Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

Tag: Economia (Página 2 de 6)

Ngozi Okonjo-Iweala: “Quer ajudar a África? Faça negócios aqui”.

Trecho: « (…) As pessoas na Africa não estão mais dispostas a tolerar líderes corruptos. (…) Iniciamos um programa que retirava o estado das empresas nas quais não tinham função alguma — que não eram de sua competência. O estado não deve se envolver com os negócios de produção de bens e serviços porque é ineficiente e incompetente. Assim decidimos privatizar várias de nossas empresas. (…) Os africanos, depois — estão cansados, estamos cansados de ser objeto de caridade e ajuda de todo mundo. Somos gratos, mas sabemos que podemos tomar conta de nosso próprio destino se tivermos a determinação de reformar. O que está acontecendo em muitos países africanos é que entendem que ninguém pode fazer nada por nós. Somos nós que temos que agir. Podemos convidar sócios que nos apoiem, mas nós temos que começar. (…) A melhor maneira de ajudar os africanos nos dias de hoje é os ajudar a se tornarem independentes. E a melhor maneira de fazer isso é ajudar a criar empregos. Não vejo problema em querer combater a malária e doar dinheiro para salvar vidas de crianças. Não é isso que estou dizendo. Isso é bom. Mas imaginem o impacto em uma família, se os pais puderem trabalhar e assegurar que seus filhos irão para a escola, que eles mesmos podem comprar remédios para combater as doenças. Se pudermos investir em lugares onde pode-se ganhar dinheiro enquanto criamos empregos e ajudamos as pessoas a serem independentes, não é isso uma oportunidade maravilhosa? Não é essa a trilha a percorrer? E gostaria de dizer que algumas das melhores pessoas para se investir no continente são as mulheres. (…) Porém, muitos deles estão sem capital para expandir, porque ninguém tem fé em outros países que podemos fazer o que for preciso. Ninguém pensa em termos de mercado. Ninguém pensa que as oportunidades existem. Mas aqui estou eu, alertando a todos, se perderem a barca agora, perderão para sempre.(…)»
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Ngozi Okonjo-Iweala é uma economista nigeriana que serviu como Ministra de Finanças da Nigéria por dois mandatos.

Outro post no mesmo espírito: James Shikwati: “Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África!”.

Agenda: Grinding America Down (2010) – documentário legendado

Leia sobre o filme no IMDB.

James Shikwati: “Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África!”

A entrevista abaixo foi publicada na revista Der Spiegel em 2005, mas, como os equívocos de que trata ainda resistem, volto a postá-la aqui.

Shikwati

Especialista explica que a ajuda internacional alimenta a corrupção e impede que a economia se desenvolva, o que destrói a produção agrícola e causa desemprego, mais miséria e mais dependência

O especialista em economia James Shikwati, 35, do Quênia, diz que a ajuda à África é mais prejudicial que benéfica. O entusiástico defensor da globalização falou com a SPIEGEL sobre os efeitos desastrosos da política de desenvolvimento ocidental na África, sobre governantes corruptos e a tendência a exagerar o problema da Aids.

DER SPIEGEL – Senhor Shikwati, a cúpula do G8 em Gleneagles deverá aumentar a ajuda ao desenvolvimento da África…

James Shikwati – Pelo amor de Deus, parem com isso!

DS – Parar? Os países industrializados do Ocidente querem eliminar a fome e a pobreza.

Shikwati – Essas intenções estão prejudicando nosso continente nos últimos 40 anos. Se os países industrializados realmente querem ajudar os africanos, deveriam finalmente cancelar essa terrível ajuda. Os países que receberam mais ajuda ao desenvolvimento também são os que estão em pior situação. Apesar dos bilhões que foram despejados na África, o continente continua pobre.

DS – O senhor tem uma explicação para esse paradoxo?

Shikwati – Burocracias enormes são financiadas (com o dinheiro da ajuda), a corrupção e a complacência são promovidas, os africanos aprendem a ser mendigos, e não independentes. Além disso, a ajuda ao desenvolvimento enfraquece os mercados locais em toda parte e mina o espírito empreendedor de que tanto precisamos. Por mais absurdo que possa parecer, a ajuda ao desenvolvimento é uma das causas dos problemas da África. Se o Ocidente cancelasse esses pagamentos, os africanos comuns nem sequer perceberiam. Somente os funcionários públicos seriam duramente atingidos. E é por isso que eles afirmam que o mundo pararia de girar sem essa ajuda ao desenvolvimento.

DS – Mesmo em um país como o Quênia pessoas morrem de fome todos os anos. Alguém precisa ajudá-las.

