Blog do Yuri

palavras aos homens e mulheres da Madrugada

Mussolini: “a multidão é feminina”

Do ex-blog do Cesar Maia:

1932: POPULISMO ONTEM E HOJE!

Coluna de sábado de Cesar Maia na Folha de SP (06).

1. Em 1932, Mussolini destacava-se como único líder, chefe de governo de expressão no mundo ocidental. Com formação teórica muito acima da média, poliglota, leitor de filósofos e de grandes escritores, conhecedor de historia, impressionou Emil Ludwig, escritor alemão, biógrafo de Bismarck, Napoleão e Goethe.

2. Mussolini deu absoluta privacidade, dez tardes seguidas em seu gabinete, para uma entrevista com Ludwig. Esta foi publicada e se transformou em livro logo em seguida: “Colóquios com Mussolini”. Ludwig explora os conceitos do entrevistado -liderança, governo, autoridade, nacionalismo, poder, países, história, artes, atributos do líder, Estado… Mussolini passou a ser referência para outros líderes políticos. Salazar mantinha seu busto na mesa de trabalho. Getúlio usou na “Constituição” de 1937 o conceito de Parlamento corporativo num governo autoritário.

3. Mussolini mitificava a ação, mas refletia e cristalizava seus conceitos. Esses, difundidos, formaram e formam gerações de lideranças populistas-autoritárias, com ou sem consciência da escola de influências que receberam. Com a ascensão do populismo autoritário na América Latina, cumpre ir a essas raízes, até para que esses saibam de que fonte vem a água que bebem.

4. Diz Mussolini que, “para governar as massas, temos que usar duas rédeas: o entusiasmo e o interesse. Confiar em uma só é estar em perigo. O lado místico e o lado político estão subordinados um ao outro. Este sem aquele se torna árido. Aquele sem este se desfolha ao vento das bandeiras”.

5. Numa afirmação, desnuda a base do populismo: “A massa não deve saber, mas crer. Só a fé remove montanhas. O raciocínio não. Este é um instrumento, mas jamais motor da multidão”. Sobre sua relação direta com as massas, diz: “Deve-se dominar as massas como um artista domina sua arte”. E ensina: “Deve-se ir do místico ao político, da epopeia à prosa”.

6. É nessa entrevista que Mussolini usa uma frase que marcou seu machismo: “A multidão adora homens fortes. A multidão é feminina”. Ludwig, vendo sua chegada ao balcão de seu gabinete no palácio Veneza para saudar a multidão, comenta: “No balcão, olhando as massas, ele tem o ar de autor dramático, que chega ao teatro e vê os atores impacientes para o ensaio”.

7. Mussolini segue: “Cumpre tirar dos altares sua santidade, o povo. A multidão não revela segredos. Quando não é organizada, a massa é um rebanho de ovelhas. Nego que ela possa se reger por si só”. Ludwig registra o que ele ensina e que deveria servir ao mesmo Mussolini e a tantos outros, especialmente os de aqui e agora: “Veja só o que Brunsen disse de Bismarck: ‘Tornou a Alemanha grande e os alemães pequenos'”.

Tratar a multidão como se fosse uma mulher é a cara do cabra-macho Lula, o grosseirão mor. Até o vejo a dizer: “¿A multidão é feminina? Pau nela!”.

Ernest Hemingway: A Fome como Boa Disciplina

Ernest Hemingway

Se você não se alimentava bem em Paris, tinha sempre uma fome danada, pois todas as padarias exibiam coisas maravilhosas em suas vitrinas e muitas pessoas comiam ao ar livre, em mesas na calçada, de modo que por toda a parte via comida ou sentia o seu cheiro. Se você abandonou o jornalismo e ninguém nos Estados Unidos se interessa em publicar o que está escrevendo, se é obrigado a mentir em casa, explicando que já almoçara com alguém, o melhor que tem a fazer é passear nos jardins do Luxembourg, onde não via nem cheirava comida, desde a Place de l’Observatoire até a rue de Vaugirard. Poderá sempre entrar no Musée du Luxembourg, onde todos os quadros ficam mais vivos, mais claros e mais belos quando se está com a barriga vazia, roído de fome.

Aprendi a compreender Cézanne muito melhor, a entender realmente como é que pintava suas paisagens quando estava faminto. Costumava perguntar a mim mesmo se ele também tinha passado fome quando pintava, mas imaginava que talvez apenas se tivesse esquecido de comer. Era um daqueles pensamentos doentios mas brilhantes que nos ocorrem quando estamos com falta de sono ou de comida. Mais tarde, bem mais tarde, concluí que Cézanne provavelmente passara fome, mas de maneira diferente.

