Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

Tag: Humor (Página 4 de 10)

Outro “causo” do Bruno Tolentino

tolentino

Às vezes me vêm à lembrança algumas conversas marcantes que tive com o poeta Bruno Tolentino. Ele tinha o costume de pilheriar no tom mais sério e, caso o interlocutor não percebesse o humor clandestino, seguia em frente, como se nada tivesse acontecido. Sempre com a ironia mais fina, inglesa. E era assim com qualquer um, uma espécie de teste instantâneo de QI para conversações: se a pessoa risse, ele aprofundava a conversa; se não risse, ele ficava no raso. Contudo, quando tinha maior confiança no interlocutor, quando já havia amizade, Bruno levava seu ferrão escorpiano direto ao alvo. E eu, escorpiano mirim, dava gargalhadas com suas tiradas. Sim, em geral porque revelavam a mim mesmo meus próprios pensamentos não verbalizados — como quando, certa feita, na Casa do Sol, conversamos sobre um escritor que conhecíamos pessoalmente, o qual o havia presenteado com seu livro de contos.
— E então, Bruno? — indaguei, curioso. — Você gostou do livro? Ele escreve bem?
— Você já viu a cara da mulher dele? — replicou de pronto, causando-me um sorriso prévio de quem tenta adivinhar o que vem em seguida.
— Claro que já. Por quê?
— O ar de bruxa doida… Os olhos vazios… Sempre descabelada… Aqueles gritinhos à guisa de risos… O jeito de se sentar com as pernas abertas, o tronco encurvado… Reparou?
Eu ria: — Aham.
— E você já conversou com ela, Yuri?
— Já. Por quê?
— É uma tortura! Uma mesmice sem fim, um monte de chavões e besteiras. A mulher é a frivolidade em pessoa. Os olhos dela só brilham quando alguém fala em dinheiro.
— A Hilda me disse a mesma coisa — e ri novamente.
— Pois é — e calou-se. Ficou lá, concentrado, retirando os livros duma caixa de papelão. Eu ainda aguardava a resposta à minha pergunta inicial e… e nada. Ele havia se esquecido dela.
— Bruno — observei, ao fim de um longo minuto — você acabou não me dizendo se ele escreve bem ou não.
Ele então me encarou e sorriu escorpianamente:
— E você acha, Yuri, que alguém que escolhe se casar com uma mulher dessas saberia escolher as palavras certas para formar sequer uma boa frase?
(Estou rindo de novo.)

Corrompendo um idealista (e outras postagens do Facebook)


(No cartum original, os personagens falam de Maluf, o aliado do PT que, segundo dizem, “rouba mas faz”.)

CORROMPENDO UM IDEALISTA

— Quanto você cobra para se desmoralizar?
— Pra me desmoralizar? Como assim?
— Sim, quanto você cobra para abrir mão do seu senso moral, da sua capacidade de reconhecer a honestidade, de reconhecer um comportamento ético, de buscar a verdade das coisas?
— Ah, tá, pode tirar seu cavalinho da chuva: não estou à venda.
— Nem por um carro zero quilômetro?
— É claro que não!
— E por um milhão de dólares?
— Você está me ofendendo!
— E que tal três fazendas com 5000 hectares cada uma? O hectare está a 3200 reais cada lá na região.
— Não!!
— Hum, já entendi o seu tipo…
— Não sou materialista, eu não me corrompo.
— Humm. Sei, sei… E se eu prometer dar bolsa família para todos os pobres do país, acabar com a fome e a miséria, abrir cisternas para os flagelados da seca, levar médicos para os confins do país, impedir a derrubada de árvores na Amazônia, além de outras coisinhas legais a esse modo?
— Sério? Você faria isso tudo?
— Claro! Contanto que você não se incomode com os MEIOS que irei utilizar para realizar tudo isso…
— Não, não me incomodo. Se é pelo bem! Por que não?
— Ótimo, ótimo. Você já sabe em qual número votar, naquele que dá muita sorte: o número de pessoas sentadas à mesa durante a Santa Ceia.
— Nunca tinha pensado nisso…
— Não importa, seu desejo será realizado, considere-se desmoralizado.
— Obrigado!
— O prazer… é nosso…
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NHENHENHÉM DE DESINFORMADOS

