7:09 amImpressão sob demanda

Quando pela primeira vez li a respeito de uma máquina que, a partir de um arquivo de texto, e com um mero apertar de botão, seria capaz de fabricar um único livro, incluindo a capa, fiquei eufórico: ¿seria o fim do grande risco que todo editor corre ao publicar bancar um novo autor, já que tal publicação costuma se materializar num grande número de exemplares, o que significa um grande investimento e, na pior das hipóteses, um possível encalhe? Uma máquina assim significaria também, para o autor iniciante, um acesso facilitado à publicação de sua primeira obra. Porque, se nós jovens autores sentimos raiva e frustração cada vez que uma conhecida editora rejeita nosso livro, é preciso que também tomemos ciência de um fato econômico muito importante: “TANSTAAFL”. Hã?! Explico: “There Ain’t No Such Thing As A Free Lunch” ou, em bom português, “Não existe esse tal de almoço grátis”. A frase, cunhada pelo escritor Robert A. Heinlein — no livro The Moon is a Harsh Mistress — e associada ao pensameno do economista Milton Friedman, quer dizer isso mesmo: há sempre alguém pagando por aquilo que se consome. E não adianta citar o financiamento público da arte: o dinheiro usado ali foi subtraído ao povo por meio de impostos. Logo, o que haveria de mais revolucionário no mundo dos livros do que a publicação sob demanda? Ao invés de mil livros impressos e apenas dez vendidos, temos um livro para cada despertar de uma vontade… Enfim, li a notícia sobre essa prometida máquina em 1999, na Casa do Sol, e testemunhei um brilho de esperança no olhar da escritora Hilda Hilst, a quem dei a notícia, e que tinha então um longo histórico de decepções com editores: aos 69 anos de idade ela ainda não tinha contrato com uma boa editora. Se para ela era difícil, ¿o que eu poderia esperar? Simplesmente desisti de correr atrás de editoras. Às grandes editoras interessa apenas um tipo de autor: aqueles que, de algum modo, cresceram e apareceram. Não sou um deles.

Hilda Hilst faleceu em 2004 tendo a “sorte” de, às portas da morte, finalmente ser publicada por alguém que, além de imprimir o livro, ainda o distribuiu e divulgou. Sim, foi uma “sorte”, mas coloco a palavra entre aspas porque a escritora já estava muito debilitada e desiludida da vida para conseguir gastar o dinheiro que finalmente passou a receber com seu trabalho. E o dinheiro jamais seria o bastante para pagar sua dívida de quase um milhão de Reais com o IPTU. Detalhes…

Todo esse preâmbulo é para avisar aos jovens autores brasileiros que a impressão de livros sob demanda finalmente chegou ao Brasil e, por enquanto, atende pelo nome de Clube de Autores. ¿Será que adquiriram a citada máquina de Jason Epstein? Não sei. O importante é saber que o autor não precisa gastar nada, basta subir seu livro em PDF até o site, configurar uma capa e divulgar a página de venda do seu livro. (Para tanto, ¿que tal usar o Google AdWords?) Cada vez que alguém comprar o livro online, este será impresso e enviado ao comprador pelo Correio, uma verdadeira mão na roda. Eu já aderi ao sistema. E espero que outros autores se sintam aliviados por seguir o exemplo. Nem todo mundo tem o desprendimento de um Fernando Pessoa, isto é, de alguém que escreve apenas para a posteridade. Porque, em geral, quando não publicamos, nos sentimos como uma represa sem vazão, como uma fonte estagnada. E é muito chato lançar ebooks e ficar ouvindo: “desculpe, mas não leio no computador”. (Agora terá de ler, papudo!!) E vamos torcer para que, um dia, essas máquinas estejam espalhadas pelas livrarias do país.

