Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

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Escudo

O cara é super atencioso, super amoroso, mega carinhoso e muuuuy caliente — mas, durante um tiroteio, mujer, ele a usa como escudo. É nas situações graves que você finalmente descobre quem de fato a pessoa é.

Magia negra

Fofoca e maledicência são as piores formas de magia negra. Mesmo quando ditas por alguém que você ama. E o que é ainda pior: quando ditas por alguém que você ama contra alguém que você ama. Não caia nessa. A inoculação de uma profecia auto-realizável pode sabotar os relacionamentos mais promissores.

Terra à vista

No livro Ortodoxia, Chesterton afirma que, incapaz de seguir a religião corrente — no caso inglês, a Igreja Anglicana —, decidiu inventar sua própria heresia. E assim o fez. Por fim, sentiu-se como um náufrago que, chegando a uma ilha supostamente deserta, descobre anos depois que não havia aportado senão às costas de uma ilha tão grande e tão habitada quanto a própria Inglaterra… Isto é: criou sua própria heresia, sentindo-se solitário nela, para finalmente descobrir que sua heresia era apenas a ortodoxia católica: não estava numa ilha deserta.

O curioso é que isso, ao longo da vida, também ocorre com nossos conceitos e com nossa conduta. Frustados com os inúmeros fracassos advindos da observância de algum ditame pequeno-burguês, ou então de algum outro progressista, começamos a buscar valores e significados mais profundos em nós mesmos, no nosso íntimo. Ora, Deus está dentro de cada um de nós! Em algumas pessoas, claro, enterrado beeeeeem lá no fundo, oculto sob uma massa de besteiras ideológicas e de sujeiras convencionais sem fim. E então, ao encontrar tais valores e significados, obviamente graças apenas a Ele, a pessoa acredita ser o único habitante dessa ilha de conduta moral — embora sempre tensa e problemática — de conduta moral quase paradisíaca. Quase paradisíaca ao menos para a própria consciência, o que é mais do que o suficiente, pois os dramas e conflitos desta vida não se extinguem por passe de mágica. (Ora, até Cristo, a consciência pura encarnada, morreu na cruz deste mundo.)

Enfim, o sujeito se acha numa ilha deserta e, de repente, esbarra na própria avó, aquela velha que reza todo santo dia pela família inteira: ela sempre esteve na ilha! Tal como a mãe dela, e a mãe da mãe dela, e o pai da mãe da mãe dela e assim por diante. Salvar-se do naufrágio do mundo é agarrar-se ao eterno madeiro flutuante, que sempre nos espera à margem do espaço, desde antes do início dos tempos — e com ele seguir até o porto seguro da única ilha que realmente importa habitar. Inventar uma ilha, como na origem latina da palavra — “invenção” é descoberta —, é apenas redescobrir o já descoberto. Não há nada de novo sob o sol…

Aquecimento global: você é supersticioso?

Se você ainda acredita na SUPERSTIÇÃO segundo a qual o HOMEM é a CAUSA do AQUECIMENTO GLOBAL e das mudanças climáticas (isto é, você crê no “aquecimento global antropogênico”— e também na fada do IPCC, que o aquecimento é causado por um capeta chamado “efeito estufa”, que as manchas solares não têm nada a ver com isso, e assim por diante), então precisa rever urgentemente o documentário A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL (ver abaixo). Entre outras coisas, você vai descobrir que:

→ A Terra era mais quente durante a idade média do que é agora;

→ O aumento da temperatura nunca acompanhou necessariamente o aumento da ação humana e da industrialização;

→ É a elevação da temperatura que causa o aumento do nível de gás carbônico, e não o contrário (os gráficos que indicam uma relação entre os níveis de ambos mostram que, ao longo dos milênios, o aumento da temperatura antecipava o aumento de CO2 em cerca de 800 anos);

→ O aumento da temperatura pode levar vários séculos para determinar o comportamento dos oceanos;

→ A ação dos mares sobre os continentes tem mais a ver com o deslocamento das placas continentais do que com o clima e com um suposto “derretimento das calotas polares”;

→ Os oceanos, os vulcões, a vegetação e as bactérias produzem infinitamente mais gás carbônico que o ser humano;

→ O “efeito estufa” não é a causa do aquecimento, se fosse, haveria elevação de temperatura na troposfera, e isso não ocorre. Aliás, o vapor d’água interfere mais no efeito estufa do que o gás carbônico;

→ O gás carbônico é indício de vida; as épocas mais quentes sempre foram mais prósperas;

→ O mosquito não é uma exclusividade dos trópicos que está se alastrando agora devido ao suposto “efeito estufa”. A maior epidemia de malária já registrada ocorreu dentro do círculo ártico, nos anos 1920, na União Soviética, tendo contaminado certa de 12 milhões de pessoas e matado 600 mil;

