7:13 am“Tolerância” (Assim, entre aspas)

Eu nunca curto páginas de políticos simplesmente porque não ponho a mão no fogo por nenhum deles. E tampouco saio patrulhando quem curte páginas de políticos criminosos, tais como Lula ou Dilma. Mas já estou sendo patrulhado por ter descrito, posts atrás, uma situação concreta: durante o voto do Bolsonaro no impeachment, não ouvi nada do que ele disse porque, em Brasília, a multidão gritava “mito! mito!”. Sim, eu já o elogiei — aqui e no Twitter — sempre que ouvi dele algo que considerei correto. E já o critiquei quando deu algum “bom dia a cavalo” que me pareceu fora de lugar ou meramente estúpido. Defender Ustra foi um “bom dia a cavalo”, não pelo conteúdo, mas pelo momento escolhido: ele, tomado por indignação, estava reagindo à apologia que deputados esquerdistas, minutos antes, haviam feito a Marighella, um notório assassino. (Para a mentalidade atual, nada mais comum e digna de respeito do que homenagear terroristas revolucionários.) ¿E Ustra? ¿Foi realmente um torturador? Nunca o saberemos. Ora, aqueles que afirmam isso, sem apresentar qualquer cicatriz, são os mesmos a também jurar que nunca houve um Mensalão, que Lula, José Dirceu, José Genoino e Dilma não são bandidos, e que o Foro de São Paulo nunca conspirou para a criação de uma Pátria Grande bolivariana — em que pesem todas as provas a esses fatos.
 
Em nossa época, a tolerância só é válida para quem pensa semelhantemente — claro, contanto que se coadune com o pensamento hegemônico. A guerra pelas mentalidades é apenas um extensão da “guerra assimétrica”, tática revolucionária mais que manjada: de um lado, há o direito de se falar qualquer coisa e de se fazer tudo, até mesmo “o diabo”; do outro, bem… do outro, o oponente tem de respeitar sozinho todas as regras, todas as convenções, principalmente, é claro, as maledettas regras do “politicamente correto” — do contrário será difamado pelos séculos dos séculos. Portanto, toda liberdade de expressão a quem defende Marighella; nenhuma a quem defende alguém que lutou contra o estabelecimento de uma ditadura comunista no Brasil. Sim, era nisto que Ustra estava metido: numa guerra contra a esquerda revolucionária. E, ao contrário daqueles que julgam por ouvir dizer, não tenho conhecimento suficiente para saber quais foram seus erros e excessos. (¿Já pesquisou? Não há provas concretas!) Por isso, não entrarei nesse mérito. Apenas me parece estranho dar total voz a quem defende criminosos patentes e, simultaneamente, impedir a liberdade de expressão de quem defende um mero suspeito — suspeito de algo de menor gravidade que o assassinato. (E tampouco entrarei no mérito de que houve uma certa Lei da Anistia, etc. etc.)
 
Enfim, antes de me escreverem para indagar “como um cara inteligente e culto como você diz essas coisas”, pensem que talvez seja exatamente por ler e estudar muito que as digo.
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Publicado no Facebook.

7:53 amTradutor americano conta como conheceu a obra de Hilda Hilst

Letters from a Seducer [Cartas de um sedutor] – Hilda Hilst, Translated by John Keene, Nightboat Books
DANIEL MEDIN: How did you discover Hilda Hilst’s writing? What led you to want to translate this book? [TRAD.: Como você descobriu a escrita de Hilda Hilst? O que o levou a querer traduzir esse livro?]

JOHN KEENE: My first real encounters with Hilst’s writing are a decidedly 21st century phenomenon. I had seen her name mentioned several times in various critical texts, and finally did an online search for her work about a decade ago. What I found and dove into was the old Angelfire website, still live, that Yuri Vieira dos Santos set up for her in 1999, and launched from her Casa do Sol. It was via that site, which features links to many of her works, photos, and lists of translations, that I was able to immerse myself in Hilst’s world. [TRAD.: Meu primeiro encontro real com a escrita de Hilst é decididamente um fenômeno do século XXI. Eu tinha visto o nome dela ser mencionado diversas vezes em vários textos críticos, e finalmente fiz uma pesquisa online por seu trabalho cerca de uma década atrás. O que encontrei e onde mergulhei estava hospedado no velho Angelfire, um site ainda existente, que Yuri Vieira dos Santos criou para ela em 1999 e lançou a partir da Casa do Sol. Foi mediante aquele site, que apresentava links para muitos de seus trabalhos, fotos e traduções, que me tornei apto a imergir no mundo de Hilda Hilst.]

