Elizabeth Gilbert: alimentando a criatividade
(Devo dizer que nunca li Elizabeth Gilbert, mas gostei muito de sua palestra no TED.)
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Elif Shafak: A política da ficção
(idem)

Elizabeth Gilbert: alimentando a criatividade
(Devo dizer que nunca li Elizabeth Gilbert, mas gostei muito de sua palestra no TED.)
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Elif Shafak: A política da ficção
(idem)

A Revolução Russa de 1905 foi um movimento espontâneo, antigovernamental, que se espalhou por todo o Império Russo, aparentemente sem liderança, direção, controle ou objetivos muito precisos. [Já viu algo assim antes? E depois?] Geralmente é considerada como o marco inicial das mudanças sociais que culminaram com a Revolução de 1917.
Já antes de 1905, o Império Russo passava por uma grave política. (…)
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Leia mais na Wikipédia: A Revolução Russa de 1905.
P.S.: Esta é uma questão de canetão, não vale simplesmente dizer que sim ou que não, tem de justificar. =B^)
Repórter Vox entrevista Yuri Vieira.
Domingo, às 22 horas.
Entrevista com Yuri Vieira, escritor e diretor de cinema.
Ele fala sobre o convívio com a escritora Hilda Hilst, Bruno Tolentino e a influência de Olavo de Carvalho.

Quando Hilda Hilst faleceu, em 4 de Fevereiro de 2004, devia cerca de 800 mil reais de IPTU. Dois anos antes, a dívida era de 500 mil reais. Quando morei com ela, a dívida já era altíssima, salvo engano, aí pelos 300 mil reais. Mas, pouco antes de conhecê-la, quando a dívida já a assustava — ela caíra na armadilha de transformar uma área rural em loteamento, o que alterou o imposto de rural para urbano —, a Câmara de Vereadores de Campinas (SP) quis homenageá-la e, após votação, decidiu entregar-lhe a Chave da Cidade. Hilda foi então convidada para ir até a Câmara, mas deu de ombros: “Homenagem? Não quero homenagem, quero que revejam esse valor absurdo do meu IPTU”. Ela ganhava apenas 2000 reais por mês…
Os vereadores a esperaram em vão. No entanto, como a coisa já estava feita, decidiram enviar um representante à Casa do Sol, residência da autora, onde ele, um vereador (se não me falha a memória, o presidente da câmara), chegou todo sorridente com aquela Chave enorme nas mãos. O porteiro do condomínio anunciou a visita do sujeito, deixando Hilda irritada.
“Que petulância!”
Ela então, como costumava fazer em momentos assim, preparou sua performance: foi até o quarto e se “disfarçou” de velhinha. Sim, à época Hilda já tinha quase 70 anos de idade, mas seu espírito jamais faria alguém confundi-la com uma “velhinha”. Por isso, pegou duma bengala, jogou um xale sobre os ombros, encurvou-se e saiu caminhando como velhinha caquética até a entrada da casa, onde o vereador a esperava.
“Dona Hilda!”, começou ele, efusivo. “Vim lhe entregar a Chave da…”
“E o meu IPTU?”, cortou ela, seca.
Ele, pego de surpresa, gaguejou: “Mas, dona Hilda, nós… eu não tenho poder para isso… Vim apenas porque a Câmara resolveu lhe prestar uma homena…”
“O senhor por acaso já leu meus livros?”
Agora sim ele ficou branco. Engoliu em seco: “Não, senhora, nunca li nenhum dos seus livros”.
“Então, ponha-se daqui para fora. Meus leitores já me homenageiam quando lêem meus livros.”
O vereador ofendeu-se:
“Vim até aqui de boa vontade lhe prestar uma homenagem, lhe fazer um favor, e a senhora…”
“Favor o senhor faria se me chupasse a cona”, berrou ela, brandindo a bengala.
O vereador ficou roxo, não sabia onde enfiar a cara.
“Por favor, retire-se da minha casa”, tornou ela, com dignidade. “Vocês querem que eu pague uma fortuna para morar na minha própria casa e ainda acham que vão me comprar com uma chave idiota que não abre porta alguma? Pois diga a seus pares que os mandei enfiar, um de cada vez, a chave em seus respectivos cus. O senhor faça o mesmo.”
E então, desfazendo a corcunda, deu as costas ao homem e, pisando firme, imponente, caminhou para dentro de casa.
Até hoje ninguém sabe em qual excelentíssimo fiofó foi parar a chave.
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Trecho: « (…) As pessoas na Africa não estão mais dispostas a tolerar líderes corruptos. (…) Iniciamos um programa que retirava o estado das empresas nas quais não tinham função alguma — que não eram de sua competência. O estado não deve se envolver com os negócios de produção de bens e serviços porque é ineficiente e incompetente. Assim decidimos privatizar várias de nossas empresas. (…) Os africanos, depois — estão cansados, estamos cansados de ser objeto de caridade e ajuda de todo mundo. Somos gratos, mas sabemos que podemos tomar conta de nosso próprio destino se tivermos a determinação de reformar. O que está acontecendo em muitos países africanos é que entendem que ninguém pode fazer nada por nós. Somos nós que temos que agir. Podemos convidar sócios que nos apoiem, mas nós temos que começar. (…) A melhor maneira de ajudar os africanos nos dias de hoje é os ajudar a se tornarem independentes. E a melhor maneira de fazer isso é ajudar a criar empregos. Não vejo problema em querer combater a malária e doar dinheiro para salvar vidas de crianças. Não é isso que estou dizendo. Isso é bom. Mas imaginem o impacto em uma família, se os pais puderem trabalhar e assegurar que seus filhos irão para a escola, que eles mesmos podem comprar remédios para combater as doenças. Se pudermos investir em lugares onde pode-se ganhar dinheiro enquanto criamos empregos e ajudamos as pessoas a serem independentes, não é isso uma oportunidade maravilhosa? Não é essa a trilha a percorrer? E gostaria de dizer que algumas das melhores pessoas para se investir no continente são as mulheres. (…) Porém, muitos deles estão sem capital para expandir, porque ninguém tem fé em outros países que podemos fazer o que for preciso. Ninguém pensa em termos de mercado. Ninguém pensa que as oportunidades existem. Mas aqui estou eu, alertando a todos, se perderem a barca agora, perderão para sempre.(…)»
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Ngozi Okonjo-Iweala é uma economista nigeriana que serviu como Ministra de Finanças da Nigéria por dois mandatos.
Outro post no mesmo espírito: James Shikwati: “Pelo amor de Deus, parem de ajudar a África!”.
Leia sobre o filme no IMDB. (O vídeo postado originalmente foi deletado, só encontrei este outro.)
O mais antigo filme brasileiro de ficção de que se tem notícia, Os Óculos do Vovô (1913), foi dirigido por Francisco Santos, pai do grande filósofo Mário Ferreira dos Santos, o qual, aliás, interpreta o garoto do filme. (Veja os créditos aqui.)
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