6:09 pmG.K. Chesterton: Sobre a leitura

G.K. Chesterton

A maior utilidade dos grandes mestres da literatura não é a literária; ela está além de seu estilo grandioso e até mesmo de sua inspiração emocional. A maior utilidade da boa literatura reside em impedir que um homem seja puramente moderno. Ser puramente moderno é condenar-se à limitação; assim como gastar o último centavo que há na terra no mais novo lançamento de chapéus é condenar-se a ficar fora de moda. A estrada dos séculos passados está repleta de homens que morreram, mas que de certa forma continuam vivos. A literatura clássica e permanente cumpre sua melhor missão quando nos lembra continuamente o vigor da verdade e quando equilibra idéias mais antigas com idéias atuais, às quais, por um momento, podemos estar inclinados. O modo como ela o faz, no entanto, é suficientemente curioso para valer a pena que o compreendamos perfeitamente.

Na história da humanidade, aparecem de tempos em tempos, de maneira especial em épocas agitadas como a nossa, certas coisas que no mundo antigo se chamavam heresias, mas que no mundo moderno chamam-se modas. Às vezes, são úteis durante certo tempo; outras vezes são completamente nocivas. Porém, sempre são aceitas, graças a uma convergência indevida em torno de uma verdade, ou de uma meia verdade. Assim, é verdade insistir no conhecimento de Deus, porém é herético insistir nele como o fez Calvino, a custo do amor de Deus; dessa maneira, é verdade desejar uma vida simples, porém é uma heresia desejá-la às custas dos bons sentimentos e das boas condutas.

O herege (que também é o fanático) não é um homem que ama demasiadamente a verdade; ninguém ama a verdade demasiadamente. O herege é um homem que ama sua verdade mais que a verdade mesma. Prefere as meias verdades que descobriu à verdade completa que a humanidade tem encontrado. Não lhe agrada ver seu pequeno e precioso paradoxo amarrado com vinte banalidades da sabedoria do mundo.

Às vezes, tais inovações têm uma sombria sinceridade, como Tolstói, outras, uma sensitiva e feminina eloqüência, como Nietzsche, e, às vezes, um admirável humor, ânimo e simpatia pública, como Bernard Shaw. Em todos os casos, provocam uma pequena comoção e talvez criam alguma escola. Porém, sempre se comete o mesmo erro fundamental: supõe-se que o homem em questão descobriu uma nova idéia. Porém, na realidade, o novo não é uma idéia, senão a divisão de uma idéia.

É muito provável que a idéia mesma se encontre distribuída por todos os grandes livros de caráter mais clássico e sensato, desde Homero e Virgílio até Fielding e Dickens. Podem-se encontrar todas as novas idéias em livros antigos, só que ali as encontraremos equilibradas, no lugar que lhes corresponde e, às vezes, com outras idéias melhores que as contradizem e as superam. Os grandes escritores não deixavam de lado uma moda porque não haviam pensado nela, mas porque haviam pensado também nas outras alternativas.

No caso de não ter ficado claro, tomarei dois exemplos, ambos referentes à idéia de ‘moda’ entre alguns dos teorizadores mais imaginativos e jovens. Nietzsche, como todos sabem, pregou uma doutrina que ele e seus seguidores aparentemente consideravam muito revolucionária; sustentaram que a moral altruísta simplesmente havia sido uma invenção de uma classe escrava para evitar que, em tempos posteriores, alguém surgisse para combatê-la e dominá-la. Os modernos, concordando ou não com Nietzsche, sempre se referem a essa idéia como algo novo e jamais visto. Com tranqüilidade e insistência, se supõe que os grandes escritores, digamos Shakespeare, por exemplo, não sustentou essa idéia porque jamais havia pensado nela. Recorramos ao último ato de Ricardo III de Shakespeare e encontraremos não só tudo o que Nietzsche tinha a dizer, resumido em duas linhas, mas também as mesmas palavras de Nietzsche. Ricardo o corcunda, disse:

Consciência é só uma palavra que usam os covardes,

Criada, a princípio, para infundir terror aos fortes.