Depois de ter saído do Luxembourg, você poderia andar pela estreita rue Férou até a Place St. Sulpice sem ver restaurante algum, somente a praça silenciosa, com seus bancos e suas árvores. Havia uma fonte com leões, e pombos andavam nas calçadas ou pousavam nas estátuas dos bispos.

No lado norte da praça ficavam a igreja e lojas que vendiam objetos religiosos e paramentos.

Para além da praça é que não podia prosseguir em direção ao rio sem passar por lojas que vendiam frutas, legumes, vinhos, ou por padarias e pastelarias. Mas, escolhendo cuidadosamente o caminho, conseguiria avançar pela direita, ao redor da igreja de pedra, cinzenta e branca, chegar à rue de l’Odéon e virar de novo à direita em direção à livraria de Sylvia Beach, sem encontrar muitos lugares onde se vendessem coisas de comer. A rue de l’Odéon era desprovida de restaurantes até chegar à praça, onde havia três.

Quando chegasse à rue de l’Odéon, nº 12, a fome estaria contida mas por outro lado, todos os seus sentidos estariam aguçados. As fotografias lhe pareceriam diferentes e descobriria livros que nunca tinha visto antes.

– Você está magro demais, Hemingway – diria Sylvia. – Você anda comendo o suficiente?

– Claro que sim!

– O que é que comeu no almoço?

Apesar das cólicas, eu diria: – Ainda não almocei. Agora é que estou indo para casa.

– Ás três da tarde?

– Não sabia que era tão tarde assim.

– Adrienne disse outro dia que gostaria que você e Hadley fossem jantar com ela. Convidaremos Fargue também. Você gosta do Fargue, não gosta? Ou Larbaud. Você gosta dele. Sei que você gosta dele. Ou qualquer outro de quem você realmente goste. Você falará com Hadley?

– Sei que ela adorará aceitar esse convite.

– Eu lhe enviarei uma carta pneumática para combinar tudo. Quanto a você, Hemingway, não trabalhe tanto, pois não está se alimentando adequadamente.

– Cuidarei disso.

– Vá logo para casa, antes que seja tarde demais para o almoço.

– Guardam o almoço para mim.

– Comida fria também faz mal. Coma um bom almoço quente.

– Chegou alguma carta para mim?

– Acho que não. Mas deixe-me ver.

Foi ver e encontrou um recado. Levantou os olhos, satisfeita, e depois abriu uma porta da sua escrivaninha, que estava fechada a chave.

– Isto chegou enquanto eu estava fora – disse ela.

Era uma carta e dava a impressão de conter dinheiro.

– Wedderkop – disse Sylvia.

– Deve vir do Der Querschnitt – disse eu. – Você esteve com Wedderkop?

– Não. Mas ele passou por aqui, com o George. Ele falará com você, não se preocupe. Talvez quisesse primeiro pagar o que lhe deve.

– São estes seiscentos francos. E diz que receberei mais.

– Foi ótimo você me ter lembrado da correspondência!

Meus parabéns, Dr. Sabe-Tudo.

– É realmente muito engraçado que a Alemanha seja o único lugar onde posso vender alguma coisa. A Wedderkop e ao Frankfurter Zeitung.

– É mesmo! Mas não se aborreça. Você pode vender alguns contos ao Ford – disse ela para me provocar.

– A trinta francos a página! Faça os cálculos: um conto, cada três meses, no The Transatlantic. Um conto de cinco páginas dá cento e cinquenta francos por trimestre. São seiscentos francos por ano.

– Mas, Hemingway, não se preocupe com o que lhe rendem agora. O essencial é você poder escrevê-los.

– Sei. Posso escrevê-los. Mas ninguém os comprará. Não tem entrado dinheiro algum desde que abandonei o jornalismo.

– Estou certa de que conseguirá colocá-los. Você não acaba de receber esse dinheiro?

– Desculpe-me, Sylvia. Perdoe-me por falar nos meus problemas.

– Desculpá-lo de quê? Fale sempre disso ou do assunto que quiser. Você não sabe que todos os escritores sempre falam de suas dificuldades? Mas prometa-me que não se preocupará demais e comerá bastante.

– Prometo.

– Então vá para casa agora e almoce.

