palavras aos homens e mulheres da Madrugada

Mês: outubro 2012 Page 2 of 3

A viagem astral de Machado de Assis

Machado de Assis costumava publicar crônicas sob diversos pseudônimos. Apenas 40 anos após sua morte descobriu-se que, entre eles, encontrava-se o pseudônimo “Lelio”. Imagino que o utilizava quando sua abordagem do tema ultrapassava seu parâmetro normal de deboche. A crônica abaixo — Balas de Estalo — foi publicada no jornal Gazeta de Notícias, edição do dia 5 de Outubro de 1885, e trata de um tema então em moda: o espiritismo. Nele, Machado relata uma suposta viagem astral com um desenlace dos mais inesperados…

Eça de Queiroz e o médium

Estou me divertindo com a Hemeroteca Digital Brasileira. Muito bom ter acesso a tantos jornais e revistas antigos. Estava pesquisando uma informação dada por José J. Veiga, no livro Relógio Belisário, que cita o jornal Cidade do Rio, e acabei encontrando essa outra notinha das mais interessantes. Trata do encontro, em Paris, entre os escritores Eduardo Prado e Eça de Queiroz e um médium local. O jornal data de 21 de Maio de 1896.

São Paulo, a Symphonia da Metropole (1929)

São Paulo, a Sinfonia da Metrópole (1929), dirigido por Rodolfo Lustig e Alberto Kemeny.

Como o filme não tem trilha sonora, sugiro algumas variações de Beethoven:

PTólatras Anônimos e outras coisas mais

Como o partido dos Mensaleiros continua ganhando prefeituras Brasil afora — e, quando perde, perde para outros partidos de esquerda — não nos resta nada senão apoiar a associação dos PTólatras Anônimos: nosso povo está doente e precisa de ajuda…

Também vale a pena ouvir de novo meu bate-papo com Olavo de Carvalho gravado logo após a reeleição de Lula:

Quem nunca ouviu meu podcast com Olavo, gravado em 2006, não sabe o que está perdendo — continua atualíssimo!

Alice Herz-Sommer, pianista e sobrevivente do Holocausto

Alice Herz-Sommer, pianista, professora de música e a mais antiga sobrevivente do Holocausto: “Beethoven… ele é um milagre”.

(Via @dennisd.)

Fraude — explicando a grande recessão (documentário)

Do Instituto Ludwig von Mises Brasil:

«(…)Embora vários documentários já houvessem sido produzidos sobre a crise econômica que hoje assola o mundo, nenhum deles de fato se propunha a expor uma teoria econômica que de fato explicasse as minúcias econômicas que provocaram o descalabro. Para preencher este vazio, empreendedores espanhóis buscaram a ajuda dos professores Jesús Huerta de Soto e Juan Ramón Rallo para elaborar uma explicação completa que, utilizando a teoria econômica que mais uma vez demonstrou ser a única correta (a teoria austríaca dos ciclos econômicos), fizesse uma cronologia histórica da grande recessão vista à luz desta teoria e denunciasse todos os desastres econômicos que a humanidade vem sofrendo há séculos em decorrência de políticas monetárias estatais, as quais foram rotuladas de “fraude legal”. Por último e não menos importante, foi pedido aos professores que apontassem soluções concretas e factíveis para se colocar um fim a este recorrente ciclo de descalabros.(…)»

Walter Hugo Khouri e a beleza

Walter Hugo Khouri é nosso grande diretor-autor. Teve uma longa e produtiva carreira, sempre fiel a si mesmo e às suas obsessões. Ninguém melhor do que ele para narrar a trajetória daquele que, contaminado pelo mais nefando niilismo, entrega-se ao vórtice hedonista do sexo até atingir as profundidades do abismo. (E dizer isso me lembra o olhar demoníaco de Tarcísio Meira ao final do filme Eu, de 1987.)

Há alguns anos, num festival de cinema qualquer, eu e Cássia Queiroz tivemos uma conversa interessante com o crítico Rubens Ewald Filho. Havíamos acabado de assistir a um desses filmes supostamente mais brasileiros que todos os outros, supostamente mais realista, mais artístico e assim por diante. Claro, o filme era um porre, tinha aquele discurso político que faria Hugo Chávez bater palmas e estava coalhado de gente feia – feia em todos os sentidos. Até os atores bonitos foram enfeiados para parecerem mais “reais”. (Porque, você sabe, para esse tipo de “artista” o ser humano é um vírus que ataca a Terra, é feio por natureza.) Rubens Ewald nos disse mais ou menos assim: “Não sei por que esse diretor gosta tanto do feio. O cinema sempre teve uma grande preocupação com a beleza da imagem, sempre preferiu os protagonistas bonitos, e isso porque as pessoas gostam de sair do comum, gostam de apreciar o belo. Mesmo os atores feios, quando protagonistas, ou quando expressavam um valor maior, tornavam-se belos nos filmes clássicos. Mas aqui há esses cineastas que gostam de fazer o contrário, dizendo que assim retratam mais fielmente a ‘realidade’. Mas um filme não é a ‘realidade’. É um filme, uma obra de arte. Os espectadores querem a beleza, mesmo que ela esteja perdida em meio ao sórdido”.

Quem assiste aos filmes de Walter Hugo Khouri sabe que ele mostrou alguns dos mais feios e obscuros segredos da personalidade humana mediante belas imagens. E com belíssimas mulheres.

Abertura do filme Eros, o deus do amor (1981), na qual vemos as mais belas atrizes da época e uma das melhores descrições da cidade de São Paulo:

Cena do filme Palácio dos anjos (1970), um filme sobre prostituição mil vezes mais impactante que um Bruna Surfistinha (moral do filme Bruna Surfistinha: “Seja puta, porque é ótimo, mas não ponha tudo a perder cheirando cocaína!”):

E até Rita Lee, junto aos Mutantes, iluminou um de seus filmes: As Amorosas (1968):

Walter Hugo Khouri (1929-2003): o melhor diretor-autor brasileiro de todos os tempos.

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