Como já falei, o fato é evidente. Shakespeare havia pensado na idéia de Nietzsche e na Moralidade Suprema; porém deu-lhe seu próprio valor e a pôs no lugar que lhe corresponde. Este lugar é a boca de um corcunda meio louco nas vésperas da derrota. Essa raiva contra os debilitados só é possível em um homem morbidamente admirável, mas profundamente enfermo; um homem como Ricardo; um homem como Nietzsche. Este caso deveria destruir a fantasia absurda de que estas filosofias modernas são modernas no sentido de que os grandes homens do passado não pensaram nelas. Não é que Shakespeare não tenha visto a idéia de Nietzsche; ela a viu, porém viu além dela.

Tomarei um outro exemplo: o Sr. Bernard Shaw em sua peça marcante e sincera chamada Major Barbara, lança um dos mais violentos dos seus desafios verbais à moralidade proverbial. As pessoas dizem: “A pobreza não é nenhum crime”. “Sim,” diz o Sr. Bernard Shaw, “a pobreza é um crime e é mãe de crimes. É um crime ser pobre se você tem a possibilidade de se rebelar ou de enriquecer. Ser pobre significa ser covarde, servil ou idiota”. O Sr. Shaw mostra sinais de uma intenção de concentrar-se nesta doutrina, e muitos de seus seguidores fazem o mesmo. Agora, é apenas a concentração que é nova, não a doutrina.

Thackeray fez sair da boca de sua personagem, Becky Sharp, que é fácil ser moral com mil libras por ano, difícil é ser com cem. Porém, como no caso de Shakespeare que antes mencionei, o importante não é apenas que Thackeray conhecia esta doutrina, senão que sabia também seu valor. Ela não só lhe ocorreu, mas também ele sabia onde deveria colocá-la. Deveria ocorrer na conversa de Becky Sharp; uma mulher sagaz e mentirosa, porém que desconhecia completamente todas as emoções mais profundas que fazem a vida valer a pena. O cinismo de Becky, com Lady Jane e Dobbin para equilibrar, tem um certo ar de verdade. O cinismo do Undershaft do Sr. Shaw, apresentado com a austeridade de um discurso de campanha, simplesmente não é verdadeiro. Simplesmente não é verdade, em absoluto, dizer que os pobres são menos sinceros e mais covardes do que os ricos. A meia verdade de Becky se tornou primeiro em uma loucura e depois em um credo e, finalmente, em uma mentira. No caso de William Makepeace Thackeray, como no de Shakespeare, a conclusão a que chegamos é a mesma. O que chamamos de idéias novas são, geralmente, fragmentos das antigas idéias. Não é que uma idéia particular não tenha ocorrido a Shakespeare. É que, simplesmente, ele encontrou muitas outras boas idéias para livrá-lo da tolice.

G. K. Chesterton

Tradução: Agnon Fabiano

Fonte: Sociedade Chesterton Brasil.

11:20 amE o Brasil indaga: onde estás, Moisés?

A rota do Êxodo

Se você nunca viu a rota do Êxodo — lembra, né? aquela da fuga do Egito –, precisa ver o quão perspicaz foi Moisés. (Veja a linha vermelha tracejada aí acima.) Agora pense: por que diabos o cara não acompanhou a costa do Mediterrâneo seguindo diretamente para a tal Terra Prometida? Por que, em vez disso, ele seguiu duas vezes para o sul formando esses dois triângulos, um maior à esquerda e um menor à direita? Para evitar algum lobo mau que pudesse ameaçar o rebanho? Não. Esqueça as possíveis escaramuças com povos autóctones e bobagens do gênero — quem assustou o faraó poderia assustar qualquer um. Ora, o fato é que esses desvios de rota subtraíram 40 anos de vida aos hebreus! (Pausa para visualizar mentalmente toda aquela gente andando “em triângulos” pelo deserto anos a fio.) Hum. Pense novamente: terá sido mesmo um desperdício de tempo? Ou será que foi um ganho?