J. J. Benítez e Júlio Verne: a mesma pessoa?

 J.J. Benítez e Jules Verne

Siempre lo dije. Una de las posibles claves del éxito de mis libros se asienta en la verosimilitud de cuanto escribo. Todo ha sido escrupulosamente verificado de la mano de la ciencia. Ello explica la confianza y, en ocasiones, la extrema e ingenua credulidad de los lectores, que no atinan a distinguir la realidad de la ficción. Y dime, viejo tramposo, ¿puede darse algo más hermoso y romántico?

La gente sueña despierta, olvidando, aunque sólo sea momentánea y temporalmente, sus más inmediatas y prosaicas realidades. ¡Viva Verne, sí, señor! En 1865, a raíz de la publicación en el Journal des Débats de mi novela De la Tierra a la Luna, sucedió algo prodigioso y tierno. Conforme iban apareciendo los capítulos del libro, los ciudadanos fueron volcándose en la acción y en la trama, compartiendo las venturas y desventuras del héroe: Ardan. ¡Cientos de lectores escribieron al periódico solicitando una plaza en el obús que debía viajar a la Luna! ¿Hay algo más sublime? ¡Y para qué vamos a hablar de La vuelta al mundo en ochenta días! ¿Julio Verne un "iluminado"? ¿Cómo pudo prever este loco semejante audacia? Los lectores me preguntan y se hacen cruces, perplejos ante mi "profecía". La verdad, como casi siempre, es mucho más elemental y terrestre. La idea surgió merced a mi pasión por los periódicos. Un buen día leí una noticia que me entusiasmó: ya era posible dar la vuelta al mundo en menos de tres meses. El artículo incluso me proporcionó el itinerario… Fueron suficientes algunos ligeros "retoques" y del anuncio turístico de la agencia Cook brotó una novela.

¿Yo un "iluminado"? No… Yo, Julio Verne, sólo soy un incomprendido, un árbol muerto, un viejo oso acosado por la diabetes, amenazado de ceguera, cojo y definitivamente solo. El 27 de agosto del pasado año, mi querido hermano Paul también me dejaba… Jamás imaginé que le sobreviviría. ¡Ah, Paul, cómo te añoro! Tú fuiste mi consejero, mi guía y mi confidente. ¿En quién descansaré ahora? Tu muerte anuncia la mía. 1897 suma "7"… ¿Serán ésos los años que me restan para emprender contigo y con Anne la última y azul singladura de los cielos? ¿Será 1905 el año de mi desaparición? Estoy listo. Mi equipaje cabe en mi corazón. Fui un hombre que amó… tardíamente. Quizá eso me salve…

Pero partiré de este mundo con una íntima tristeza. Sólo tú, Paul, y Anne lo sabíais. Ahora no hay tiempo para rectificar… Salgo de la vida con decenas de novelas, sí… Muchas de ellas — dicen — admirables… Pero en la obra de Verne falta "alguien" y "algo"… Dos palabras son suficientes para resumir el lamentable "vacío" de estos treinta y cinco años de trabajo:

JESÚS DE NAZARET Y AMOR.

A pesar de mi admiración por Él, no he sido valiente. Mi secreto sueño — escribir sobre el Hijo del Hombre — queda pendiente…

En cuanto al AMOR, sí, con mayúsculas, mi obra queda igualmente vacía.

Y a la sombra de ambas frustraciones, otros pequeños-grandes sueños incumplidos me escoltarán hasta la tumba, la que Roze tiene preparada para mí:

REESCRIBIR LA HISTORIA… ¿Y por qué no?

ESTUDIAR ESAS MISTERIOSAS "LUCES" QUE, DICEN LOS PERIÓDICOS NORTEAMERICANOS, HAN EMPEZADO A SURCAR LOS CIELOS DESDE 1897.

ABRIR LA CONCIENCIA DE LA HUMANIDAD CON LA ESPADA MÁGICA DEL ESOTERISMO, YA APUNTADO SUBTERRÁNEAMENTE EN MIS LIBROS…

Pero muero optimista. De igual forma que yo, Julio Verne, continué la truncada labor de Alan Poe, otro hombre, más audaz y resuelto que yo en el dominio de las cosas aparentemente imposibles, nacerá un día, no muy lejano, y llevará a buen fin lo que este viejo oso, culo de plomo, ha dejado inconcluso…

Y ese hombre seré yo, Julio Verne, de acuerdo con lo que me ha sido revelado. He aquí la revelación, que nace de mi propio epitafio:

VERS L’IMMORTALITÉ ET L’ETERNELLE JEUNESSE

(HACIA LA INMORTALIDAD Y LA ETERNA JUVENTUD)

Mandé construir mi tumba, bajo el espíritu de este epitafio.