Fonte: Three Percent.

12:21 pmPapa Francisco I e uma profecia no Twitter

No perfil de Yolanda De Mena, uma mensagem de 11 de Fevereiro de 2013, com revelações sobre o papado:

Na timeline:

Twitter de 11 de Fevereiro

E o perfil do sonhador, o madrilenho Alejandro R. de Cabo, que, durante entrevista a uma rádio colombiana, descreve seu sonho: nele, ele era o encarregado de anunciar aos cardeais o nome do papa eleito. “O novo papa se chama Francisco I”, teria dito. E então, no sonho, alguém o corrigiu: “Não se diz ‘novo papa’, mas, sim, Sua Santidade Francisco I”. E, por causa dessa “bronca”, acabou despertando de madrugada com a cena ainda na memória. Ouça a gravação:

Vai me dizer que não causa espécie?

6:25 am1ª Semana do Livro Digital

Livro Digital

A Simplíssimo, empresa que além de produzir livros digitais também oferece treinamento para outras editoras, irá promover a 1ª Semana do Livro Digital entre 3 e 9 de Março de 2013. Inspirada na Read an eBook Week, o evento tem o objetivo de estimular a popularização da leitura de e-books.

Editoras, livrarias e autores independentes que queiram participar, devem visitar esta página. Promoções, descontos e livros digitais gratuitos serão divulgados pelo site. Leitores podem ajudar a divulgar o evento compartilhando os banners nas redes sociais e nos blogs.

E chega de contrapor livros impressos a livros digitais. São ambos instrumentos importantes destinados a dividir nossa atenção por igual, cada qual se mostrando mais adequado a esta ou àquela situação. Para quem realmente gosta de ler, a conjunção correta é a conjunção “e”, e não a conjunção “ou”. Eu leio livros e e-books. Quem lê apenas ou um ou o outro ainda não entendeu o significado desta nova tecnologia.

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P.S.: Criei um ebook com o conto memorialístico “O Marceneiro e o Poeta” — tal como a que estará presente no livro “O Exorcista na Casa do Sol” — que será distribuído gratuitamente durante o evento. (Quem leu a versão do meu site notará alguns acréscimos.) O ebook está em formato EPUB e pode ser lido no iPad, no celular ou no ereader.

12:24 pmYarny e My Writing Spot

No post anterior comentei sobre o quão conveniente seria, para empresas que vendem ebooks e para seus autores associados, o uso de um processador de textos específico para escritores – contendo todas as facilidades já referidas – que, além de tudo, ainda salvasse os textos na nuvem e os exportasse no formato(EPUB, MOBI, PDF, etc.) e no padrão exigidos pelos respectivos ereaders. Estou sempre pesquisando sobre essas coisas – e isso desde 2000, ano em que criei meus primeiros ebooks para o velho Rocket eBook – mas acabei escrevendo o post anterior num impulso, sem ter averiguado mais a fundo se tal processador de texto já não existiria por aí. E não é que encontrei dois tipos?

O Yarny oferece boa parte das funções que considero úteis para a escritura de ficção – abas para perfis de personagens, locações e idéias em geral -, salva na nuvem, mas, claro, para poder ter acesso ao programa completo é preciso pagar uma assinatura mensal ou anual.

Já o My Writing Spot é gratuito, e isso apenas porque não é senão um aplicativo criado por um usuário comum graças ao Google App Engine. Ou seja, ele já salva os textos na nuvem da própria Google! O problema é que, embora a privacidade dos nossos textos esteja garantida, ficamos dependentes da conta do sujeito que o criou.

Enfim, ainda não encontrei o que eu havia imaginado: um processador de textos oferecido pela própria empresa responsável pela venda dos ebooks. Acho que seria interessante porque, já que ela só teria a ganhar ao oferecer tal serviço, o mesmo poderia ser gratuito para o autor. Bom, do mesmo modo que a Google comprou o Writely e o transformou no Google Docs, não seria ruim se ela ou a Amazon repetissem a dose com um desses dois.
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Publicado no Digestivo Cultural.