Bem, a verdade é que Moisés guiava um povo moral, intelectual e espiritualmente corrupto e, por isso, sabia que, se chegasse com essa turma da pesada à Terra Prometida, não iria senão liberar um povo da escravidão material para mantê-lo, em outra região, escravizado a seus próprios vícios e enganos. E, assim, esperto que só, Moisés saiu a passear lenta e pacientemente com a galera enquanto educava e estimulava toda uma nova geração dentro dos princípios e normas do Decálogo. De que adiantaria tentar recuperar as gerações cansadas que não queriam ser recuperadas? Consertar de fora para dentro os corruptos que insistiam em seus erros? “Quando o pau é torto até mesmo sua cinza é torta”, deve ter concluído o sábio ancião. Deste modo, quando o povo, isto é, a sua parcela corrupta original, já estava ou inteiramente morto ou demasiado senil para transmitir sua confusão anímica às novas gerações, Moisés, acompanhado enfim por um povo com a alma em ordem, finalmente chegou às portas da Terra Prometida. Não faz sentido? Para mim, faz. Um sujeito capaz de receber ordens do Céu não poderia ser tão ruim de direção…

E, por fim, com esse caso em mente, pergunto a mim mesmo: quantos séculos e quantos triângulos Moisés teria de desenvolver deserto afora e adentro para purificar a nação brasileira de tanta malandragem, de tanta astúcia, de tanta safadeza, de tanta maldade, ganância e burrice espiritual? Uns 400 anos?

3:54 pmA “pílula vermelha” de Yuri Bezmenov: subversão, desmoralização, desestabilização, crise, normalização

Yuri Bezmenov

Abaixo, no primeiro vídeo, Yuri Bezmenov fala longamente sobre sua própria vida antes de abordar mais a fundo o tema que realmente importa: como destruir e dominar uma nação (ou várias nações) sem disparar um único tiro mediante a “subversão”. (Você se lembra quantas vezes ouviu a respeito de “subversivos” sem saber exatamente o que o termo queria dizer? No máximo, você imaginava Fernando Gabeira usando tanga de crochê em Ipanema — mas a coisa vai muito mais longe!) No segundo vídeo, que também já postei várias vezes tanto no Twitter quanto no Facebook — como diz Julie Terres, uma amiga, este é um vídeo de cabeceira –, Bezmenov vai direto ao assunto: explica detalhadamente as diversas fases da subversão, isto é, discorre sobre a desmoralização, a desestabilização, a crise e a normalização. Quem acredita que suas próprias concepções sobre religião, educação, sexualidade, cultura, “justiça social”, etc. são muito avançadas, espertas, esclarecidas e puras devia assistir a esta palestra para meditar sobre o quão “idiota útil” talvez esteja sendo…

Claro, a luta pelo poder no mundo já não possui exatamente os mesmos “protagonistas” citados, mas as técnicas descritas — que remontam a Sun Tzu (vide A Arte da Guerra) — continuam sendo utilizadas a torto e a direito, principalmente por aqueles que objetivam o estabelecimento de um governo mundial. (Na melhor das hipóteses, de uma hegemonia mundial.) Enfim, deixe de frescura, deixe de rotular quem entende do assunto de “teórico da conspiração” — como se conspirações não pudessem ocorrer até mesmo em sua cama (vide “amantes” e “largue sua mulher/marido para ficar comigo!”) — e assista à exposição de um especialista no assunto, um sujeito que passou metade da vida trabalhando para a KGB como um “enganador profissional”.

Bezmenov fala de sua vida e da fuga para o Ocidente:

Bezmenov descreve as quatro fases da subversão:

6:45 pmNomen est omen

veracruz

Depois que mudaram o nome desta joça de Terra de Vera Cruz — um símbolo de integração com o Infinito — para Brasil — um produto comercial –, fodeu, minha gente. (Não adianta dizer que é homenagem a uma árvore. Essa mistificação ecológica é posterior ao fato.) Enfim, em país com nome de produto comercial, nada tem valor — tudo e todos têm seu preço. Nomen est omen. O nome é um presságio.