En su eslabón está el camino que conduce a la inmortalidad, a través del secreto de la eterna juventud.

Mi nombre envuelve el camino.

Por él fui y, por él, he de volver.

El número de los días que excederán a los millares de los días de mi vida, será el de las centenas de los días de mi muerte.

El número de los días que excederán al de las centenas de los días de mi muerte, será el de los millares de los días de mi vida.

El número de los días de mi vida y el número de los días de mi muerte tendrán, como veréis, el mismo número secreto.

Por mis obras me conocéis, y

por mis obras me reconoceréis.

______

Yo, Julio Verne, de Juan José Benítez.

O trecho acima seria um excerto do diário perdido de Jules Verne – na verdade, uma biografia do autor francês escrita por Benítez na primeira pessoa. Nele, “Verne” anuncia a vinda de um “outro homem”, um outro escritor que faria o que ele deixou de fazer. E acrescenta: “E esse homem serei eu, Júlio Verne, de acordo com o que me foi revelado”. Quem aí tiver saco para fazer todos os cálculos numerológicos citados perceberá que Benítez – autor de vários livros sobre OVNIs e da série Operação Cavalo de Tróia (que trata da vida de Jesus tal como a retrata o Livro de Urântia) – perceberá que Benítez está tentando nos dizer que ele e Jules Verne são a mesma pessoa.