Shikwati – Mas são os próprios quenianos quem deveria ajudar essas pessoas. Quando há uma seca em uma região do Quênia, nossos políticos corruptos imediatamente pedem mais ajuda. O pedido chega ao Programa Mundial de Alimentação da ONU –que é uma agência maciça de “apparatchiks” que estão na situação absurda de, por um lado, dedicar-se à luta contra a fome, e por outro enfrentar o desemprego onde a fome é eliminada. É muito natural que eles aceitem de bom grado o pedido de mais ajuda. E não é raro que peçam um pouco mais de dinheiro do que o governo africano solicitou originalmente. Então eles enviam esse pedido a seu quartel-general, e em pouco tempo milhares de toneladas de milho são embarcadas para a África…

DS – Milho que vem predominantemente de agricultores europeus e americanos altamente subsidiados…

Shikwati – … e em algum momento esse milho acaba no porto de Mombasa. Uma parte do milho em geral vai diretamente para as mãos de políticos inescrupulosos, que então o distribuem em sua própria tribo para ajudar sua próxima campanha eleitoral. Outra parte da carga termina no mercado negro, onde o milho é vendido a preços extremamente baixos. Os agricultores locais também podem guardar seus arados; ninguém consegue concorrer com o programa de alimentação da ONU. E como os agricultores cedem diante dessa pressão o Quênia não terá reservas a que recorrer se houver uma fome no próximo ano. É um ciclo simples mas fatal.

DS – Se o Programa Mundial de Alimentação não fizesse nada, as pessoas morreriam de fome.

Shikwati – Eu não acredito nisso. Nesse caso, os quenianos, para variar, seriam obrigados a iniciar relações comerciais com Uganda ou Tanzânia, e comprar alimento deles. Esse tipo de comércio é vital para a África. Ele nos obrigaria a melhorar nossa infra-estrutura, enquanto tornaria mais permeáveis as fronteiras nacionais –traçadas pelos europeus, aliás. Também nos obrigaria a estabelecer leis favorecendo a economia de mercado.

DS – A África seria realmente capaz de solucionar esses problemas por conta própria?

Shikwati – É claro. A fome não deveria ser um problema na maioria dos países ao sul do Saara. Além disso, existem vastos recursos naturais: petróleo, ouro, diamantes. A África é sempre retratada como um continente de sofrimento, mas a maior parte dos números é enormemente exagerada. Nos países industrializados existe a sensação de que a África naufragaria sem a ajuda ao desenvolvimento. Mas, acredite-me, a África já existia antes de vocês europeus aparecerem. E não fizemos tudo isso com pobreza.

DS – Mas naquela época não existia a Aids.

Shikwati – Se acreditássemos em todos os relatórios horripilantes, todos os quenianos deveriam estar mortos hoje. Mas agora os testes estão sendo realizados em toda parte, e acontece que os números foram enormemente exagerados. Não são 3 milhões de quenianos que estão infectados. De repente eram apenas cerca de um milhão. A malária é um problema equivalente, mas as pessoas raramente falam disso.

DS – E por quê?

Shikwati – A Aids é um grande negócio, talvez o maior negócio da África. Não há nada capaz de gerar tanto dinheiro de ajuda quanto números chocantes sobre a Aids. A Aids é uma doença política aqui, e deveríamos ser muito céticos.

DS – Os americanos e europeus têm fundos congelados já prometidos para o Quênia. O país é corrupto demais, segundo eles.

Shikwati – Temo, porém, que esse dinheiro ainda será transferido em breve. Afinal, ele tem de ir para algum lugar. Infelizmente, a necessidade devastadora dos europeus de fazer o bem não pode mais ser contida pela razão. Não faz qualquer sentido que logo depois da eleição do novo governo queniano –uma mudança de liderança que pôs fim à ditadura de Daniel Arap Mois–, de repente as torneiras se abriram e o dinheiro verteu para o país.

DS – Mas essa ajuda geralmente se destina a objetivos específicos.

Shikwati – Isso não muda nada. Milhões de dólares destinados ao combate à Aids ainda estão guardados em contas bancárias no Quênia e não foram gastos. Nossos políticos ficaram repletos de dinheiro, e tentam desviar o máximo possível. O falecido tirano da República Centro Africana, Jean Bedel Bokassa, resumiu cinicamente tudo isso dizendo: “O governo francês paga por tudo em nosso país. Nós pedimos dinheiro aos franceses, o recebemos e então o gastamos”.

DS – No Ocidente há muitos cidadãos compassivos que querem ajudar a África. Todo ano eles doam dinheiro e mandam roupas usadas em sacolas…

Shikwati – … e então inundam nossos mercados com essas coisas. Nós podemos comprar barato essas roupas doadas nos chamados mercados Mitumba. Há alemães que gastam alguns dólares para comprar agasalhos usados do Bayern Munich ou do Werder Bremen. Em outras palavras, roupas que algum garoto alemão mandou para a África por uma boa causa. Depois de comprar esses agasalhos, eles os leiloam na eBay e os mandam de volta à Alemanha — pelo triplo do preço. Isso é loucura!