Henrique Garcia, no Facebook, me enviou o seguinte texto, que mostra como Frei Vicente de Salvador já havia afirmado a mesma coisa em 1637:

« O dia em que o capitão-mor Pedro Álvares Cabral levantou a cruz, que no capítulo atrás dissemos, era 3 de maio, quando se celebra a invenção da Santa Cruz, em que Cristo Nosso Redentor morreu por nós, e por esta causa pôs nome à terra, que havia descoberta, de Santa Cruz, e por este nome foi conhecida muitos anos: porém como o demônio com o sinal da cruz perdeu todo o domínio, que tinha sobre os homens, receando perder também o muito que tinha nos desta terra, trabalhou que se esquecesse o primeiro nome, e lhe ficasse o de Brasil, por causa de um pau assim chamado, de cor abrasada e vermelha, com que tingem panos, que o daquele divino pau que deutinta e virtude a todos os sacramentos da igreja, e sobre que ela foi edificada, e ficou tão firme e bem fundada, como sabemos, e porventura por isto ainda que ao nome de Brasil ajuntaram o de estado, e lhe chamaram estado do Brasil, ficou ele tão pouco estável, que com não haver hoje 100 anos, quando isto escrevo, que se começou a povoar, já se hão despovoados alguns lugares, e sendo a terra tão grande, e fértil, como adiante veremos, nem por isso vai em aumento, antes em diminuição.» (História do Brasil)

8:21 amQuatuor pour la fin du temps — Olivier Messiaen

O compositor José Antônio de Almeida Prado estudou com Olivier Messiaen. Almeida Prado me disse que Messiaen “sofria” de sinestesia, isto é, ele via as cores dos sons. Ou melhor: via os sons enquanto cores. (Essa condição que os demais mortais só alcançam com LSD.) Contou-me também que, sempre que Messiaen ouvia um passarinho, ficava boquiaberto, em deslumbrado silêncio, dizendo por fim algo do tipo “Nossa, que cascata de cores!”. Messiaen, o mesmo sujeito que compôs o “Quatuor pour la fin du temps” [“Quarteto para o Fim dos Tempos”] enquanto prisioneiro de um campo de prisioneiros nazista. Ele não escolheu os instrumentos. Saiu pelo campo a descobrir se havia outros músicos ali e que instrumentos tocavam, compondo, pois, especificamente para eles. Li – salvo engano no livro Viagem aos Centros da Terra, de Vintila Horia, que o entrevistou – que, uma vez finalizada a composição, o quarteto apresentou-se vestido de molambos a uma platéia formada por outros prisioneiros em farrapos e por soldados e oficiais nazistas. Ficaram todos, sobretudo os nazistas, muitíssimo impressionados. Foi como se, pela primeira vez, realmente percebessem no que afinal estavam envolvidos.

3:28 pmReligião e Sociedades Secretas – podcast com Olavo de Carvalho

Há exatos seis anos, publiquei meu sexto podcast com o filósofo Olavo de Carvalho, no qual conversamos sobre “Religião e Sociedades Secretas”. (Veja os tópicos logo abaixo de cada parte.) Volto a postá-lo aqui, em duas partes, porque, dentre todos os gravados naquele ano (2006), foi exatamente este o que mais me marcou. A primeira parte — que chamo de “lado A” — foi ouvida, até o momento, mais de 97 mil vezes. A segunda parte (“lado B”), por alguma razão que desconheço, foi danificada no YouTube quando já havia sido ouvida mais de 22 mil vezes. Voltei a postá-la novamente e, hoje, conta 5160 acessos. Não sei o porquê dessa discrepância de acessos entre as duas partes, mas a questão é que considero a segunda parte tão ou mais importante que a primeira. Creio que, na primeira, Olavo prepara a mesa enquanto que, na segunda, ele nos serve um banquete. O que Olavo fala sobre a fé, nessa segunda parte, é algo que jamais esquecerei. Não sugiro que seja ouvida antes ou em vez da primeira parte, mas, sim, que não seja deixada de lado. Você irá entender o porquê.