Ah, esses escritores…

Atualizações semanais no Twitter em 2010-11-08

  • "Lula chose Dilma because Dilma means a third Lula term and the continuation of his populist-authoritarian project." http://bit.ly/d4tQX7 #
  • "Tenho autorização das minhas Entidades, que avisam sobre as nuvens negras sobre o Palácio do Planalto." Carlos Vereza http://bit.ly/9k0vwW #
  • "Nem os tucanos, nem os petistas fizeram as reformas estruturais (previdenciária, tributária, trabalhista e política)." http://bit.ly/bpSICK #
  • “O fato mais fundamental sobre as idéias da esquerda é que elas não funcionam.” ~ Thomas Sowell http://bit.ly/9clfWl #
  • "Qtos governos comandados por políticos acostumados a agigantar o Estado em seu próprio benefício podemos suportar?" http://bit.ly/ccijY4 #
  • "Serra era o 'menos pior'. Por tal motivo, meu desapontamento não se deu na medida com que deve ter acometido a tantos" http://bit.ly/czTUow #
  • "Sairemos ilesos desse tsunami de 'retórica utópico-democrática'? Ou sucumbiremos a um chavismo à brasileira?" http://bit.ly/bWuJrG #estadao #
  • "Why ARE so many modern British career women converting to Islam?" http://bit.ly/dBKmCl (via dicta.com.br) #mulheres #islamismo #
  • Qdo a gente diz que a Europa se islamiza, neguinho acha graça. Mas até ex-apresentadora britânica da MTV? Ex-DJ? Eita! http://bit.ly/dBKmCl #
  • Aguardando o novo episódio da animação Republiqueta… http://bit.ly/aLVAwg (O primeiro pode ser visto aqui: http://bit.ly/buf3x3) #
  • Eis a fazenda(que supostamente mantém contato com ETs) http://bit.ly/aI0Dsd na qual me inspirei p/ escrever este conto: http://bit.ly/ch8v6w #
  • Somando abstenções, votos brancos, nulos e os votos recebidos por Serra, temos 80.050.428 que não votaram em Dilma… http://bit.ly/cpRF4X #
  • Em suma: é mais fácil acreditar em extraterrestres do que na popularidade unânime de Lula… %^> #
  • "Enquanto uma coisa não aparece no Jornal Nacional ou não é confirmada por meia dúzia de pop stars, ela não existe." http://bit.ly/ciyIH7 #
  • "O brasileiro acha que é preciso resolver todos os problemas práticos da vida e só depois tornar-se inteligente." http://bit.ly/d9JqgI #
  • "O cartunista Laerte, que passou a se vestir de mulher, diz que 'ser mulher é muito caro'." http://bit.ly/b6GnDZ (Mamãe dele está orgulhosa) #
  • "Oposição mantém quase 60% do PIB" (PSDB e DEM perderam a presidência, mas ampliaram o poder econômico.) http://bit.ly/a6makH #
  • Artigo de 2007: cinema chinês se ressente da falta de profissionalismo e da qualidade de seus filmes http://bit.ly/9CdTiJ #china #filmmaking #
  • O fato de o faixa preta José Dirceu ter lutado bem no #rodaviva de ontem não significa que ele não esteja do lado negro da Força… #
  • Muito perigoso ser roteirista na China: produtor manda atacar escritor a facão e este perde três dedos! http://bit.ly/aV7CSW #
  • "A petralhada, claro, está pegando no meu pé. Em primeiro lugar, não se conformam porque não estou deprimido." http://bit.ly/ddVxRu #
  • Brazil: Islam on the rize in favelas – http://bit.ly/9Hd6FB (via @joseroldao) #
  • Ontem, na Record, Ana Paula Padrão e Adriana Araújo entrevistaram a Dilma Chávez, mas só consegui prestar atenção às pernas da Adriana…%^> #
  • Dilma Chávez, há alguma melhor do que ser presidente? http://bit.ly/aw3Op0 #
  • Vc aí que tem testosterona, me diga se consegue prestar atenção à Dilma Chávez qdo aparecem as pernas da Adriana Araújo http://bit.ly/c1whv8 #
  • A TV do governo certamente terá apresentadoras nuas no seu jornal: "A propriedade privada foi abolida…" "Nossa, olha que gostosa, véi!" #
  • Dilma Chávez, há algo melhor do que ser presidente? http://bit.ly/aw3Op0 #
  • Se o José J. Veiga ainda morasse em Goiás quando escreveu A Hora dos Ruminantes, teria incluído uma invasão de formigas no livro… %^< #
  • Descubra se vc é marxista sem o saber: vc defende essas idéias? http://bit.ly/bsSE35 (via @midiasemmascara) #
  • A Natureza de Deus: “O Pai tem vida em Si próprio, e essa vida é a vida eterna”. http://bit.ly/b8UeKF #finados #vidaeterna #urantia #
  • Dei um salto quântico. Encontre-me no próximo orbital. #epitafiosnerds http://bit.ly/cYejYz #
  • "Shine On Your Crazy Diamond" – Pink Floyd: "Você alcançou o segredo cedo demais(…) /Ameaçado pelas sombras da noite" http://bit.ly/cP5vS9 #
  • Genial! "1001 livros para morrer antes de ler: uma seleção de obras que deveriam permanecer inéditas" http://bit.ly/d9NQkb (via @abcaldas) #
  • "Entre as características da arte de nosso tempo está o menosprezo pela narrativa" http://bit.ly/bylkog /Já falei disso http://bit.ly/9s2Jti #