2:19 pmA Amazon e a burrocracia brasileira

A Amazon pretende abrir sua filial brasileira no quarto trimestre deste ano e, segundo informa a Reuters Brasil, a empresa pretende, de início, vender apenas produtos digitais, uma vez que nossa infraestrutura de Terceiro Mundo e nosso labirinto tributário vampiresco – necessário para bancar tantos políticos corruptos, além, é claro, do sem fim de servidores públicos parasitas (e, em grande parte, desnecessários) – não permitiriam o enraizamento da empresa caso ela entrasse de cara no varejo. (Se você já foi empresário, deve ter notado como o governo brasileiro atrapalha de todas as formas possíveis e kafkianas o enraizamento da sua plantinha capitalista.) Enfim, a Amazon vem aí, mas de mansinho, pois não está acostumada a funcionar em locais tão inóspitos à livre iniciativa. (Aliás, imagino que você já tenha visto, no site norte-americano da Amazon, os enormes impostos tupiniquins embutidos nos preços dos produtos – isto é, apenas quando vendidos para nós, claro. Nós, brasileiros, precisamos parar de acreditar que mega-impostos, giga-taxas e encargos trabalhistas inspirados em Mussolini fazem parte da natureza. São, isto sim, frutos de malandragem, de safadeza e de boas intenções do tipo que enchem o inferno. Do contrário, como disse alguém outro dia, “por ser pobre, só posso comprar quando viajo aos Estados Unidos”. Comprar no Brasil é coisa de gente rica.)

Leia trecho da matéria na Reuters:

A Amazon.com planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012, buscando obter uma fatia no mercado online de rápido crescimento do país que inspirou o nome da empresa.

O grupo de comércio eletrônico norte-americano, cujo nome é uma homenagem ao rio mais extenso da América Latina, quer conquistar um espaço na maior economia da América Latina com seu tablet, o Kindle, e um catálogo de livros digitais (ebooks) em português, disseram representantes de editoras locais e uma fonte da indústria a par dos planos da empresa à Reuters.

A abordagem totalmente digital permitirá que a Amazon minimize os riscos que uma estreia de maiores proporções implicaria num país com problemas notórios de infraestrutura e um sistema tributário complexo e custoso. A empresa ainda terá de enfrentar uma desaceleração do crescimento econômico do Brasil que ameaça arrefecer o consumo.

“O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades tributárias”, disse a fonte da indústria, que falou sob condição de anonimato.

“Ter uma operação completa de varejo? Esse é o objetivo”, acrescentou.

Representantes de duas editoras locais disseram à Reuters que suas empresas têm feito encontros e videoconferências nos meses recentes para negociar contratos com o responsável por conteúdo do Kindle, Pedro Huerta.

“Eles nos disseram que o plano é iniciar entre outubro e novembro”, disse um dos representantes sob condição de anonimato.

O porta-voz da Amazon Craig Berman recusou comentar o assunto.

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Publicado no Digestivo Cultural.

3:50 amMárcia e o desconhecido do MSN

 

 

Márcia iniciou o MSN e a janela com o convite se abriu: um certo Alessandro queria adicioná-la. Era bonito na foto e, no texto do convite — “Oi, te achei interessante. Posso te adicionar?”—, havia o endereço do perfil dele no Facebook. Decidiu, pois, dar uma checada antes. Viu que ele tinha apenas uns quarenta amigos — o que lhe pareceu pouco, talvez estivesse há pouco tempo naquela rede social —, notou que ele morava e trabalhava na mesma cidade, que tinham muitos interesses em comum e o principal: pelas demais fotos via-se que era realmente um homem muito bonito, um sujeito a exalar um ar de confiança dos mais impressionantes. Claro, um piloto de helicóptero — uau! — não podia ser alguém sem auto-estima. O aparelho pode até preferir o combustível, mas os passageiros querem mesmo é alguém que lhes transmita segurança.

“Ok”, pensou ela, “vou dar uma chance pra esse cara”, e aprovou o convite. Ele, que já estava online, iniciou o contato imediatamente.

“Oi, tudo bem?”

“Tudo, e com você?”, devolveu ela.

E iniciaram um longo diálogo que durou mais de três horas. Descobriram gostos em comum, falaram de livros, filmes, viagens, esportes radicais, gastronomia e até de astrologia tradicional, que a ela nunca interessou muito, mas que, em vista das descrições que ele lhe fazia com base apenas na data de nascimento dela, muito a tocou. Não era um homem qualquer. Via-se que conhecia os mais diversos temas. E como escrevia bem! Transmitia maturidade. Muito diferente de outros homens a quem ela dera uma brecha pela internet e que apenas a deixaram constrangida e irritada.