DS – … e esperamos que seja uma exceção.

Shikwati – Por que recebemos essas montanhas de roupas? Ninguém passa frio aqui. Em vez disso, nossos costureiros perdem seu ganha-pão. Eles estão na mesma situação que nossos agricultores. Ninguém no mundo de baixos salários da África pode ser eficiente o bastante para acompanhar o ritmo de produtos doados. Em 1997 havia 137 mil trabalhadores empregados na indústria têxtil da Nigéria. Em 2003 o número tinha caído para 57 mil. Os resultados são iguais em todas as outras regiões onde o excesso de ajuda e os frágeis mercados africanos entram em colisão.

DS – Depois da Segunda Guerra Mundial a Alemanha só conseguiu se reerguer porque os americanos despejaram dinheiro no país através do Plano Marshall. Isso não se qualificaria como uma ajuda ao desenvolvimento bem-sucedida?

Shikwati – No caso da Alemanha, somente a infra-estrutura destruída tinha de ser reparada. Apesar da crise econômica da República de Weimar, a Alemanha era um país altamente industrializado antes da guerra. Os prejuízos criados pelo tsunami na Tailândia também podem ser consertados com um pouco de dinheiro e alguma ajuda à reconstrução. A África, porém, precisa dar os primeiros passos na modernidade por conta própria. Deve haver uma mudança de mentalidade. Temos de parar de nos considerar mendigos. Hoje em dia os africanos só se vêem como vítimas. Por outro lado, ninguém pode realmente imaginar um africano como um homem de negócios. Para mudar a situação atual, seria útil se as organizações de ajuda saíssem.

DS – Se fizessem isso, muitos empregos seriam perdidos imediatamente.

Shikwati – Empregos que foram criados artificialmente, para começar, e que distorcem a realidade. Os empregos nas organizações estrangeiras de ajuda são muito apreciados, é claro, e elas podem ser muito seletivas na escolha das melhores pessoas. Quando uma organização de ajuda precisa de um motorista, dezenas de pessoas se candidatam. E como é inaceitável que o motorista só fale sua língua tribal, o candidato também deve falar inglês fluentemente –e, de preferência, ter boas maneiras. Então você acaba com um bioquímico africano dirigindo o carro de um funcionário da ajuda, distribuindo comida européia e forçando os agricultores locais a deixar seu trabalho. É simplesmente loucura!

DS – O governo alemão se orgulha exatamente de monitorar os receptores de suas verbas.

Shikwati – E qual é o resultado? Um desastre. O governo alemão jogou dinheiro diretamente para o presidente de Ruanda, Paul Kagame, um homem que tem na consciência a morte de um milhão de pessoas –que seu exército matou no país vizinho, o Congo.

DS – O que os alemães deveriam fazer?

Shikwati – Se eles realmente querem combater a pobreza, deveriam parar totalmente a ajuda ao desenvolvimento e dar à África a oportunidade de garantir sua sobrevivência. Atualmente a África é como uma criança que chora imediatamente para que a babá venha quando há algo errado. A África deveria se erguer sobre os próprios pés.

Der Spiegel ,Thilo Thielke
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Fonte:  SPIEGEL Interview with African Economics Expert

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Outro post no mesmo espírito: Ngozi Okonjo-Iweala: “Quer ajudar a África? Faça negócios aqui”.

O Império da Lei

O professor Tom W. Bell, da Chapman University School of Law, explica por que o Império da Lei é fundamental para uma sociedade livre e tolerante.

A “pílula vermelha” de Yuri Bezmenov: subversão, desmoralização, desestabilização, crise, normalização

Yuri Bezmenov

Abaixo, no primeiro vídeo, Yuri Bezmenov fala longamente sobre sua própria vida antes de abordar mais a fundo o tema que realmente importa: como destruir e dominar uma nação (ou várias nações) sem disparar um único tiro mediante a “subversão”. (Você se lembra quantas vezes ouviu a respeito de “subversivos” sem saber exatamente o que o termo queria dizer? No máximo, você imaginava Fernando Gabeira usando tanga de crochê em Ipanema — mas a coisa vai muito mais longe!) No segundo vídeo, que também já postei várias vezes tanto no Twitter quanto no Facebook — como diz Julie Terres, uma amiga, este é um vídeo de cabeceira –, Bezmenov vai direto ao assunto: explica detalhadamente as diversas fases da subversão, isto é, discorre sobre a desmoralização, a desestabilização, a crise e a normalização. Quem acredita que suas próprias concepções sobre religião, educação, sexualidade, cultura, “justiça social”, etc. são muito avançadas, espertas, esclarecidas e puras devia assistir a esta palestra para meditar sobre o quão “idiota útil” talvez esteja sendo…