  • Qdo imigrantes islâmicos dizem q os holandeses é q são estrangeiros, a esquerda finalmente entende a direita: http://bit.ly/aEflUN #eurabia #
  • Geert Wilders diz a Angela Merkel: "Merkel, você está certa, o multiculturalismo falhou completamente". http://bit.ly/c8pJVD #islam #eurabia #
  • Enquanto isso, nos http://oxforddictionaries.com, aumenta o número de buscas por "vampiro" e "zumbi": http://bit.ly/bXINqp #
  • Uma moça sincera fez suas declarações contra a Dilma no Twitter e no Facebook. Mais tarde foi procurar seu amigo Matthew: http://j.mp/aiVZsC #
  • O foda de fazer piadinha nerd é que apenas 0,34% de seus amigos riem dela. Ou seja: apenas o @p_paiva. #
  • "Aquarela do Brasil" (Ary Barroso), Donald Duck and Zé Carioca… http://j.mp/bBFoGK #
  • Enquanto isso, no Ministério do Franklin Martins, em Brasília… http://j.mp/cMKDCY #
  • Marcello Mastroianni (aos 54 anos) com Nastassja Kinski (aos 17) http://j.mp/abr1Cy , no filme "Così come sei" (1978) http://j.mp/aBkyvI #
  • No filme The Original Kings of Comedy, comediantes detonam negros tal como Borat detona judeus. Os primeiros são negros e Coen(Borat), judeu #
  • Se os comediantes do filme The Original Kings of Comedy não fossem negros e se Sacha Baron Cohen não fosse judeu, estariam na cadeia hoje… #
  • "Você está cercado de ignorantes!" http://j.mp/bSN9IT #cartum #laerte (via @abcaldas) #
  • Fala-se muito da ganância da iniciativa privada, mas quase nada da ganância governamental… http://j.mp/cvK5gx (by @thomassowell) #
  • O curta "No Pressure" parece uma crítica aos ambientalistas radicais, mas, na verdade, é uma campanha deles: http://j.mp/byWYtD #ecofascism #
  • Simplesmente ódio http://j.mp/cbVGNv #ecofascismo #
  • ¿Quem não votou na Dilma também terá de pagar esse novo imposto para bancar os que desviam dinheiro da Saúde? #
  • Henry Miller conta que só conseguiu convencer um amigo a parar de beber demais quando o presenteou com uma caixa de uísque. Tipo: "Se mate!" #
  • "A era dos diretores q assinam roteiros sem saber escrever direito acabou. Idéias sem forma são só idéias. Arte é forma." http://j.mp/bNamhA #
  • « A verdade é que sois todos violentos.» ~ Krishnamurti, que acertava ao menos nas intuições. #
  • Cuidado, se vc começar a ler os artigos e a assistir aos vídeos do Benjamin Fulford, vc poderá ficar maluco bem rápido… Ou não. %^o #
  • CPMF – Contribuição Permanente ao Mensalão Federal… É claro que será ressuscitado. Querem um Estado grande e invasivo? É preciso bancá-lo. #
  • Dia "Brasileiro" da Língua Portuguesa. Há também o 10 de Junho (morte de Camões) http://bit.ly/c3pA5Z e o 5 de Maio http://bit.ly/cUDpr6 #
  • E o melhor site sobre o uso correto da Língua Portuguesa é o "Sua Língua" http://www.sualingua.com.br do Professor @moreno_ #
  • “Bandido tem direitos humanos, mas não tem direito de ser bandido” http://bit.ly/b61uYS #
  • Também curti esse filme: http://imdb.to/9WACXA E aqui o comentário do Reinaldo Azevedo: http://bit.ly/cKU8ST #cinema #
  • Banheiras e piscinas para todos os gostos e bolsos… http://bit.ly/cpPKiA #
  • "O perna de pau cara de pau" (história de um mendigo em Viena) http://bit.ly/cirPja #
  • "Qual o problema? Já que ele não tem perna, que tenha pelo menos uma cerveja!" (Boa!) http://bit.ly/cirPja B^) #
  • Zé Dirceu diz que se mantém afastado do poder, como se isso fosse possível na era do iPod com MSN… #
  • Depois que a Pérsia se tornou o Irã de Ahmadinejad, os tapetes ficaram um pouco diferentes… http://bit.ly/dlnndM (via @abcaldas) #
  • "O que os manobristas fazem com seu carro?" http://bit.ly/cZiL4H (via @abcaldas) #
  • Obama autografa iPad… guardian.co.uk http://bit.ly/baQVv3 #
  • Tomar ayahuasca é entrar na cova com leões. Não é religião. Vc pode ser "devorado", usar o chicote e o banquinho mentais ou entender Daniel. #
  • "Depois de CNE sugerir veto a livro de Monteiro Lobato, ABL diz que 'formuladores de política' deveriam lê-lo" http://bit.ly/d9JyU5 #
  • Conheça as "mordomias" dos parlamentares suecos e pense: quem seria político no Brasil caso seguíssemos o exemplo? http://bit.ly/bNsCIA #
  • Vou pedir pra minha avó fazer uma pochette de crochê igual a essa (sucesso garantido) http://bit.ly/9XD9Ro #
  • "Como escrevo?" (Escritores descrevem seu processo de criação) http://bit.ly/cu0cGo #literatura #
  • Se o doido do Bear Grylls estivesse no lugar do Aron Ralston quando do acidente em 2003, além de cortar a própria mão também a teria comido. #
  • Bear Grylls (Man vs. Wild) http://imdb.to/aJ8SGl e o trailer do filme de Danny Boyle sobre Aron Ralston http://bit.ly/99Ztfo #