Neste sexto bate-papo, “lado A”, o filósofo Olavo de Carvalho discorre sobre os seguintes temas: Islã, Frithjof Schuon, religião comparada, judaísmo/hinduísmo/budismo; Conceito de religião, revelação e doutrina; Cristianismo, o indiví­duo, fé e crença; a filosofia perene; Martin Heidegger; religião evolutiva?; Islã e terrorismo; queda do Império Romano, os feudos, a Igreja Católica, racionalismo e moral cristã; Emmanuel Swedenborg, a Bí­blia; ateus; sociedades secretas, Maçonaria, os Illuminati; René Guénon, o caos e a unidade do Islã, califado mundial; etc.


Neste sexto podcast, “lado B”, Olavo discorre sobre os seguintes tópicos: pensamento epidérmico e pensamento profundo; diferença entre Deus e Alá; fraternidade; a conversão acentuadamente “civil” islâmica e a conversão estritamente espiritual cristã; o Verbo Divino; Fé e confiança; a conversão não é instantânea; a Salvação; o pensamento de Jacques Derrida como testemunho da perdição da alma; a Imortalidade; o Livro de Urântia (Urantia Book); a Bí­blia e a literatura; a Bí­blia como chave para interpretação da vida pessoal; alma fechada e alma aberta; a diferença entre o poeta e o louco; “Deus não é objeto para o pensamento”; “o desconstrucionismo, o marxismo e a psicanálise defendem-se da crí­tica tal como o faz o homossexualismo”; unidade planetária e globalização; abismos culturais; George Soros; “os quatro graus de credibilidade”; maturidade intelectual; uma dica de filme; o lançamento de sua rádio online (TrueOutspeak).

9:28 amEça de Queiroz e o médium

Estou me divertindo com a Hemeroteca Digital Brasileira. Muito bom ter acesso a tantos jornais e revistas antigos. Estava pesquisando uma informação dada por José J. Veiga, no livro Relógio Belisário, que cita o jornal Cidade do Rio, e acabei encontrando essa outra notinha das mais interessantes. Trata do encontro, em Paris, entre os escritores Eduardo Prado e Eça de Queiroz e um médium local. O jornal data de 21 de Maio de 1896.

10:34 amSão Paulo, a Symphonia da Metropole (1929)

São Paulo, a Sinfonia da Metrópole (1929), dirigido por Rodolfo Lustig e Alberto Kemeny.

Como o filme não tem trilha sonora, sugiro algumas variações de Beethoven:

9:09 amAlice Herz-Sommer, pianista e sobrevivente do Holocausto

Alice Herz-Sommer, pianista, professora de música e a mais antiga sobrevivente do Holocausto: “Beethoven… ele é um milagre”.

(Via @dennisd.)

2:10 pmFraude — explicando a grande recessão (documentário)

Do Instituto Ludwig von Mises Brasil:

«(…)Embora vários documentários já houvessem sido produzidos sobre a crise econômica que hoje assola o mundo, nenhum deles de fato se propunha a expor uma teoria econômica que de fato explicasse as minúcias econômicas que provocaram o descalabro. Para preencher este vazio, empreendedores espanhóis buscaram a ajuda dos professores Jesús Huerta de Soto e Juan Ramón Rallo para elaborar uma explicação completa que, utilizando a teoria econômica que mais uma vez demonstrou ser a única correta (a teoria austríaca dos ciclos econômicos), fizesse uma cronologia histórica da grande recessão vista à luz desta teoria e denunciasse todos os desastres econômicos que a humanidade vem sofrendo há séculos em decorrência de políticas monetárias estatais, as quais foram rotuladas de “fraude legal”. Por último e não menos importante, foi pedido aos professores que apontassem soluções concretas e factíveis para se colocar um fim a este recorrente ciclo de descalabros.(…)»