9:18 pmReedição do livro “A Tragicomédia Acadêmica” (download gratuito)

Gostaria de avisar aos leitores deste blog que meu livro “A Tragicomédia Acadêmica — Contos Imediatos do Terceiro Grau”, cuja primeira edição data de 1998, foi reeditado por intermédio do Clube de Autores, o primeiro serviço que alia a impressão sob demanda à venda online na internet brasileira.

Para adquirir meu livro impresso, clique aqui ou aqui.

Caso queira baixar o ebook (PDF) gratuitamente e ler algumas opiniões a respeito dele, clique aqui.

Se Deus quiser — e eu tomar vergonha na cara — irei publicar outros dois até o final do ano.

1:48 pmProcessadores de texto para escritores de ficção

Sempre que posso, testo alguns programas voltados à creative writing (escrita criativa), uma vez que os processadores de texto normais, a princípio, não possuem como usuários alvo os escritores e roteiristas. Em geral, editores de texto comuns têm a pretensão de ser utéis a toda e qualquer pessoa, a toda e qualquer função, desde a redação de receitas de bolo até a escritura de um romance. Claro, é bom ter um processador de textos comum ― e eu tenho dois: o Writer (editor do OpenOffice) e o EditPlus (útil para editar scripts em PHP, HTML, etc.). Mas não é destes que quero tratar. Senti a necessidade de um processador voltado à "escrita criativa" quando notei a quantidade de arquivos paralelos e secundários que vou criando enquanto escrevo meu romance: um com a descrição dos personagens, outro com ideias para a trama, outro com informações surgidas no processo mesmo da escrita ― as quais não devo esquecer de forma alguma ―, outro com dados de pesquisas feitas sobre temas relevantes, e assim por diante. No correr das semanas e dos meses, me vi afogado por dezenas de arquivos em DOC, TXT, RTF e HTML, nos quais, para meu desespero, encontrei dados repetidos e redundantes. Enfim, um processador de textos comum já não me satisfazia. Como eu já utilizava editores voltados à criação de roteiros de cinema e vídeo, decidi encontrar algum útil à escritura de romances, novelas e contos. Quero falar de ao menos três.

WriteItNowO primeiro, e o que me pareceu mais interessante e objetivo, é o WriteItNow. É ideal para romancistas e novelistas. Com ele, você cria um projeto no qual é possível definir, em abas separadas, o perfil dos personagens, ideias gerais, anotações referentes ao andamento da trama, eventos importantes, locações e, claro, a subdivisão do trabalho em capítulos e cenas. Há ainda gráficos que mapeiam a interação dos personagens e também a ordem cronológica dos eventos e acontecimentos mais significativos. O programa é capaz de exportar o livro completo ou os capítulos individuais para arquivos RTF, TXT e HTML. É possível ainda, na versão mais recente do programa, estabelecer metas e prazos para a finalização da obra, através da escolha de um número de palavras a ser escrito diariamente. Possui até mesmo uma instância cuja função é organizar e monitorar as cópias enviadas para editoras, com datas de envio, de aprovação, de negativa etc. A interface é simples, bonita e bastante intuitiva. O programa não é gratuito, mas vale o preço.

Ywriter Outro bom programa é o yWriter 5. Embora a interface não seja tão atraente e intuitiva, possui praticamente as mesmas funções do WriteItNow. Sua maior vantagem é ser gratuito e ter sido desenvolvido por um escritor de romances satíricos que também é programador ― o que significa que seu criador realmente conhece as necessidades de um autor de ficção. Sua função de becape via FTP é uma mão na roda. Na sua próxima atualização virá com a interface em português traduzida por mim. 

Devido a seu minimalismo, o terceiro é o contrário dos anteriores: Dark Room. É ideal para escritores que não necessitam senão de uma tela em branco. Ou, o que é padrão neste processador, de uma tela negra com texto em "fósforo verde", uma coisa meio Matrix. Digamos que é um Notepad metido à besta. Também é gratuito. Indicado para quem escreve contos e não deseja distrações. Eu curti.