— Nossa, que discurso de ódio! Que belicismo! Isso é só uma eleição: o PT é seu oponente, não é seu inimigo.
— Não, meu oponente é o Aécio e, para você ver como sou democrático e tolerante, votarei nele assim mesmo. Quem se alia às Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia, ao Movimiento de Izquierda Revolucionaria, chegando até mesmo a infiltrar militares cubanos entre os Mais Médicos, é que está sendo literalmente belicista. E o PT, mediante o Foro de São Paulo, é aliado arquiprovado dessa gente e de outros tão ruins quanto. Basta ver o que já fizeram com a Venezuela. Procure as atas do Foro no Google, estão todas na internet. Lula e Dilma estão colocando o país à mercê de forças inimigas. Em suma, o PT é realmente um inimigo e não apenas meu: é um inimigo do Brasil.
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ESCRUPULOSIDADE

Neguinho teimoso que não vai votar em ninguém porque “ambos os candidatos são ruins” ou, desculpe o pleonasmo, porque são ambos esquerdistas — e são mesmo, embora a quadrilha da Dilma, graças ao bolivariano Foro de São Paulo, seja muuuuuito mais perigosa —, é como o soldado que, no momento mais decisivo da batalha, lembra-se do Decálogo (“Não matarás!”) e prefira morrer pelas costas como desertor: enquanto ele sonha com suas asinhas de anjo, o exército inimigo avança para foder com sua família e com seu país.
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Aplaudiu a prisão dos Mensaleiros mas vai votar na Dilma: ¿que tal fazer um exame psiquiátrico? (post)

As Musas Olavettes

Musas Olavettes

No Facebook, foi lançada este ano uma página chamada Musas Olavettes. Sim, há mulheres lindas ali. (Já imaginou? Mulheres lindas, inteligentes e imunes a idiotas úteis? Pois é.) Até possuo um caminhão para semelhantes areias, mas ele está sem óleo diesel e eu moro longe, o que me torna, em comparação com outros homens, praticamente um rato. E gatas não dão atenção a ratos. Por isso, a única coisa que eu poderia oferecer a uma daquelas musas seria uma cantada (quase) irresistível.

Imagine a cena:

Ela estará sentada no balcão de um bar de hotel cinco estrelas, compenetrada, tomando um cappuccino enquanto lê O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Embevecido, tímido, mas me fazendo de abestalhado, eu me aproximarei e direi:

— Oi, baby — e lhe darei uma piscadela bem cafajeste.

Ela, claro, levantará uma única sobrancelha e me disparará um olhar de direita, fatal e congelante, sem mover a cabeça e sem emitir qualquer palavra. Em seguida, dará um discreto e belo suspiro de indiferença, voltando a encarar o livro e prosseguindo com a leitura. Conhecedor do meu trunfo, puxarei um banquinho e então me sentarei ao lado dela, pedindo um uísque ao barman, que obviamente me entregará a bebida com um sorriso de piedade. Aquela beldade, acreditará ele, é muito livro para minha estante.

— ¿Você não é amiga da Carolina? — perguntarei, voltando à carga.

— Não — responderá ela, num murmúrio cheio de enfado.

Eu voltarei ao silêncio, contemplando o exterior do hotel, o lindo jardim, as árvores, as palmeiras dançantes, os hóspedes que se refrescam à beira da piscina. Não deixarei o mote passar em branco.

— Você já conheceu a piscina?

Ela permanecerá muda, talvez concentrada, talvez irritada, mas plenamente decidida a me ignorar e a tomar conhecimento de coisas muito mais importantes.