Dostoiévski: Crime e Castigo… e Redenção!

Fiódor Dostoiévski

« Tornou a fazer um dia morno e claro. Na manhã seguinte, às seis, ele encaminhou-se para o trabalho, na margem do rio, onde, debaixo dum telheiro, estava instalado o forno para o calcário, ao qual o tinham destinado. Enviaram para ali, ao todo, três operários. Um dos presos foi com a sentinela ao forte, buscar uma ferramenta; outro pôs-se a preparar a lenha para aquecer o forno. Raskólhnikov saiu do telheiro e dirigiu-se para a margem, sentou-se numa viga estendida ao longo do muro e ficou olhando o rio longo e deserto. Da margem elevada descobria-se um vasto espaço. Da outra margem longínqua mal chegava o eco duma canção. Ali, na estepe infindável, banhada pelo sol, apareciam pontos negros quase imperceptíveis, as tendas dos nômades. Para além havia liberdade e viviam outras pessoas, completamente diferentes das de aquém; ali era como se o tempo tivesse parado e não tivesse passado o século de Abraão e dos seus rebanhos. Raskólhnikov permanecia sentado e olhava fixamente, sem desviar os olhos; o seu pensamento transformou-se num desvario, numa contemplação; não pensava em nada, mas uma certa tristeza o comovia e afligia.

« De repente, Sônia apareceu junto dele. Aproximou-se com um passo quase imperceptível e sentou-se ao seu lado. Ainda era muito cedo; corria ainda a frescura matinal. Ela trazia uma pobre e velha capa e um lencinho verde. O seu rosto mostrava ainda sinais da doença, emagrecera, estava pálida, de feições vincadas. Sorriu-lhe afetuosa e alegremente, mas, conforme era seu costume, estendeu-lhe timidamente a mão. Estendialhe sempre a mão com timidez, às vezes nem chegava quase a dar-lha completamente, como se receasse um insucesso. Ele lhe aceitava sempre a mão como se o fizesse de má vontade, parecia sempre acolhê-la com contrariedade, às vezes conservava um silêncio obstinado durante todo o tempo da sua visita. E então ela tremia diante dele e partia profundamente entristecida. Mas, agora, as suas mãos não se soltaram; ele lhe lançou um olhar rápido; não disse nada e baixou os olhos. Estavam sós; ninguém os via. A sentinela tinha-se afastado naquele momento.

« Como aquilo foi, nem eles próprios o sabiam; mas, de repente, houve qualquer coisa que pareceu apoderar-se dele e fez com que ele se deitasse aos pés dela. Chorava e abraçava os seus joelhos. No primeiro momento ela ficou muito assustada e o seu rosto tornou-se parecido com o de uma morta. Saltou do seu lugar e, toda a tremer, ficou olhando para ele. Mas compreendeu tudo, imediatamente, naquele mesmo instante. Nos seus olhos brilhou uma infinita felicidade; compreendia, e para ela já não havia dúvida de que ele a amava, a amava infinitamente, e que chegara finalmente o momento.

« Quiseram falar, mas não lhes foi possível. Havia lágrimas nos seus olhos. Estavam ambos pálidos e abatidos; mas naqueles rostos doentios e pálidos brilhava já a aurora de um renovado futuro, de uma plena ressurreição para uma nova vida. O amor ressuscitava-os, o coração de um encerrava infinitas fontes de vida para o coração do outro. Resolveram esperar e ter paciência. A ele, ainda lhe faltavam sete anos; e, até então, quantos sofrimentos insuportáveis e quanta felicidade infinita! Ele ressuscitara e sabia-o, sentia-o em todo o seu ser renovado, e ela… ela vivia unicamente da vida dele! Na noite desse mesmo dia, quando já tinham fechado os alojamentos, Raskólhnikov estava deitado nas esteiras e pensava nela. Nesse dia até se lhe afigurava que todos os presos, que antes tinham sido seus inimigos, o olhavam já com outros olhos. Até falava com eles e lhes respondia afetuosamente. Agora recordava-o, mas não teria de ser assim: não deveria talvez, agora, mudar tudo? Pensava nela. Lembrava-se de como a mortificara continuamente, destroçando-lhe o coração; recordava o seu rostozinho pálido, mas, agora, essas recordações quase não o afligiam; sabia com que infinito amor ia recompensar agora as suas dores. E que eram agora todos, todos aqueles sofrimentos do passado? Tudo, até o seu crime, até a sua condenação e deportação lhe pareciam agora, nesta primeira exaltação, um fato exterior, alheio, como se não tivesse relações com ele. Aliás, nessa noite não podia pensar longa e fixamente em nada, concentrar o pensamento em qualquer coisa; tampouco poderia resolver, então, conscientemente, o que quer que fosse; a única coisa que fazia era sentir. Em vez da dialética surgia a vida, e já na sua consciência devia elaborar-se algo de totalmente distinto.