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Atualização do dia 14 de Janeiro de 2013: Agora estou usando o programa Scrivener, cuja versão para Windows foi lançada há pouco tempo. Melhor que todos os demais. E, se usado com o Dropbox, que faz o becape na nuvem, perfeito.

9:22 amSoneto Psicose – revisado

Psicose, de Alfred Hitchcock

Tranqüilo estava a tomar um bom banho
Quando por trás da cortina do boxe
Surgiu um vulto brandindo faca inox
Que me deu um susto sem ter mais tamanho.

Rasgando a cortina às estocadas
Assomou-se a minhas pobres retinas
Uma mulher com os ares das meninas
Que anelamos sob luas danadas.

Nua, abandonou a faca e fitou-me:
"Cá estarei até abrir-te o coração…"
E achegando-se, sorriu e beijou-me.

Mas após amá-la com toda arte
Ela se foi, ao não ouvir, em confissão,
Meu amor qu’estava em toda parte.

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(Este meu soneto está na terceira posição entre os "Sonetos Interessantes Preferidos" do site Sonetos.com.br. Perceba que fiz algumas alterações.)

11:00 pmAdmirável — e só para selvagens

admiravel

Release da peça teatral:

“Dois expoentes das artes cênicas em Brasília, a diretora e atriz Miriam Virna e o ator e bailarino Alessandro Brandão, atualmente radicados no Rio de Janeiro, uniram forças e talento para trazer aos palcos de Brasília uma singular adaptação da obra Admirável mundo novo (1932) de Aldous Huxley. Trata-se do espetáculo (ou do evento cênico sonoro, como eles preferem nomear) Admirável — e só para selvagens.

“Depois de levar cinco estatuetas com a comédia As ridículas de Molière no último Prêmio Sesc do Teatro Candango (incluindo a de melhor direção e de melhor espetáculo) a diretora Miriam Virna aposta em uma montagem onde a ênfase é a construção do ambiente sonoro. A trilha, assinada pelo DJ Quizzik e executada ao vivo por ele próprio, dança com as palavras, texturas sonoras e jogos de luzes.

O texto foi escrito a quatro mãos pela diretora e pelo escritor e cineasta Yuri Vieira (autor de A Tragicomédia Acadêmica – Contos Imediatos do Terceiro Grau). Nesta adaptação para teatro os dois optaram por extrair da obra original temas como o niilismo e o Soma: uma espécie de droga da felicidade que é consumida diariamente a fim de trazer bem-estar perene aos cidadãos da Nova Ordem Mundial. Na montagem brasiliense, dois personagens da obra de Huxley, Lenina e Bernard, estão confinados num reality show e vêem-se obrigados a experimentar uma crise de abstinência da droga.

“Admirável — e só para selvagens é um evento cênico construído para ser mais ouvido que visto, como uma espécie de novela de rádio pós-moderna. Com o intuito de reforçar a característica sonora do espetáculo, Dalton Camargos criou uma iluminação cuidadosa em revelar apenas fragmentos do todo, enquanto o cenário e o figurino, concebidos por Marcus Barozzi, criam uma espécie de mimetismo com o escuro do teatro. Os dois criadores foram premiados por seus trabalhos no último Prêmio Sesc do Teatro Candango.”

Serviço:

Espaço Cena – SCLN 205 bloco C Loja 25 Brasília-DF Tel: 33493937

De 28 de maio a 02 de junho (de quarta à terça-feira) às 19h e 21h.

Ingressos: R$20,00 e R$10,00

Classificação: 14 anos

4:32 pmDiscurso de Isaac Bashevis Singer – Prêmio Nobel de 1978

Quando fui secretário da escritora Hilda Hilst, e algum outro jovem autor lhe telefonava ou escrevia pedindo conselhos, ela me dizia: “Diga a ele para escrever em inglês, ninguém sabe o que é o português”. Em vista disso, o discurso de Isaac Bashevis Singer, Prêmio Nobel de Literatura de 1978, vem bem a calhar. Veja o que ele diz sobre escrever numa língua que quase ninguém mais fala (ou lê)…

(Para provar a veracidade do discurso — afinal, hoje é Primeiro de Abril — leia o original em inglês e acompanhe o próprio Singer no vídeo mais abaixo. A traição tradução ao português é minha.)