Eu insistirei em puxar assunto:

— O hotel é muito chique, né. ¿Mas você notou que não tinha manteiga no café da manhã?

E ela nada, nem tchuns.

— Os caras só me trouxeram margarina — prosseguirei, com um esgar de nojo. — ¿Você sabe quais são os ingredientes da margarina?

Incapaz de conter-se, e dando vazão a seu agastamento, ela me dirá:

— Acho que você ainda não notou, mas… ¿você sabia que está me incomodando?

Vitorioso, darei meu sorriso másculo e irônico de Jim Carrey cheirado, e retrucarei:

— ¿E você sabia que Olavo de Carvalho fala de mim à página 320 do livro que você está lendo?

Ela arregalará os olhos cheia de espanto.

— Sim — continuarei — e ele nem está me detonando: está me elogiando! Verdade. E isso significa que, para você não ser uma idiota, baby, além da Carolina, da piscina e da margarina — e começarei a cantarolar —, você também precisa saber de mim! Baaaby! Baaaaby! Eu sei que é assim!! Baaaby! Baaaby! Há quanto tempo!! — E para arrematar a cantada, direi: — Veja aí meu nome, baby: página 320! E depois me mande um recado pela portaria, isto é, caso queira jantar comigo esta noite…

E, triunfante, sairei do bar, sem atentar para o fato de que será assim que conseguirei uma namorada brasileira para o João Pereira Coutinho, colunista da Folha de São Paulo, hospedado no mesmo hotel, e citado pelo Olavo no mesmo parágrafo do mesmíssimo artigo. E eu obviamente ficarei a ver navios… Mas, ora bolas, ¿que poderei fazer? Deus sabe que sou apenas um rato, um liteRato…

Jean Wyllys e a vaca açougueira

Outro dia, vi no YouTube um vídeo no qual Jean Wyllys aparecia caracterizado como Che Guevara, usando até mesmo boina. Logo abaixo, um cara comentou: “Ver o Jean Wyllys vestido de Che Guevara é o mesmo que ver uma vaca vestida de açougueiro”. Sempre que me lembro disso dou risada. Quem for incapaz de compreender tal analogia precisa conhecer Reinaldo Arenas.

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Postei a observação acima no Facebook, a qual recebeu o seguinte comentário de Felipe Stefani:

Relato de Reinaldo Arenas, escritor homossexual cubano, encontrado numa nota do autor ao final do livro “A Velha Rosa/Arturo, a estrela mais brilhante”.

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“Nota do Autor
A dedicatória: “A Nelson, no ar” significa que dedico a meu amigo Nelson Rodríguez Leyva, autor do livro de contos ‘El regalo´, Ediciones R.,1964. Em 1965, Nelson foi internado em um dos campos de concentração para homossexuais – província de Camagüey – , esses campos eram conhecidos oficialmente com o nome de UMAP (Unidade Militar de Ajuda à Produção). Depois de três anos no campo de trabalho forçado, Nelson conseguiu baixa por ‘enfermidade mental´. Desesperado, em 1971, tentou, com uma granada de mão, desviar de sua rota um avião da Cubana de Aviación para a Flórida. Amedrontado e no transe de ser assassinado pelas escoltas militares do avião, Nelson jogou a granada, que explodiu. Mesmo assim, o aparelho aterrissou no aeroporto José Martí, em Havana. Nelson Rodríguez e seu amigo e acompanhante, o poeta Angel López Rabi – de 16 anos – , foram fuzilados.
Nelson deixou inédito um livro de relatos sobre sua experiência no campo de concentração. Esse livro, ao que parece, desapareceu nas mãos das autoridades cubanas. Algumas universidade dos Estados Unidos têm exemplares de ‘El regalo’, um belo livro juvenil.
Uma terceira pessoa, o escritor Jesús Castro Villalonga, que não ia no avião mas conhecia o plano, foi condenado a trinta anos de prisão, pena que ainda cumpre no presídio de La Cabaña, em Havana.
Penso nesse momento em que, granada na mão, sobrevoando a Ilha com seus campos de trabalho e seus cárceres, Nelson sentiu-se livre, no ar, quem sabe pela única vez em sua vida. Daí a dedicatória do livro.
E quanto aos originais deste relato, escrito em Havana em 1971, podem ser consultados na biblioteca da Universidade de Princeton, Nova Jersey.
Nova York, 1984”

