Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

Havona, de Jaco Pastorius

Tal como declarou sua viúva, Ingrid Pastorius, Jaco compôs Havona após ler sobre o Universo Central de Havona no Livro de Urântia. A versão abaixo foi gravada em 1977 enquanto participava da banda de jazz fusion Weather Report (álbum Heavy Weather).

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uma versão anterior, de 1975, que tem Herbie Hancock ao piano, Jaco Pastorius no baixo e Lenny White na bateria. (Infelizmente o vídeo não pode ser incorporado.)

Lui Liu

Telas do artista chinês radicado no Canadá, Lui Liu — um sujeito pirado e talentoso. (São artistas deste naipe que deveriam ler o Livro de Urântia. Não sabem o que estão perdendo…)

Midnight Ride

1ª Semana do Livro Digital

Livro Digital

A Simplíssimo, empresa que além de produzir livros digitais também oferece treinamento para outras editoras, irá promover a 1ª Semana do Livro Digital entre 3 e 9 de Março de 2013. Inspirada na Read an eBook Week, o evento tem o objetivo de estimular a popularização da leitura de e-books.

Editoras, livrarias e autores independentes que queiram participar, devem visitar esta página. Promoções, descontos e livros digitais gratuitos serão divulgados pelo site. Leitores podem ajudar a divulgar o evento compartilhando os banners nas redes sociais e nos blogs.

E chega de contrapor livros impressos a livros digitais. São ambos instrumentos importantes destinados a dividir nossa atenção por igual, cada qual se mostrando mais adequado a esta ou àquela situação. Para quem realmente gosta de ler, a conjunção correta é a conjunção “e”, e não a conjunção “ou”. Eu leio livros e e-books. Quem lê apenas ou um ou o outro ainda não entendeu o significado desta nova tecnologia.

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P.S.: Criei um ebook com o conto memorialístico “O Marceneiro e o Poeta” — tal como a que estará presente no livro “O Exorcista na Casa do Sol” — que será distribuído gratuitamente durante o evento. (Quem leu a versão do meu site notará alguns acréscimos.) O ebook está em formato EPUB e pode ser lido no iPad, no celular ou no ereader.

Rubem Fonseca: as características necessárias para tornar-se um escritor

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“Não existem sinônimos!” © Rubem Fonseca.

A “pílula vermelha” de Yuri Bezmenov: subversão, desmoralização, desestabilização, crise, normalização

Yuri Bezmenov

Abaixo, no primeiro vídeo, Yuri Bezmenov fala longamente sobre sua própria vida antes de abordar mais a fundo o tema que realmente importa: como destruir e dominar uma nação (ou várias nações) sem disparar um único tiro mediante a “subversão”. (Você se lembra quantas vezes ouviu a respeito de “subversivos” sem saber exatamente o que o termo queria dizer? No máximo, você imaginava Fernando Gabeira usando tanga de crochê em Ipanema — mas a coisa vai muito mais longe!) No segundo vídeo, que também já postei várias vezes tanto no Twitter quanto no Facebook — como diz Julie Terres, uma amiga, este é um vídeo de cabeceira –, Bezmenov vai direto ao assunto: explica detalhadamente as diversas fases da subversão, isto é, discorre sobre a desmoralização, a desestabilização, a crise e a normalização. Quem acredita que suas próprias concepções sobre religião, educação, sexualidade, cultura, “justiça social”, etc. são muito avançadas, espertas, esclarecidas e puras devia assistir a esta palestra para meditar sobre o quão “idiota útil” talvez esteja sendo…

Claro, a luta pelo poder no mundo já não possui exatamente os mesmos “protagonistas” citados, mas as técnicas descritas — que remontam a Sun Tzu (vide A Arte da Guerra) — continuam sendo utilizadas a torto e a direito, principalmente por aqueles que objetivam o estabelecimento de um governo mundial. (Na melhor das hipóteses, de uma hegemonia mundial.) Enfim, deixe de frescura, deixe de rotular quem entende do assunto de “teórico da conspiração” — como se conspirações não pudessem ocorrer até mesmo em sua cama (vide “amantes” e “largue sua mulher/marido para ficar comigo!”) — e assista à exposição de um especialista no assunto, um sujeito que passou metade da vida trabalhando para a KGB como um “enganador profissional”.