“Acho que estou prestes a cometer uma loucura”, escreveu ela, por fim.

“E que loucura seria essa?”

“Acho que vou aceitar seu convite para esse passeio de helicóptero.”

“Mesmo?”

“Mesmo.”

“Isso não é tão louco assim. Eu piloto muito bem. Estará em boas mãos.”

Ela hesitou alguns instantes. Mas preferiu abrir o jogo: “O problema é que sou casada”.

“Hum, entendo. Mas não se preocupe, vou respeitar você.”

“Rsrsrsrsrsrs”, digitou ela. “Mas é que estou pensando em me separar do meu marido. A loucura que estou falando é a seguinte: você consegue pilotar enquanto uma mulher chupa seu pau?”

Ele demorou segundos demais para responder. Ela quase se arrependeu da ousadia. Então ela viu que ele digitava algo. E leu: “Bom, como profissional, acho que seria uma péssima idéia e realmente não deixaria você fazer isso comigo em pleno vôo. Mas podemos, antes ou depois do passeio — você escolhe a ordem — podemos passar uma tarde num motel”.

“Perfeito!”, disse ela. “Quando?”

Marcaram o encontro. E desconectaram. Ela estava decidida a ter essa aventura. Estava cansada da distância que o marido deixara crescer entre eles, cansada da sua falta de iniciativa, do seu desânimo, das suas reclamações e de sua eterna depressão. Ele vivia colocando a culpa dessa vida atolada no governo, nos ex-sócios, na falta de visão do brasileiro comum, enfim, a culpa era sempre de um outro, ele jamais assumia sua falta de atitude. Ele, que fora um homem cheio de sonhos e planos, uma pessoa criativa e muito inteligente, depois que se tornara Fiscal Federal na fronteira, costumava agora passar metade do mês noutra cidade, sempre se comunicando de uma forma amargurada, seca, como se não gostasse mais da vida ou, quem sabe, como se não gostasse mais dela. Já Rafael, o marido, não sabia o que pensar. Para não perder sua esposa, que tanto amava, de fato trocara seus sonhos por um emprego estável que pagava bem. Quantas vezes ouvira os amigos a lhe dizer que precisava deixar de viver no mundo da Lua? Quantas vezes lhe disseram que uma família precisa de segurança material e não de viagens na maionese artística? Mas agora estava fora de si. Não sabia se matava a si próprio, se matava Márcia, ou se as duas coisas. Desde o casamento, quatro anos antes, ele vivia criando perfis e contas de MSN falsos para testar a fidelidade da esposa. Mas essa estranha mania se acentuara com esse novo emprego, que o mantinha longe, numa cidade aborrecida, cultivando meramente os ciúmes e a preocupação. Sua imaginação não o abandonava, vivia martirizando-o. Imaginava a esposa sozinha, ainda jovem, bonita, sem filhos, sem ter o que fazer na capital… Entrava então no Flickr, copiava mil fotos de diversos estranhos, ficava dias preparando um perfil no Facebook, convidando pessoas aleatoriamente para dar uma certa credibilidade àquela vida falsa sem amigos reais, e até aquele momento, por mais que tivesse tentado, na pele de um outro, seduzi-la com palavras, promessas, lascívia e até dinheiro, a esposa sempre se esquivara, alegando amar o marido e afirmando enfaticamente que havia aceitado o convite apenas por achar que se tratava de algum contato profissional. Desta vez, porém, ela não passou no seu teste.