Claro, a luta pelo poder no mundo já não possui exatamente os mesmos “protagonistas” citados, mas as técnicas descritas — que remontam a Sun Tzu (vide A Arte da Guerra) — continuam sendo utilizadas a torto e a direito, principalmente por aqueles que objetivam o estabelecimento de um governo mundial. (Na melhor das hipóteses, de uma hegemonia mundial.) Enfim, deixe de frescura, deixe de rotular quem entende do assunto de “teórico da conspiração” — como se conspirações não pudessem ocorrer até mesmo em sua cama (vide “amantes” e “largue sua mulher/marido para ficar comigo!”) — e assista à exposição de um especialista no assunto, um sujeito que passou metade da vida trabalhando para a KGB como um “enganador profissional”.

Bezmenov fala de sua vida e da fuga para o Ocidente:

Bezmenov descreve as quatro fases da subversão:

Nomen est omen

veracruz

Depois que mudaram o nome desta joça de Terra de Vera Cruz — um símbolo de integração com o Infinito — para Brasil — um produto comercial –, fodeu, minha gente. (Não adianta dizer que é homenagem a uma árvore. Essa mistificação ecológica é posterior ao fato.) Enfim, em país com nome de produto comercial, nada tem valor — tudo e todos têm seu preço. Nomen est omen. O nome é um presságio.

Henrique Garcia, no Facebook, me enviou o seguinte texto, que mostra como Frei Vicente de Salvador já havia afirmado a mesma coisa em 1637:

« O dia em que o capitão-mor Pedro Álvares Cabral levantou a cruz, que no capítulo atrás dissemos, era 3 de maio, quando se celebra a invenção da Santa Cruz, em que Cristo Nosso Redentor morreu por nós, e por esta causa pôs nome à terra, que havia descoberta, de Santa Cruz, e por este nome foi conhecida muitos anos: porém como o demônio com o sinal da cruz perdeu todo o domínio, que tinha sobre os homens, receando perder também o muito que tinha nos desta terra, trabalhou que se esquecesse o primeiro nome, e lhe ficasse o de Brasil, por causa de um pau assim chamado, de cor abrasada e vermelha, com que tingem panos, que o daquele divino pau que deutinta e virtude a todos os sacramentos da igreja, e sobre que ela foi edificada, e ficou tão firme e bem fundada, como sabemos, e porventura por isto ainda que ao nome de Brasil ajuntaram o de estado, e lhe chamaram estado do Brasil, ficou ele tão pouco estável, que com não haver hoje 100 anos, quando isto escrevo, que se começou a povoar, já se hão despovoados alguns lugares, e sendo a terra tão grande, e fértil, como adiante veremos, nem por isso vai em aumento, antes em diminuição.» (História do Brasil)

A diferença entre o preço dos ebooks no Brasil e nos Estados Unidos

Quanta custa um ebook no Brasil e qual a diferença de preço entre um ebook e um livro de papel?

Já que um amigo me perguntou no Facebook por que os ebooks custam tão caro no Brasil, e já que a apresentação acima não dá tantos detalhes, eis então minha própria resposta (com alguns adendos):

Bom, há vários motivos, hermano. Em primeiro lugar, por mais que se diga que não há impostos embutidos no preço do livro impresso, a verdade é que as editoras, tal como qualquer um de nós, precisam pagar impostos em tudo mais (energia elétrica, água e esgoto, aluguel, IPTU, equipamentos, etc.), além de ter de arcar com todas as despesas trabalhistas (inspiradas em Mussolini) de seus funcionários. Por isso, jogam o preço do livro para o alto, do contrário iriam falir. (Sim, nossos livros impressos já são demasiado caros.) Os ebooks deveriam custar muito menos exatamente para contornar esses altos valores dos impressos, já que neles não há gastos com papel, transporte, distribuição, etc. O problema é que as editoras precisam manter a estrutura da empresa e, em vez de contar com muitas vendas de ebooks baratos, preferem pagar suas despesas com a venda de poucos ebooks caros. É uma burrice (ou talvez covardia) nascida do desespero, já que as condições que o governo impõe aos empresários não deixa muita alternativa à esperança. (¿Como esperar um grande número de vendas de ebooks se os aparelhos para sua leitura – Kindle, Kobo, etc. – são muito caros no Brasil?) Os únicos capazes de cobrar pouco por ebooks são os escritores que possuem público garantido (Paulo Coelho e semelhantes) e os independentes, como eu, que não tenho despesas com uma grande estrutura, uma vez que faço tudo sozinho, do texto à capa. Uma solução que me parece lógica é o surgimento de agentes literários/editores independentes, que trabalhariam para meia dúzia de autores. Um profissional assim poderia lucrar mais com ebooks do que uma editora tradicional. Falei sobre isso no Digestivo.

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