Bezmenov fala de sua vida e da fuga para o Ocidente:

Bezmenov descreve as quatro fases da subversão:

Northrop Frye: a autoridade profética no mundo moderno

Northrop Frye

« Milton, no Areopagitica, nos dá, talvez sem querer, uma pista sobre as fontes do elemento profético numa sociedade moderna. Elas podem aparecer através da palavra impressa, sobretudo na pena dos que despertam resistência e ressentimento na sociedade, por falarem com uma autoridade que esta reluta em reconhecer. Neste contexto uma tal autoridade não é infalível, mas ainda assim pode conter uma genuína antevisão. A tolerância para com mentes criativas, reconhecendo-as como potencialmente proféticas, é uma marca da maioria das sociedades maduras, mesmo se essa tolerância não possui padrões definidos de antemão nem postula a infalibilidade daquelas mentes. Portanto no mundo moderno, se algo corresponde à autoridade profética, é o crescimento do que antes chamamos de pluralismo cultural. Neste contexto um cientista, um historiador ou um artista podem pensar que seu assunto possui uma autoridade inerente. Na mesma linha de pensamento, reconhecem que podem realizar descobertas que entrem em conflito com o espírito socialmente predominante e que mesmo assim, diante da oposição por parte da sociedade, devem permanecer leais à sua matéria.

« Na Bíblia a profecia é uma visão abrangente da situação humana, medindo-a da criação à libertação final; é uma visão que demarca o que, em outros contextos, despertaria a imaginação criadora. Ela incorpora a perspectiva da sabedoria, ampliando-a. O sábio pensa na situação do homem como se esta fosse uma linha horizontal, formada pelo precedente, pela tradição, e avançando graças à prudência; o profeta vê o homem num estado de alienação provocado pelas distrações que lhe são próprias, no ponto mais baixo de uma curva em forma de U. Voltaremos a esta curva mais tarde, como a unidade narrativa na Bíblia. Ela (a curva) postula um estado original de felicidade relativa, e olha para diante, na esperança de uma restauração definitiva deste estado para pelo menos algum “sobrevivente”. O momento presente do sábio é o ponto em que se equilibram o passado e o futuro; as incertezas deste são minimizadas pela observância da lei que procede do passado. O momento presente do profeta é o de um filho pródigo alienado, um momento que rompeu com sua própria identidade no passado mas pode a ela retornar no futuro. Desse ponto de vista podemos ver que o Livro de Jó, embora seja classificado entre a literatura da sabedoria e inclua mesmo um elogio da própria sabedoria, não pode ser compreendido apenas como tal. Para ser compreendido ele precisa de uma perspectiva profética.»

Trecho do livro O Código dos Códigos, de Northrop Frye.

Se beber…

menor_volante

— Ah, não! Uma blitz!! Anda, filho, troca de lugar comigo, rápido!

— Mas, pai, eu…

— Vamos logo! Quer ver seu pai na cadeia, é? Não viu que eu bebi uma taça de vinho na casa da sua avó?

— Mas…

— Não tem mais nem menos! Vai, se mexe.

— Pai, eu tenho doze anos de idade! O senhor ficou maluco?

— Não se preocupe, é como aquele carrinho de bate-bate do parque de diversões, não tem mistério.

— Mas aí tem três pedais. E eu não sei usar essa alavanca da marcha.

— O câmbio.

— É, não sei usar o câmbio.

— Eu engato a primeira aqui e você vai devagarzinho até lá.

O menino obedece e, não conseguindo parar, enfia o carro na lateral do carro da polícia, que resulta bastante amolgado.

— Que sorte! —, diz a mãe ao telefone minutos depois. — Imagine se eles tivessem usado o bafômetro em você.

— Pois é. Estaria perdido, um crime bem pior.

— E de onde você tirou essa idéia?

— Uê, dos traficantes, claro. Eles não usam menores de idade para cometer crimes e se safarem em seguida?

— Genial, meu bem! Genial!

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