→ Grande parte dos “cientistas” do IPCC não é constituída de verdadeiros cientistas;

→ Muitos cientistas citados pelo IPCC não aceitam a tese do “aquecimento global antropogênico”, mas são convenientemente ignorados;

→ Alguns cientistas são considerados membros do IPCC contra a sua própria vontade (alguns conseguiram retirar seu nome da lista após ameaça de processo legal);

→ O QUE CAUSA então o aumento ou diminuição da temperatura global? A maior ou menor ocorrência de manchas solares. Na Terra, são as nuvens que mantêm a temperatura baixa mediante a reflexão dos raios solares, que são então “devolvidos” para o espaço. As nuvens, por sua vez, são formadas por ação dos raios cósmicos sobre o vapor d’água. Quanto maior a incidência de raios cósmicos, maior a quantidade de nuvens e menor a temperatura. O problema é: as manchas solares interferem nos raios cósmicos. Quanto maior a ocorrência de manchas solares, maior a incidência de “ventos solares”, os quais irão impedir os raios cósmicos de criarem nuvens. Em suma: o magnetismo dos ventos solares bloqueia a entrada de raios cósmicos como se fosse um grande guarda-chuva. Logo, quanto menor a quantidade de nuvens, maior o calor. Numa frase: “É o Sol, estúpido!”;

→ A conversa fiada segundo a qual o gás carbônico poderia aumentar a temperatura da Terra começou entre os anos 1960 e 1970, quando então se acreditava na vinda de uma nova Era Glacial; e tal teoria desprovida de fundamentos foi proposta como uma esperança de sobrevivência da humanidade, tipo: “não se preocupem com a nova Era Glacial, pois o homem produz muito CO2 que, não temos certeza ainda mas é provável, irá intensificar o efeito estufa e manter a temperatura elevada apesar da glaciação”;

→ Embora a esquerda mundial use o “aquecimento global antropogênico” como forma de atacar o capitalismo dos países ricos e o desenvolvimento dos países pobres, além de usá-lo como pretexto para aumentar o poder da ONU, das ONGs e demais organismos globalistas, foi a conservadora Margaret Thatcher a primeira política a acreditar na teoria do “efeito estufa”. Ela estava preocupada com o aumento do poder dos árabes (petróleo) e com o aumento do poder dos sindicatos esquerdistas (mineradores de carvão), e então decidiu que era preciso ignorá-los e investir em energia nuclear. Para convencer o público, usou como propaganda a teoria de que os combustíveis fósseis causariam o aumento da temperatura, por meio de efeito estufa, e que isso significava uma única coisa: catástrofe climática. Hoje, os esquerdistas utilizam como estratégia uma tática equivocada de uma direitista;

→ A farsa de um “aquecimento global antropogênico” criou uma bilionária indústria de burocratas ambientalistas cujo leque de funções se resume a viajar pelo planeta, aterrorizar as populações mediante pregações apocalípticas e impedir o pleno desenvolvimento das economias, já que se coloca contra a industrialização e o uso de combustíveis fósseis. Os ambientalistas conservam a pobreza e a fome no mundo;

→ Cientistas que negam o “aquecimento global antropogênico” não conseguem fundos para bancar suas pesquisas. Até mesmo uma simples pesquisa sobre esquilos deve incluir uma referência ao aquecimento global em seu título, ou não conseguirá dinheiro;

→ Sempre que um cientista elabora uma teoria racional e bem fundamentada, provando que o “efeito estufa” e o CO2 não controlam a temperatura da terra, a mídia e a imprensa o ignoram, porque notícias amenas não vendem jornais. A imprensa ama as catástrofes!;

→ Cientistas que negam o “aquecimento global antropogênico” são hostilizados por seus pares e ignorados pela imprensa;

→ Em suma: o “aquecimento global antropogênico” é apenas PROPAGANDA POLÍTICA orientada ideologicamente.

O DOCUMENTÁRIO:

Monólogo de Alex Jones no filme Waking Life

Monólogo de Alex Jones (InfoWars) no filme Waking Life (2001), de Richard Linklater. (Embora pareça uma animação, o filme é, na verdade, o resultado de uma “rotoscopia digital” a partir de imagens captadas por câmeras digitais de atores e personalidades reais.)

Cineastas malquistos

Em entrevista a Danilo Gentili, Josias Teófilo afirmou que é provavelmente o único cineasta brasileiro a se colocar à direita do espectro político. Saiba que isto não é exato: podemos não ser muitos, mas existimos, e quase todos fomos silenciados de uma maneira ou de outra ao longo dos últimos anos.