Direitomeu e Esquerdoleta

Enquanto isso, no centro acadêmico de História:
— Ei! Tira a mão de cima de mim, seu reaça!
— Calma, garota — e sorriu, confiante. — Sabia que eu tenho algo que é meio torto pra esquerda?
— Ah, é? E você sabia que eu sei dar um gancho de direita?
— Tá vendo? A política não é uma barreira. A gente também pode chegar a um consenso…
Minutos depois, no alojamento estudantil:
— E foi assim que eu consegui este olho roxo.
— Que maneiro — admirou-se o amigo.

De quatro

de quatro

Quando ele a penetrou por trás, ela perguntou:

— Em quem você vai votar?

Ficou aturdido por alguns segundos, sem saber em qual cintura colocar as mãos: na própria ou na dela?

— Que pergunta é essa? — resmungou, contrariado. — Isso lá é hora de falar sobre as eleições?

— Você vai votar na Marina?

Ele brochou instantaneamente.

— Pelo amor de Deus, Sílvia! Isso é coisa que se faça? Acabou com meu tesão.

— Então você vai votar na Dilma, né.

— Puta merda! Agora vou precisar de uma pinça pra poder mijar.

— Nossa, desculpa.

— Desculpa, vírgula. Você teria me atrapalhado muito menos se tivesse falado da menina do Exorcista e virado a cabeça para trás.

— Ai, Jorge, credo! É que eu não sabia que você vai votar no Aécio.

— Eu não voto em progressista, gata! — soltou, irritado. — A não ser, talvez, no segundo turno, quando for necessário votar no menos daninho de todos. Agora pára com isso e me diz algo que me deixe animado de novo.

Ela ficou em silêncio, absorta. Desconfiado, Jorge espiou por cima do ombro dela.

— Ah, não! Não acredito que você está no Facebook! Desliga o celular, cazzo!

— Calma. Só vou responder essa enquete sobre as eleições e já desligo.

Ele se levantou e começou a vestir a cueca.

— Ok, fica aí. Eu vou dormir porque amanhã preciso acordar mais cedo.

Ele se deitou de lado, dando as costas para a esposa, que a essa altura estava postando uma mensagem no grupo feminino do WhatsApp do qual fazia parte: “Gente, se vocês têm um marido conservador que não lhes dá descanso, descobri um jeito de escapulir dele muito melhor do que a desculpa da dor de cabeça!”.

