3:25 pmDois poemas de Fernando Pessoa lidos por mim

Ontem, acordei com a garganta ligeiramente inflamada, o que deixou minha voz ainda mais “sexy-cavernosa” do que de costume. Para não perder a oportunidade, gravei minha leitura de dois poemas do Fernando Pessoa. (Já havia gravado outro anos atrás – Tabacaria – que pode ser ouvido na página de arquivos de áudio.)

Cruzou por mim, veio ter comigo, de Fernando Pessoa (Álvaro de Campos):

      Cruzou por mim, de Fernando Pessoa (3,1 MiB, 10 hits)

    Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Análise, de Fernando Pessoa:

      Análise, de Fernando Pessoa (766,2 KiB, 7 hits)

    Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

3:48 pmEntrevista com o escritor Lêdo Ivo

Lêdo Ivo fala sobre escritores, crítica literária, poesia, Brasil, educação, etc.

Fonte: Globo.com

9:22 amSoneto Psicose – revisado

Psicose, de Alfred Hitchcock

Tranqüilo estava a tomar um bom banho
Quando por trás da cortina do boxe
Surgiu um vulto brandindo faca inox
Que me deu um susto sem ter mais tamanho.

Rasgando a cortina às estocadas
Assomou-se a minhas pobres retinas
Uma mulher com os ares das meninas
Que anelamos sob luas danadas.

Nua, abandonou a faca e fitou-me:
"Cá estarei até abrir-te o coração…"
E achegando-se, sorriu e beijou-me.

Mas após amá-la com toda arte
Ela se foi, ao não ouvir, em confissão,
Meu amor qu’estava em toda parte.

____

(Este meu soneto está na terceira posição entre os "Sonetos Interessantes Preferidos" do site Sonetos.com.br. Perceba que fiz algumas alterações.)

2:49 amO amor, os olhos e o coração

“Assim, pelos olhos, o amor atinge o coração: pois os olhos são os espiões do coração. E vão investigando O que agradaria a este possuir. E quando entram em pleno acordo E, firmes, os três em um só se harmonizam, Nesse instante nasce o amor perfeito, nasce Daquilo que os olhos tornaram bem vindo ao coração. O amor não pode nascer nem ter início senão Por esse movimento originado do pendor natural. Pela graça e o comando Dos três, e do prazer deles, Nasce o amor, cuja clara esperança Segue dando conforto aos seus amigos. Pois, como sabem todos os amantes Verdadeiros, o amor é bondade perfeita, Oriunda — ninguém duvida — do coração e dos olhos. Os olhos o fazem florescer; o coração o amadurece.” — Amor, fruto da semente pelos três plantada.
Guiraut de Borneilh (Circa 1138-1200?)

Extraído do livro: O Poder do Mito, de Joseph Campbell.