquilo que um escritor fala do outro, afinal, é possível que ambos estejam… certos! Sim, certos. Porque, se “o estilo é o próprio homem”, e se há personalidades com as quais nos damos melhor do que com outras, muitas vezes nos damos igualmente bem com escritores entre os quais, lá entre eles, não há plena afinidade.

Chesterton: como discutir com um oponente

Aqui, neste momento, encontra-se talvez seu [de Santo Tomás de Aquino] único momento de paixão pessoal, com exceção daquela efusão solitária durante as dificuldades da sua juventude. E mais uma vez ele está lutando contra seus inimigos com uma tocha ardente. No entanto, mesmo neste isolado apocalipse de fúria, há uma frase que poderia ser recomendada às pessoas de todos os tempos que às vezes ficam irritadas por muito menos. Se há uma frase que poderia ser esculpida em mármore para representar a racionalidade mais calma e resistente, é a frase que surgiu juntamente com todo o resto desta lava derretida. Se há uma frase que passou para a história como típica de Tomás de Aquino, é a frase sobre o seu próprio argumento: “Não se baseia em documentos da fé, mas nas razões e nas afirmações dos próprios filósofos”. Que bom teria sido se todos os doutores ortodoxos da Igreja, quando enraivecidos, tivessem sido tão razoáveis quanto Aquino! Que bom seria se todos os apologistas cristãos se lembrassem daquela máxima e a escrevessem em letras grandes na parede antes de pregar ali suas teses. No auge da sua fúria Tomás de Aquino entende o que muitos defensores da ortodoxia não conseguem entender. É inútil dizer a um ateu que é ateu; ou atirar contra um negador da imortalidade a infâmia da sua negação; ou imaginar que alguém pode forçar um adversário a admitir que está equivocado demonstrando que está equivocado segundo os princípios de outra pessoa e não de acordo com seus próprios princípios. Após o grande exemplo de Santo Tomás, foi estabelecido o princípio — ou deveria ter sido estabelecido para sempre — de que, ou não devemos discutir com uma pessoa de forma alguma, ou devemos fazê-lo em seu próprio terreno e não no nosso. Podemos fazer outras coisas em vez de discutir, de acordo com nossa concepção de ações moralmente admissíveis; mas, se nós discutimos, devemos fazê-lo “com as razões e as afirmações dos próprios filósofos”. Este é o senso comum contido em uma frase atribuída a um amigo de Tomás, o grande São Luis, rei de França, que as pessoas superficiais citam como exemplo de fanatismo e cujo significado é: ou te dedicas a discutir com um infiel como somente um verdadeiro filósofo pode discutir, ou então “crava-lhe uma espada no corpo o mais profundamente possível”. Um verdadeiro filósofo (mesmo um da escola contrária) seria o primeiro a concordar que São Luis foi inteiramente filosófico neste assunto.

G. K. Chesterton, in “Santo Tomás de Aquino” (ensaio biográfico).

Ortega y Gasset: La tragicomedia

EL género novelesco es, sin duda, cómico. No digamos que humorístico, porque bajo el manto del humorismo se esconden muchas vanidades. Por lo pronto, se trata simplemente de aprovechar la significación poética que hay en la caída violenta del cuerpo trágico, vencido por la fuerza de inercia, por la realidad. Cuando se ha insistido sobre el realismo de la novela, debiera haberse notado que en dicho realismo algo más que realidad se encerraba, algo que permitía a esta alcanzar un vigor de poetización que le es tan ajeno. Entonces se hubiera patentizado que no está en la realidad yacente lo poético del realismo, sino en la fuerza atractiva que ejerce sobre los aerolitos ideales.

La línea superior de la novela es una tragedia; de allí se descuelga la musa siguiendo a lo trágico en su caída. La línea trágica es inevitable, tiene que formar parte de la novela, siquiera sea como el perfil sutilísimo que la limita. Por esto, yo creo que conviene atenerse al nombre buscado por Fernando de Rojas para su «Celestina»: tragicomedia. La novela es tragicomedia. Acaso en la Celestina hace crisis la evolución de este género, conquistando una madurez que permite en el «Quijote» la plena expansión.

Claro está que la línea trágica puede engrosar sobremanera y hasta ocupar en el volumen novelesco tanto espacio y valor como la materia cómica. Caben aquí todos los grados y oscilaciones.

En la novela como síntesis de tragedia y comedia se ha realizado el extraño deseo que, sin comentario alguno, deja escapar una vez Platón. Es allá en el Banquete, de madrugada. Los comensales rendidos por el jugo dionisiaco, yacen dormitando en confuso desorden. Aristodemos despierta vagamente, «cuando ya cantan los gallos»; le parece ver que sólo Sócrates, Agatón y Aristófanes siguen vigilantes. Cree oir que están trabados en un difícil diálogo, donde Sócrates sostiene frente a Agatón, el joven autor de tragedias, y Aristófanes, el cómico, que no dos hombres distintos, sino uno mismo debía ser el poeta de la tragedia y el de la comedia.