Isaac Bashevis Singer — Estocolmo, 10 de Dezembro de 1978

Isaac Singer“Vossas Majestades, Vossa Alteza Real, Senhoras e Senhores,

“As pessoas me perguntam com frequência, ‘Por que você escreve em uma língua moribunda?’ Quero explicá-lo em poucas palavras.

“Primeiramente, gosto de escrever estórias de fantasmas e nada se encaixa melhor num fantasma do que uma língua morta. Quanto mais morta é a língua, mais vivo é o fantasma. Fantasmas amam o iídiche e, até onde eu saiba, todos o dominam.

“Em segundo lugar, não apenas creio em fantasmas como também creio na ressurreição. Estou certo de que, quando o Messias regressar, milhões de cadáveres fluentes em iídiche se levantarão de seus túmulos e a primeira pergunta que farão será: ‘Há algum novo livro em iídiche para ler?’ Para eles, o iídiche não será uma língua morta.

“Terceiro: por 2000 anos o hebráico foi considerado uma língua morta. Subitamente ele se tornou estranhamente vivo. O que aconteceu ao hebráico pode também ocorrer ao iídiche um dia, (embora eu não tenha a mínima idéia de como isso poderia se passar).

“Há ainda uma quarta razão secundária para não renunciar ao iídiche e esta é: o iídiche pode ser uma língua moribunda mas é a única que eu conheço bem. O iídiche é minha língua materna e uma mãe nunca está realmente morta.

“Senhoras e senhores: há quinhentas razões pelas quais eu comecei a escrever para crianças, mas para economizar tempo irei mencionar somente dez delas. Número 1) Crianças lêem livros e não resenhas. Elas não dão a mínima para a crítica. Número 2) Crianças não lêem para buscar sua identidade. Número 3) Elas não lêem para se ver livres de culpa, para saciar sua sede de rebelião, ou para se desembaraçar da alienação. Número 4) Elas não vêem utilidade na psicologia. Número 5) Elas detestam sociologia. Número 6) Elas não tentam entender Kafka ou o Finnegans Wake. Número 7) Elas ainda crêem em Deus, na família, anjos, demônios, bruxas, gnomos, lógica, claridade, pontuação, e outras coisas obsoletas. Número 8) Elas amam histórias interessantes, não comentários, guias ou notas de rodapé. Número 9) Quando um livro é chato, elas bocejam descaradamente, sem qualquer vergonha ou medo da autoridade. Número 10) Elas não esperam que seu bem amado escritor redima a humanidade. Jovens como são, elas sabem que isso não está sob o poder dele. Apenas adultos possuem tais ilusões infantis.”

7:46 pmDiscurso de William Faulkner — Prêmio Nobel de 1950

O discurso abaixo — realizado durante a recepção do Prêmio Nobel de Literatura, no dia 10 de Dezembro de 1950, em Estocolmo — foi revisado e corrigido posteriormente para publicação pelo próprio Faulkner. A traição tradução que segue, feita por mim, é a versão final. Veja o original em inglês.

William Faulkner

Ouça o áudio original:

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“Senhoras e senhores, sinto que este prêmio não foi concedido a mim enquanto homem, mas a meu trabalho — o trabalho de uma vida na angústia e no sofrimento do espírito humano, não pela glória e menos ainda para obter lucro, mas para criar dos materiais do espírito humano algo que não existia antes. Assim, este prêmio está tão somente sob minha custódia. Não será difícil encontrar, para sua parte financeira, um destino condizente com o propósito e significado de sua origem. Mas eu gostaria de fazer o mesmo com esta aclamação também, utilizando este momento como o pináculo a partir do qual eu possa ser ouvido pelos jovens homens e mulheres já dedicados à mesma agonia e faina, entre os quais já está aquele que um dia estará aqui onde eu estou.

