9:57 amWitold Lutosławski: “Variações sobre um Tema de Paganini”

“Variações sobre um Tema de Paganini” (1941), de Witold Lutosławski. Execução: Enrico Pace e Igor Roma.

8:35 amHenri Dutilleux: “Tout un monde lointain”

“Tout un monde lointain”, um concerto para violoncelo e orquestra de Henri Dutilleux. (Sim, eu gosto de trilha sonora sinistra…)

4:26 pmEspecial sobre Carlos Drummond de Andrade (Globo News)

Com poemas lidos pelo próprio Drummond e depoimentos dele, de Tom Jobim, Otto Lara Resende, Alcides Villaça, etc.

“Eu sou bastante telefoneiro”, disse Carlos Drummond de Andrade. Teria dado um grande interneteiro…

Primeira parte:

Segunda parte:

Terceira parte:

3:25 pmDois poemas de Fernando Pessoa lidos por mim

Ontem, acordei com a garganta ligeiramente inflamada, o que deixou minha voz ainda mais “sexy-cavernosa” do que de costume. Para não perder a oportunidade, gravei minha leitura de dois poemas do Fernando Pessoa. (Já havia gravado outro anos atrás – Tabacaria – que pode ser ouvido na página de arquivos de áudio.)

Cruzou por mim, veio ter comigo, de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos):

      Cruzou por mim, de Fernando Pessoa (3,1 MiB, 2.928 hits)

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Análise, de Fernando Pessoa:

      Análise, de Fernando Pessoa (766,2 KiB, 2.920 hits)

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4:21 pmÓdio à escola

É uma pegadinha — e bem engraçada — mas, se você pensar bem, dá até medo… :)) (Lembra meu conto “Matando um Mosquito com um Tiro de Canhão“…)

Obs.: Ouça outras pegadinhas da Little Becky.

3:55 pmÁudio da última entrevista de Monteiro Lobato

“Lobato concede a Murilo Antunes Alves, da Rádio Record, sua última entrevista, em 1948. Dois dias após o bate-papo, o escritor veio a falecer, vitimado por um derrame.”

Primeira parte:

Segunda parte:

Terceira parte:

10:42 amScreenwriting — Advice to Hollywood writers

peter kreeft

Palestra de Peter Kreeft, professor de filosofia no Boston College e no King’s College(New York), a respeito da arte de escrever roteiros de cinema.

Entre outras coisas, ele trata do poder da imaginação — sendo o cinema seu veículo mais absorvente —, da possibilidade de se influenciar para o bem ou para o mal, da influência divina no processo de criação, de como realmente se dá a originalidade, e assim por diante.

O áudio está em inglês.

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“Imagination is the single most powerful force in the human soul.” (Pascal)

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(Dica do Silvio Grimaldo.)

7:46 pmDiscurso de William Faulkner — Prêmio Nobel de 1950

O discurso abaixo — realizado durante a recepção do Prêmio Nobel de Literatura, no dia 10 de Dezembro de 1950, em Estocolmo — foi revisado e corrigido posteriormente para publicação pelo próprio Faulkner. A traição tradução que segue, feita por mim, é a versão final. Veja o original em inglês.

William Faulkner

Ouça o áudio original:

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“Senhoras e senhores, sinto que este prêmio não foi concedido a mim enquanto homem, mas a meu trabalho — o trabalho de uma vida na angústia e no sofrimento do espírito humano, não pela glória e menos ainda para obter lucro, mas para criar dos materiais do espírito humano algo que não existia antes. Assim, este prêmio está tão somente sob minha custódia. Não será difícil encontrar, para sua parte financeira, um destino condizente com o propósito e significado de sua origem. Mas eu gostaria de fazer o mesmo com esta aclamação também, utilizando este momento como o pináculo a partir do qual eu possa ser ouvido pelos jovens homens e mulheres já dedicados à mesma agonia e faina, entre os quais já está aquele que um dia estará aqui onde eu estou.

“Nossa tragédia, hoje, é um geral e universal temor físico suportado há tanto tempo que podemos mesmo tocá-lo. Não há mais problemas do espírito. Há somente a questão: quando irão me explodir? Por causa disto, o jovem ou a jovem que hoje escreve tem esquecido os problemas do coração humano em conflito consigo mesmo, os quais por si só fazem a boa literatura, uma vez que apenas sobre isso vale a pena escrever, apenas isso vale a angústia e o sofrimento.

“Ele, o jovem, deve aprendê-los novamente. Ele deve ensinar a si mesmo que o mais fundamental dentre todas as coisas é estar apreensivo; e, tendo ensinado isto a si mesmo, esquecê-lo para sempre, não deixando espaço em seu trabalho senão para as velhas verdades e truísmos do coração, as velhas verdades universais sem as quais qualquer estória torna-se efêmera e condenada — amor e honra e piedade e orgulho e compaixão e sacrifício. Antes que assim o faça, ele labora sob uma maldição. Ele escreve não sobre amor mas sobre luxúria, sobre derrotas em que ninguém perde nada de valor, sobre vitórias sem esperança e, o pior de tudo, sem piedade e compaixão. Sua atribulação não aflige ossos universais, não deixa cicatrizes. Ele escreve não a partir do coração mas das glândulas.

“Até que reaprenda estas coisas, ele irá escrever como se compartisse e observasse o fim do homem. Eu me recuso a aceitar o fim do homem. É bastante cômodo dizer que o homem é imortal simplesmente porque ele irá subsistir: que quando o último tilintar do destino tiver soado e se esvaecido da última rocha inútil suspensa estática no último vermelho e moribundo entardecer, que mesmo então haverá ainda mais um som: sua fraca e inexaurível voz, ainda a falar. Eu me recuso a aceitar isto. Creio que o homem não irá meramente perdurar: ele triunfará. Ele é imortal, não porque dentre as criaturas tem ele uma voz inexaurível, mas porque ele tem uma alma, um espírito capaz de compaixão e sacrifício e resistência. O dever do poeta, do escritor, é escrever sobre essas coisas. É seu privilégio ajudar o homem a resistir erguendo seu coração, recordando-o a coragem e honra e esperança e orgulho e compaixão e piedade e sacrifício que têm sido a glória do seu passado. A voz do poeta necessita ser não meramente o registro e testemunho do homem, ela pode ser uma das escoras, o pilar para ajudá-lo a subsistir e prevalecer.”

Tradução: Yuri Vieira.