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DRÁCULA E OS CULTOS NEOPENTECOSTAIS
Dizem que, nos cultos neopentecostais, os pastores falam mais do diabo do que de Deus. Dizem que eles preferem aqueles rituais de exorcismo a pregar o Evangelho. Eu nunca presenciei tais cenas porque não sou pentecostal. Vi apenas alguns vídeos, os quais, aliás, nunca mostram o culto por inteiro. Mas isso não importa. O que realmente acho curioso é que as três últimas pessoas que me fizeram tal comentário — sobre a predominância do diabo nos cultos — também adoram filmes de vampiros. ¿Será que leram “Drácula”, de Bram Stoker? (Eu disse “leram” e não “viram”. Não me refiro ao filme do Coppola.) O romance “Drácula” parece um culto pentecostal. Sério. Não porque fale apenas do diabo o tempo inteiro, mas porque seus personagens falam muito de Deus, vivem a rezar e aprendem com o professor holandês a exorcizar o mundo dessa peste sugadora de sangue. Abraham Van Helsing, a cada vinte ou trinta páginas, convoca todo mundo para orar. O cara parece um pastor. Ateus devem passar mal com essa leitura, talvez até se irritem e a abandonem. (Isto é, são exorcizados por Van Helsing juntamente com o vampiro.) Aliás, nenhum exorcismo é feito sem a invocação de uma ou mais das Pessoas da Trindade. Logo, se num culto falam muito do diabo, é porque certamente devem falar muito de Deus. Não que eu concorde com a abordagem pentecostal, mas quem não gosta dela tampouco devia curtir o livro “Drácula”. Nele, é assim: fala-se muito da Divindade como único recurso eficaz para se combater o mal. Infelizmente, com o avanço do secularismo no século XX, Deus foi retirado das histórias de vampiro. Restou apenas a cruz, que funciona mais como uma arma mágica do que como um símbolo de fé. Se Stoker escreveu uma fábula que ensina a vencer o mal mediante a fé, hoje seu personagem nefasto tornou-se um herói para aqueles que não têm fé alguma, a não ser, talvez, essa fé na paródia de imortalidade representada pelo diabólico Drácula. Ninguém mais quer saber como realmente se escapa da morte. O que vale é preservar o corpo — ainda que às custas do sangue alheio…

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Jean Uílis — não vou mais pesquisar no Google para descobrir como se escreve essa merda (se ao menos fosse como o Jeep Willys…) — enfim, o sujeito acha um absurdo deputados que rezam o Pai Nosso dentro do Congresso Nacional. ¿Por que ele não reclama com a Madonna, já que ela reza com seus dançarinos antes de entrar no palco? ¿Só porque ela não é evangélica? ¿O trabalho dela é mais importante do que o trabalho de legisladores?

Nego tem de começar a estudar um pouco de etimologia. Se o fizesse, saberia, por exemplo, que leigo/laico (laikós) é aquele sujeito que pertence ao povo cristão em geral, mas não faz parte do corpo eclesiástico da Igreja Católica. Quando o termo passou a ser usado, todo mundo se assumia como membro da Cristandade. (Mesmo o antigo povo grego considerava a impiedade um crime — que o diga Sócrates!) Estado leigo não é sinônimo de Estado ateu.

Essa conversa é velha e já deu no saco.

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“BALADA RESPONSÁVEL” É NOVILÍNGUA
Não sei se notaram, mas já não há tantos casais divertindo-se em festas, bares e baladas. Agora são uma minoria, formada provavelmente por ricos que podem pagar um motorista particular. Sim, porque hoje em dia, quando o casal sai, só um pode beber enquanto o outro fica com cara de cu, já que alguém precisa ficar sóbrio para dirigir na volta para casa. É muito chato permanecer sóbrio enquanto todo mundo em volta, inclusive sua cara-metade, está se divertindo. Se alguém acha que não é necessário beber em festas e baladas, então pergunte à Nossa Senhora por que ela insistiu tanto para que Jesus transformasse água em vinho. Chesterton, C. S. Lewis e Lin Yutang sabem explicar o porquê. Não deixar um casal beber em público é que é uma irresponsabilidade. Parecerão desconexos. Terão de beber apenas em casa, o que, tecnicamente, já não será mais uma forma de “beber socialmente”. Isto, é claro, se não discutirem perigosamente dentro do carro, ao voltar da festa, porque um estava alegrinho demais…

Anos atrás, tive uma namorada que ficava completamente louca com um simples copo de cerveja. Eu bebo um litro e nada acontece. E a porcaria da Lei Seca trata a todos como iguais. Não somos igualmente afetados pelo álcool.

Aliás, idiotas que fazem cagadas no trânsito quando bêbados também fazem cagadas quando sóbrios. Idiotas são idiotas, ponto. O resto é acidente e, como já dizia Alan Watts, o homem moderno, por mais que tente, jamais conseguirá excluir os acidentes da realidade.

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UBER
Já cheguei a ficar duas horas, após uma balada, esperando um táxi, porque, afinal, além de o governo nos impor sua Lei Seca, também limita as licenças de táxis. E agora os vereadores de São Paulo proíbem o Uber? FDP.