“Nossa tragédia, hoje, é um geral e universal temor físico suportado há tanto tempo que podemos mesmo tocá-lo. Não há mais problemas do espírito. Há somente a questão: quando irão me explodir? Por causa disto, o jovem ou a jovem que hoje escreve tem esquecido os problemas do coração humano em conflito consigo mesmo, os quais por si só fazem a boa literatura, uma vez que apenas sobre isso vale a pena escrever, apenas isso vale a angústia e o sofrimento.

“Ele, o jovem, deve aprendê-los novamente. Ele deve ensinar a si mesmo que o mais fundamental dentre todas as coisas é estar apreensivo; e, tendo ensinado isto a si mesmo, esquecê-lo para sempre, não deixando espaço em seu trabalho senão para as velhas verdades e truísmos do coração, as velhas verdades universais sem as quais qualquer estória torna-se efêmera e condenada — amor e honra e piedade e orgulho e compaixão e sacrifício. Antes que assim o faça, ele labora sob uma maldição. Ele escreve não sobre amor mas sobre luxúria, sobre derrotas em que ninguém perde nada de valor, sobre vitórias sem esperança e, o pior de tudo, sem piedade e compaixão. Sua atribulação não aflige ossos universais, não deixa cicatrizes. Ele escreve não a partir do coração mas das glândulas.

“Até que reaprenda estas coisas, ele irá escrever como se compartisse e observasse o fim do homem. Eu me recuso a aceitar o fim do homem. É bastante cômodo dizer que o homem é imortal simplesmente porque ele irá subsistir: que quando o último tilintar do destino tiver soado e se esvaecido da última rocha inútil suspensa estática no último vermelho e moribundo entardecer, que mesmo então haverá ainda mais um som: sua fraca e inexaurível voz, ainda a falar. Eu me recuso a aceitar isto. Creio que o homem não irá meramente perdurar: ele triunfará. Ele é imortal, não porque dentre as criaturas tem ele uma voz inexaurível, mas porque ele tem uma alma, um espírito capaz de compaixão e sacrifício e resistência. O dever do poeta, do escritor, é escrever sobre essas coisas. É seu privilégio ajudar o homem a resistir erguendo seu coração, recordando-o a coragem e honra e esperança e orgulho e compaixão e piedade e sacrifício que têm sido a glória do seu passado. A voz do poeta necessita ser não meramente o registro e testemunho do homem, ela pode ser uma das escoras, o pilar para ajudá-lo a subsistir e prevalecer.”

Tradução: Yuri Vieira.

2:49 amGiraut de Bornelh: O amor, os olhos e o coração

Guiraut de Borneil

“Assim, pelos olhos, o amor atinge o coração:
Pois os olhos são os espiões do coração.
E vão investigando
O que agradaria a este possuir.
E quando entram em pleno acordo
E, firmes, os três em um só se harmonizam,
Nesse instante nasce o amor perfeito, nasce
Daquilo que os olhos tornaram bem vindo ao coração.
O amor não pode nascer nem ter início senão
Por esse movimento originado do pendor natural.
Pela graça e o comando
Dos três, e do prazer deles,
Nasce o amor, cuja clara esperança
Segue dando conforto aos seus amigos.
Pois, como sabem todos os amantes
Verdadeiros, o amor é bondade perfeita,
Oriunda — ninguém duvida — do coração e dos olhos.
Os olhos o fazem florescer; o coração o amadurece.”

— Amor, fruto da semente pelos três plantada.
Giraut de Bornelh (Circa 1138-1200?)

Extraído do livro: O Poder do Mito, de Joseph Campbell.