Quando lancei o curta-metragem ESPELHO em 2007 (disponível no YouTube), só consegui emplacá-lo em um único festival fora do circuito goianiense: o CINEME-SE, de Santos-SP. (Em Goiânia, ganhamos o prêmio de Melhor Direção no FESTCINE.) Após inscrevê-lo em três festivais mineiros — Ouro Preto, Belo Horizonte e Tiradentes — recebi um email anônimo de um sujeito que se dizia curador de um festival daquele estado. Ele me pedia para reeditar o curta-metragem, cortando o trecho abaixo. E me avisou (cito de memória): “Apesar de ter gostado muito do seu filme, tenho certeza de que, se você não retirar essa cena, não conseguirá exibi-lo em nenhum festival”. E ele tinha razão: ninguém mais o aceitou.

Na época, imaginei cá comigo que talvez fosse paranóia minha e que o curta não tivesse sido aceito simplesmente por não ter ficado à altura do que eu pretendia — nossos recursos financeiros e técnicos foram escassos — contudo, meses depois, me surpreendi com o convite de duas mostras européias: No Siesta: Fiesta! (Tromsø, Noruega, 2009) e Verão Cinema e Outras Coisas (Costa da Caparica, Portugal, 2009). E eu nem sequer havia entrado em contato com elas. Eu apenas havia me cansado de gastar dinheiro com Correio e taxas de inscrição, sem obter qualquer sucesso, e o publicara no YouTube.

De lá para cá, com a quebra de várias produtoras nas quais trabalhei, com minha participação ácida em listas de discussão de cineastas (em sua imensa maioria esquerdistas) e com minha recusa em participar de editais, fiquei para escanteio no meio cinematográfico.

Não somos muitos. Mas nós existimos.

Cu infantil

Já que Olavo de Carvalho andou criticando no Facebook o “ódio ao cu” — ódio tão comum entre aqueles que rejeitam sua própria natureza mortal — vou contar uma história anal da Hilda Hilst. (E é mesmo sobre o cu dela.)

Hilda me contou que, quando tinha uns 24 ou 25 anos, tentou fazer sexo anal com Cassito (Cássio Rodrigues), o mesmo namorado com quem viajara pela primeira vez à Europa. Acontece que a coisa não saiu conforme o esperado e ela se machucou. Confessou então o caso à sua perplexa mãe, Bedecilda, que propôs levá-la ao médico para um exame. Hilda não queria ir, estava morrendo de vergonha de admitir o incidente diante de terceiros — afinal, eram os anos 1950 e coisa e tal —, mas, sob a pressão da mãe, e das dores, foi. Uma vez no consultório, extremamente tensa, aguardou que o médico terminasse as perguntas de praxe — deve haver uma praxe para assuntos relativos ao cu —, para depois orientá-la quanto aos procedimentos. Sua mãe, claro, a acompanhava: uma moça não se submeteria a uma situação dessas sozinha. O médico, pois, um senhor já de idade, muito sério, pediu-lhe que se despisse atrás de um biombo e que depois subisse na maca. Ela o obedeceu e, em seguida, se deitou de bruços. O médico então lhe disse para ficar de quatro e ela, olhando de soslaio para a mãe, novamente se submeteu ao arranjo, mas agora com a vergonha a deixar-lhe o rosto mais roxo do que o roxo do… você sabe. Por fim, o médico a penetrou com o dedo e começou a verificar onde ela estava ferida. Nesse momento, de tão nervosa, ela deu uma primeira risada.

— Hildinha! O que é isso?! — censurou-a a pasmada mãe.

Com a bronca, o riso tornou-se descontrolado e se converteu numa gargalhada interminável.

— Pára, Hildinha! Pára!

Quanto mais a mãe a repreendia, mais nervosa ela ficava e mais risadas dava. O médico, mortalmente constrangido, resolveu encerrar o exame, mas encontrou um problema: conforme ria, Hilda lhe prendia o dedo com seu esfíncter!

— Hilda — começou, em tom grave e oficial —, se você não parar de rir, não vou conseguir tirar o dedo!

A gargalhada, que ela mal começara a controlar, voltou a libertar-se, e intensificou-se a ponto de a fazer perder o fôlego. E sentiu o médico colocar a outra mão em sua nádega para forçar a saída do dedo.

— Hildinha, minha filha! Quer me matar de vergonha?!

E, como quem abre um champanhe, o médico retirou o dedo com um leve estampido.

— E depois, Hilda? O que aconteceu? — perguntei-lhe, entre risadas, quando me narrou o caso.

— Ah, depois eu me vesti e ficamos os três ali, olhando para o chão, um mais sem graça que o outro, sem ninguém se referir ao fato. E, no final, enquanto me prescrevia uma pomada, o médico me disse: “Nunca mais faça sexo anal, Hilda. Você tem o cu infantil. Não convém”.

E essa é a história do cu infantil da Hilda Hilst. :^)

P.S.: Eu já não havia contado essa história?

Hilda e Cassito, em 1955. Esse é o cara que, muito chateado por Hilda ter rompido o namoro com ele, metralhou a portaria do prédio onde ela morava…

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