8:31 amCopiar não é Roubo / Copy is not theft



O vídeo acima me lembra que, meses atrás, respondi a uma pergunta no Formspring sobre direitos autorais. (Leia aqui.) Continuo pensando da mesma forma no que se refere a “atribuição de autoria”, “obras derivadas” e tudo o mais. Mas o problema da remuneração continua, cada vez mais gordo, enquanto os artistas não bancados pelo ☭Estado☭ emagrecem a olhos vistos. (Arte é, em certo sentido, um investimento de tempo, o qual se cristaliza na forma de dinheiro, que, por sua vez, está nas mãos do Estado — impostos, gente! impostos! — ou nos bolsos de investidores incultos.) Num mundo ideal, creio que o mais correto seria — no caso dos ebooks, por exemplo — os livros espalharem-se livremente pela rede e, caso o leitor gostasse do texto, que então fizesse (de livre e espontânea vontade, lógico) uma doação ao autor através do PayPal (ou serviço semelhante). Infelizmente o mundo ideal não existe e as pessoas não querem jogar moedinha no chapéu de artista nenhum, essa gente à toa, essas cigarras desprovidas de senso prático. Aliás, aqui no Brasil, retribuir financeiramente algo que se recebeu “de graça”?! Isso nem nos passa pela cabeça. A Lygia Fagundes Telles, quando a visitei anos atrás, me disse que ganhava mais dinheiro dando palestras que através de direitos autorais. Talvez, da mesma forma que os músicos foram obrigados a sair em turnê para conseguir sobreviver — e temos de agradecer aos arquivos MP3 por isso (graças a esse estado de coisas já rolou até um show do The Doors a dois quarteirões da minha casa; sim, sem o Jim Morrison) –, da mesma forma que os músicos, os escritores terão de fazer o mesmo: sair a dar palestras, oficinas literárias, de roteiro, fazer stand-up comedy ou coisa assim. Só que as pessoas tampouco parecem saber que isso é possível e, além de conveniente, uma necessidade para o escritor. Quando finalmente o convidam, a não ser que seja um evento patrocinado pelo Estado (ah, esse nosso socialismo disfarçado…), querem que você faça, sim, tudo de graça, o que me lembra este outro vídeo aqui.

Mas o assunto era Copyright… Bem, este site apresenta a questão de uma forma bastante abrangente. E esta palestra (também em inglês, sem legendas) resume bem a situação toda. E, claro, é sempre bom, em casos assim, recorrer ao Mises Institute: aqui e aqui.

10:33 amO Traça (The Bookworm), personagem do seriado Batman

bookworm2

« Na finada série Batman, havia um vilão, o Traça [The Bookworm, interpretado por Roddy McDowall], que virou bandido porque leu todos os livros existentes e, incapaz de criar algo por si próprio, entregou-se à loucura.»

De uma matéria da finada revista Bizz.

Atualmente, os discípulos do Traça não fazem outra coisa a não ser navegar pelos sete mares da internet em busca de vítimas indefesas e de pouca paciência. Dia após dia, noite após noite, eles dedicam-se a fazer comentários azedos e cheios de empáfia nos blogues alheios. (Sim, também gostam de bater boca via Twitter, Facebook e listas de discussão. Adoram caçar erros ortográficos, de concordância ou de mera digitação.) Diferenciam-se dos trolls porque, de fato, leram e estudaram um pouquinho mais do que estes. No entanto, vale lembrar, já não conseguem ler tanto quanto seu mestre porque, afinal de contas, a internet consome muito tempo. E, claro, nem é preciso dizer que nunca criam nada de interessante por si mesmos…



12:47 pmJoomla2WordPress (de ISO 8859-1 para UTF-8)

Durante alguns anos utilizei o Mambo como gerenciador de conteúdo (CMS). E olha que eu gostava dele. Eu não queria um blog, mas apenas um CMS para organizar textos que ia selecionando de tempos em tempos. Contudo, depois do cisma entre os programadores, tive de aderir ao Joomla — mas infelizmente meu site nunca mais foi o mesmo. Não entrarei no mérito da questão, basta dizer que a adaptação do meu antigo template ao novo sistema tornou-se um labirinto kafkiano e, por conseguinte, a manutenção do site ficou entregue às traças.

Enfim, desisti do Joomla e resolvi transferir meus cerca de 250 textos para o WordPress. (Eis o resultado final.)

Mas isso, claro, me deu uma trabalheira dos diabos… Tentei várias sugestões e, por fim, fiquei com o Joomla2WordPress. O problema é que ele só exportava textos já codificados em UTF-8 — a codificação padrão do WordPress — e meu Joomla ainda estava codificado com o velho ISO 8859-1 do Mambo. Após várias pesquisas e muitas modificações no script, cheguei à versão abaixo, que funcionou perfeitamente, ao menos para mim, e que agora deixo disponível para download.

  Joomla2WordPress (1,0 MiB, 1.459 hits)

Divirta-se. (As instruções estão incluídas no pacote.)

P.S.: Não sou nenhum especialista, se tiver problemas, procure o criador do script original.