Franceses adoram inventar porcarias burocráticas, inclusive seus taxistas. E brasileiros adoram imitar franceses! Esse arranjo entre empresários de táxi e Estado é que é fascismo. É anti-livre mercado e o mercado “somos nozes”.

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Antes de pegar no batente diário, todo político devia ser obrigado a passar por um corredor polonês formado por seus eleitores. Seria uma forma de averiguar a real aprovação de seu trabalho.

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Ao chegar da apresentação da Orquestra Filarmônica de Goiás no Parque Flamboyant, liguei a TV e me depararei com o finalzinho daquele filme da Sandra Bullock: “Gravidade”. Então, tive uma idéia para um
NOVO FINAL PARA O FILME “GRAVIDADE”:

Depois de muitas horas lutando por sua vida, depois de pular de Estação Espacial em Estação Espacial, buscando em seguida, e desesperadamente, outras velhas naves largadas ao Deus dará por russos e chineses, enfim, depois de arriscar repetida e cosmicamente o lindo pescoço, a exausta astronauta leva sua cápsula a riscar os céus feito estrela cadente e mergulha num laguinho mixa no meio de um grande deserto. Tal como no filme original, ela tem de esperar a cápsula afundar para apenas então vencer a força da torrente de água que entra pela escotilha. Uma fez fora dela, para conseguir nadar até a superfície — e novamente tal como no filme —, ela retira o pesado e desajeitado macacão espacial, emergindo vestida apenas de calcinha e camiseta regata sexy. (Na minha versão, à guisa de comemoração, a calcinha tem as cores do arco-íris.) Ela nada até a margem e, assoberbada pelo peso de seu corpo (ou seja, pela força da gravidade), levanta-se aos trancos e barrancos, misturando tropeços infantis a risadas de triunfo. Aqui acaba a semelhança com o filme original, pois, neste exato momento, duas picapes pretas assomam no horizonte dirigindo-se a toda velocidade na direção da astronáufraga. Ela tenta dar saltos de alegria, mas, sentindo-se enfraquecida pela aventura recente, limita-se a ficar ali de pé, os joelhos juntos, os pés afastados, os braços para o ar, feito uma cheerleader bêbada. Conforme as picapes vão se aproximando, seu sorriso vai se desvanecendo, até dar lugar a olhos esbugalhados e, finalmente, a puro e simples pânico, o qual a leva a dar as costas àqueles dois veículos lotados de fanáticos do Estado Islâmico, o que, infelizmente, em nada resulta, pois a velha e boa força de GRAVIDADE a faz cair de quatro no chão. As duas picapes então estacionam a cinco metros dela, flanqueando-a e deixando-a completamente cercada. Assim, vinte e dois seguidores do profeta Mafamede a sujeitam à força e, após arrancar aquela calcinha de arco-íris, e em homenagem à mesma, estupram-na primeiro no fiofó e, em seguida, divertem-se com a pobre infiel durante doze dolorosas horas. (No filme, isso será expresso pelo movimento do Sol que irá de um horizonte ao outro, numa edição cheia de cortes, enquanto vemos a astronáufraga comer o pão que Maomé amassou.) Por fim, os fanáticos lhe cortam a cabeça e a abandonam ali para os urubus. Neste momento, que é a cena final, o fantasma do astronauta George Clooney surge ao lado do corpo da coitada, olha para a câmera e diz:

— De que vale uma mulher se deslocar tão livremente pelo espaço sideral se ela não pode fazer o mesmo na própria Terra? A única e verdadeira cor deste dia foi o vermelho…

FIM

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“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, disse Jesus. Porém, antes de partir, e notando que a maioria dos mortais mal consegue amar a si mesma, decidiu aprimorar o mandamento: “Amai uns aos outros assim como EU vos amei”; capisce?

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Enquanto no Ocidente vão chamando as discordâncias de “ódio”, o Islã prossegue com seus assassinatos em massa…

10:22 amAlgumas postagens recentes no Facebook e no Twitter

Quando Macbeth diz que “a vida é uma história narrada por um idiota, cheia de som e de fúria, sem sentido algum”, ele se referia a George R. R. Martin.

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Nego que escreve Gutemberg e Heisemberg porque, no primário, a professora lhe disse que antes de P e B só entra um M, nunca um N…

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Algo que me deixou mal nessa segunda-feira foi o vídeo no qual Isabelle Prime, supostamente seqüestrada por jihadistas, pede socorro aos presidentes da França e do Iêmen para, logo em seguida, afirmar que já tentou matar-se várias vezes, pois sabe que eles não poderão ajudá-la e que ela até entende o porquê. A expressão e o tom de voz dela são de partir o coração…

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Quem já viu Man of Steel (2013) sabe o que é ver um enorme desperdício de bons atores e de dinheiro, sabe o que é ver um “filme de ação” estúpido que se leva tão a sério que mal percebe o papel ridículo que está fazendo. (Na verdade, a lista de filmes desse tipo não tem fim.) KUNG FURY é o exato oposto disso: um filme que não se leva a sério um segundo sequer, o que acaba tornando suas cenas de ação simplesmente impagáveis. É tão assumidamente idiota que não conseguimos parar de vê-lo. Espero que os estúdios percebam a crítica embutida nele e parem de nos encher o saco com tantas seqüências absurdas que só fariam sentido num vídeo game. (Se bem que o mais provável é vermos David Sandberg dirigindo filmes do tipo que ele acaba de satirizar…)

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Gente que usa o Facebook para falar com Deus ainda não entendeu o que é falar com Deus.