Um site obsceno

laptop

Quando a mulher repentinamente entrou na sala, o marido, num acesso de pânico, bateu a tampa do laptop com tanta força que o frágil fecho de plástico chegou a quebrar-se e cair ao chão.
— O que você tava vendo aí? — perguntou, desconfiada.
— Nada não, meu bem. É que me lembrei que está na hora do jornal — e então esticou-se para pegar o controle da TV.
— Muito estranho isso. Faz tempo que você não se interessa pelas notícias.
Ele deu um sorriso amarelo: — Eu me interesso, sim. Eu não gosto é da abordagem desses telejornais, essa coisa chapa branca.
— Sei…
O marido ligou a TV e começou a zapear entre diversos canais de notícias. Na ânsia de mostrar-se impassível, quase assoviou. Atento, conteve-se a tempo.
— Posso acessar meu email no seu laptop? — tornou a esposa.
Ele fingiu desinteresse: — Ué, e seu celular?
— Está descarregado — a mulher respondeu, sentando-se ao lado dele e tentando pegar o laptop que ele ainda tinha no colo.
Ele esquivou-se: — Não, péra, eu tô logado na minha conta. Preciso terminar de salvar umas coisas na nuvem…
Indignada, pôs-se de pé, as mãos à cintura: — Você tava vendo site pornô, não tava?
O marido arregalou os olhos e, numa fração de segundos, pensou em todos os prós e contras da resposta que lhe veio à mente. Encarou a mulher e viu que ela poderia explodir a qualquer momento. Então teve certeza: aquela era a melhor resposta.
— Sim, meu bem, eu estava assistindo a vários vídeos pornôs.
Frustrada por ouvir o contrário do que esperava — tinha certeza de que ele negaria e então o safado iria ver só uma coisa — sentiu o sangue baixar de temperatura. Mas ainda estava acima do normal.
— Você não tem vergonha?
— Desculpa, meu bem, era só um vídeo básico, um ménage entre um cara, uma garota e um travesti.
Agora foi ela quem arregalou os olhos: — O quê?! Você ficou louco? Um ménage entre quem?
— Um threesome, meu amor.
— Eu sei o que é um ménage! Não foi o que perguntei!
Ele deu o sorriso mais sem graça do mundo: — Tá, meu bem. Era um ménage entre um casal e um travesti.
— Que coisa nojenta! — quase gritou ela, tomando o controle remoto da mão dele e atirando-o em seu rosto.
— Calma, amor.
— Calma, vírgula: meu marido é um pervertido!!
— Vem cá, senta aqui — e ele a abraçou. — Nada disso significa nada na minha vida concreta. A verdade é que venho assistindo a vídeos pornôs há um bom tempo. E é como uma droga, nossa tolerância vai aumentando e então a gente precisa aumentar a dose, ver coisas diferentes.
Ela começou a chorar.
— Calma, meu bem. Nunca fiz nada disso na vida real, nem quero fazer. É só uma droga, já te disse. Agora que você sabe, eu vou dar um jeito de melhorar.
Ela conteve os soluços e, esfregando os olhos, disse com voz quase infantil: — Jura?
— Juro.
Querendo testá-lo, ela disse: — Talvez eu esteja muito distante de você. Ando muito cansada, chego tarde em casa. Você sabe que trabalho demais…
— Tá tudo bem, tá tudo bem…
— Não, não tá tudo bem. A gente podia ir pro quarto agora e brincar um pouco.
Ele sorriu cheio de contentamento: — Claro, vamo lá.
Foram e ela ficou muito feliz, pois ele demonstrou claramente que não tinha nada de gay. Aquele travesti do vídeo devia ser apenas uma espécie de dose a mais de heroína ou cocaína pornográfica, algo que o cérebro dele exigia para liberar mais hormônios prazerosos. Sim, sim, ele realmente falava a verdade. Dizem que o martelar dos mesmos estímulos, no decorrer do tempo, deixa de surtir efeito. Até a pornografia, quando cai na rotina, perde a razão de ser. A mesma tolerância ocasionada pelo uso de drogas… Sim, era isso. E, claro, ela o convenceria a procurar ajuda, talvez um psicólogo ou um AAA para viciados em pornografia. E no final das contas, a coisa toda ao menos provava que ele não tinha nada de homofóbico. Menos mal. Quanto ao marido, bem, ele estava aliviadíssimo. Escapara por pouco. Não fosse essa desculpa extraordinária, a mulher o teria pego no flagra lendo os textos antifeministas do blog Marxismo Cultural. Imagine o inferno que seria!! Ela, as três irmãs, a mãe, as amigas, todas olhando-o com censura, chamando-o de preconceituoso, machista, porco chauvinista e por aí abaixo. Não, nem pensar.
“Maldito feminismo!”, pensava ele, um sorriso nos lábios, enquanto a esposa o tratava como um sultão.

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