Esto no ha recibido explicación satisfactoria, mas siempre al leerlo he sospechado que Platón, alma llena de gérmenes, ponía aquí la simiente de la novela.

Meditaciones del Quijote“, José Ortega y Gasset.

Hilda Hilst: “Que besteira, meu Deus!”

Em 1998, pouco antes de me mudar para a Casa do Sol, a revista Bundas — lançada pelo Ziraldo no ano seguinte em oposição paródica à revista Caras — enviou um jornalista para entrevistar Hilda Hilst. Nessa entrevista, como é de praxe entre a nossa intelligentsia, foi-lhe perguntado algo sobre sexo e ela respondeu que já não atribuía tanta importância ao tema, tendo inclusive abraçado a castidade desde que completara 50 anos. Não me recordo do conteúdo exato da matéria publicada, mas me lembro bem do exemplo dado por ela para ilustrar esse desinteresse recente: certa feita, um amigo-secretário lhe pediu para usar seu banheiro privado, uma vez que o chuveiro do banheiro de hóspedes estava queimado. Minutos depois, enquanto ela se dirigia para o quarto, esse amigo surgiu à sua frente, no corredor, completamente nu, distraído, enxugando os cabelos com a toalha. Ela então olhou para o pau dele e… caiu na gargalhada. Ele, que não a havia visto, ficou deveras encabulado com aquela reação:

— O que é que foi, Hilda?

Ela apontou para o pau dele e, ainda às gargalhadas, quase sem fôlego, comentou:

— Mas é por isso?! É por causa dessa coisa que tanta gente chora pelos cantos, que tanta gente se mata? Que besteira, meu Deus!

Eu sei que amigo era esse, mas, infelizmente, a matéria foi publicada apenas em 1999, quando ele já havia se mudado da casa, e, claro, a coisa toda sobrou para mim, o novo “amigo secretário”. Durante pelo menos dois anos tive de ouvir:

— Yuri, o que a Hilda viu de tão engraçado e ridículo no seu pau?

— Não era o meu, cacete!!

— Yuri, é verdade que seu pau fez a Hilda desistir para sempre do sexo?

— Não era o meu, porra!

O lema da revista Bundas era: “Quem coloca a bunda em Caras não coloca a cara na Bundas”. Mas, caramba, precisavam colocar um pau? (Não era o meu, caralho.)

Quatro quadrinhas para a quadrilha

Um petista delinqüente
Meu pára-brisa quebrou:
Por que há sempre um demente
Guardando quem nos roubou?

*

Empacado feito mula
O viúvo da Marisa
— ‘sse fi-da-puta do Lula —
Nega de réu a camisa.

*

O ex-presidente Lula
Perguntou-lhe: “Gilmar, mentes?”
“Por ti, não, petista mula
De tucano tenho dentes.”

*

Governado por putos
O país se abalança:
Cá embaixo — oh, merdança! —
Acumulam-se os lutos.

Breaking Chiquititas

Depois de anos a fio sugerindo-lhe a série Breaking Bad, minha irmã finalmente deu o braço a torcer — e, claro, Melissa ficou viciada na tortuosa história do senhor White. Ontem, ela esteve aqui com minha sobrinha, Bárbara, e me perguntou se eu voltaria a assistir a um ou dois episódios com ela. Claro que eu quis. Enquanto acompanhávamos as sangrentas enrascadas em que se metiam os protagonistas, Bárbara ia e vinha pela casa, ou então ficava noutro canto jogando vídeo game. Concluídos os episódios, Bárbara veio até nós e perguntou:

— Mãe, por que você fica reclamando sempre que termina de ver essa série?

— É porque não é igual às séries que você vê, meu amor. Sempre acontece alguma coisa no fim que deixa a gente com vontade de ver mais. Não é como a iCarly, que tem uma historinha com começo, meio e fim a cada episódio.

— Então como é?

— Uê. É como se fosse um filme enorme dividido em várias partes. E o filme sempre continua, não termina nunca.

— Ah, então é igual às Chiquititas! A história sempre continua.

Nesse momento eu me virei para as duas com o ar mais impassível do mundo.

— Isso — tornou minha irmã, em sincera concordância. — É igualzinho às Chiquititas. A mesma coisa.

Então eu intervim, no tom mais sério possível: — Sim, Breaking Bad é EXATAMENTE igual às Chiquititas.

Melissa virou-se para mim e só então, pensando melhor no que dissera, caiu na gargalhada.

Eu teria me esquecido dessa história caso, hoje, a Bárbara não tivesse me provado que as séries realmente se parecem.

— Tio Yuri, por que você acha que Breaking Bad é diferente das Chiquititas?

— Porque tem um monte de bandidos na série, gente má.

— Então são iguais mesmo — respondeu. — Nas Chiquititas tem três meninas más: a Carmen, a Matilde e a Cíntia.

— Sério?

— Sério. Elas ficam tentando roubar o tesouro. E uma delas até vai presa.

Conclusão: há mais Breaking Bad no mundo infantil do que julga nossa vã adultice.

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