“Que as vossas preces verdadeiras sejam sempre feitas em segredo. Que os homens não ouçam as vossas preces pessoais. As preces de ação de graças são apropriadas para os grupos de adoradores, mas a prece da alma é um assunto pessoal. ” (1640.1) 146:2.12 U.B.

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CHAPLIN E A ANCINE VAGABUNDA
Este é o primeiro filme de Charles Chaplin com o personagem O Vagabundo. Já o postei aqui anos atrás, mas volto a fazê-lo porque a ANCINE insiste em agir como o vagabundo deste curta-metragem: enquanto você quer assistir a uma coisa determinada, ela se intromete com suas cotas tentando fazê-lo engolir algum produto nacional que você não quer ver, tal como “Lula, o filho da puta do Brasil”. A ANCINE já está querendo se meter até no Netflix, que já tem filmes nacionais. Empurrar mais filmes por quê? Porque alguns são tão ruins que ninguém os quer ver? Sai fora, ANCINE vagabunda!!

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Escrever um livro e dedicá-lo ao Constantin Noica apenas para poder grafar: “Para Noica”.

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PORTAS, JANELAS E BEIJA-FLORES
Entraram agora mesmo dois beija-flores na minha casa e, cada vez que eu abria uma porta ou uma janela para saírem, atarantados com minha presença, eles fugiam para outro cômodo onde a comédia se repetia, e assim sucessivamente, por quase toda a casa. Pareciam dois ateus fugindo do Evangelho.

Fiz como os antigos hotéis e “deixei o livro na gaveta”: que saiam por si mesmos. Ou então o Branquinho, esse gato siamês folgado como a morte da alma, irá pegá-los…

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Depois de assistir ao curta-metragem “Kung Fury” (2015)https://youtu.be/LihEdvaVnNU, purgando-se mediante risadas de todos os filmes de ação idiotas que vivem nos empurrando, aproveite e assista ao excelente “Un Cuento Chino” (2011), filme argentino que nos devolve a humanidade. ¿Sabe quando você não tem saco para ser caridoso mas sua consciência não o perdoa por isso? Então… (Dica dos meus pais que o viram no Netflix.)

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Se o Livro de Urântia for o que afirma ser, então Lúcifer era apenas um muçulmano avant la lettre.

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” Uma planta nova deve ser protegida por uma cerca contra as cabras, as vacas e contra os maus tratos das crianças. Depois que se tornou uma árvore grande, um rebanho de ovelhas ou de vacas pode abrigar-se à sua sombra e alimentar-se de suas folhas. Assim, quando a fé ainda está na infância, é necessário protegê-la contra as influências nefastas do mundo e das más companhias. Mas quando a fé se tornou forte, nenhuma inclinação má e nenhuma companhia frívola ousarão molestar sua presença santa. E muitas pessoas que levam uma vida condenável tornam-se devotas ao seu contato.” Ramakrishna

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Inventem um Uber para encomendas. Afora as pentelhações estatais, não há razão para um frete de São Paulo a Brasília ser mais caro do que de Hong Kong para cá.

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Boris Fausto é aplaudido de pé na Flip por ter finalmente descoberto aquilo que, graças ao Olavo de Carvalho, já sabemos há mais de 15 anos.

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DON’T BE EVIL / NÃO SEJA MAU
O que a turma da Programação Neurolinguística acha do lema da Google? Segundo a PNL, nossa mente, ao ouvir um comando, não registra o advérbio “não”. Isso significa que ignoramos a negativa e, de forma inconsciente, levamos a efeito justamente o que deveríamos evitar. (Alguém devia ter explicado isso ao Moisés.)

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— O senhor tem dinheiro? — indaga o potencial sogro.
— Minha riqueza é viadinha.
— Riqueza viadinha? Como assim?!
— Só tenho passivos e praticamente nenhum ativo.

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— Só isto? — protestou o mendigo.
— Rapaz… — respondi. — Isso aí equivale a três meses de direitos autorais. Quer trocar de lugar comigo?

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O amor vence tudo — exceto a macumba da sogra em potencial.

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Conforme avisei logo depois do Carnaval, o Natal já está chegando.

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A turminha politicamente correta devia parar de confundir etnocentrismo com racismo.

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EUGENIA
A única eugenia válida é a da mulher que se recusa a ter filhos com um sujeito que seja simultaneamente burro, mau, chato, feio, fraco e covarde. E muitas não a praticam porque o cara — apesar de burro, mau, chato, feio, fraco e covarde — tem um inexplicável talento para ganhar dinheiro.