« Tinha o Evangelho debaixo da almofada. Pegou-o maquinalmente. Aquele livro era dela, pois era o mesmo em que ela lera a passagem da Ressurreição de Lázaro. Nos primeiros tempos do presídio pensava que ela havia de importuná-lo com a religião e que se poria a falar do Evangelho e a aborrecê-lo com o livreco. Mas, com o maior assombro da sua parte, nem uma só vez ela lhe falou nisso, nem uma vez sequer lhe tinha proposto o Evangelho. Fora ele quem lho pedira, um pouco antes de ter adoecido, e ela levou-lho em silêncio. Até então ele nem sequer o abrira. Agora também não o abriu, mas ocorreu-lhe um pensamento: "Poderia, por agora, a sua crença, não ser a minha também? Pelo menos os seus sentimentos, as suas aspirações…" Ela esteve também comovida todo aquele dia e, à noite, voltou a ficar doente. Mas era feliz a tal ponto que quase a assustava a sua felicidade. Sete anos, só sete anos! No princípio da sua felicidade, houve alguns momentos em que tinham estado dispostos a considerar aqueles sete anos como sete dias. Ele nem sequer sabia que a vida nova não lhe seria dada gratuitamente, mas que ainda teria de comprá-la caro, pagar por ela uma grande façanha futura…

« Mas aqui começa já uma nova história, a história da gradual renovação de um homem, a história do seu trânsito progressivo dum mundo para outro, do seu contato com outra realidade nova, completamente ignorada até ali. Isto poderia constituir o tema duma nova narrativa… mas a nossa presente narrativa termina aqui.»

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Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski.

Quatro contribuições brasileiras ao pensamento universal

Olavo de Carvalho

« Mas, como dizia Reinhold Niebuhr, a consciência do homem está sempre um pouco acima da sociedade em que vive. O melhor do que o Brasil guardou para o futuro está nas criações do gênio individual. Ao contrário do que se passa com a língua e com a religião nacionais, elas sobrevivem às perguntas: Qual o valor da contribuição brasileira para a inteligência humana em sua caminhada sobre a Terra? Demos à humanidade algo de que ela realmente necessite, ou limitamo-nos a solicitar sua atenção para as nossas necessidades?

« Na esfera do pensamento — e excluindo portanto as manifestações artísticas, que escapam ao tema do presente capítulo —, o Brasil deu pelo menos quatro contribuições maiores, que sobreviverão à passagem dos séculos. Absolutamente incomparáveis, a sociologia de Gilberto Freyre, o pensamento jurídico e político de Miguel Reale, a obra crítica e historiográfica de Otto Maria Carpeaux e a filosofia de Mário Ferreira dos Santos são os pontos mais altos alcançados pelo pensamento brasileiro no seu esforço de cinco séculos para erguer-se à escala do universalmente humano. Se o povo brasileiro fosse varrido da existência na data de hoje, seria a eles que caberia comparecer em nosso nome ante o trono do Altíssimo para responder à cobrança temível: — Que fizeste dos talentos que te dei?

« As razões que sustentam essa avaliação podem ser resumidas em quatro palavras, que definem as esferas de realização abrangidas por cada uma dessas obras ciclópicas: cada uma delas é, mais que qualquer outra produzida neste país, abrangente, consistente, única e universal. Estes quatro adjetivos não têm apenas uma função enfática e laudatória, mas traduzem critérios precisos:

« 1° Cada uma delas abrange numa visão sintética a totalidade temática e problemática de um determinado campo do conhecimento até o ponto a que este havia chegado, em sua evolução histórica, no momento em que essa obra atingia seu ponto culminante.

« 2° Cada uma delas possui uma unidade orgânica que coere em torno de princípios fundamentais simples a vastidão do campo abrangido.

« 3° Cada uma delas é sem similares que as possam substituir em qualquer outra língua ou cultura.

« 4° Cada uma delas fala aos homens de todos os quadrantes, levando-lhes, desde o Brasil, um conhecimento essencial, a respeito não apenas do Brasil, mas a respeito deles mesmos e do mundo em que vivem. Dito de outro modo: nessas obras e somente através delas entramos plenamente no diálogo universal dos homens, superando o complexo egocêntrico de uma cultura voltada para si mesma.

« Todas elas e somente elas atendem a esses requisitos.

« Se alguém quiser por em dúvida a validade dos quatro critérios, movido por escrúpulos que lhe pareçam muito científicos no que diz respeito à possibilidade de fixar objetivamente o “mais alto” e o “menos alto”, direi que toma suas inibições pessoais como rigores de método.»

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O Futuro do Pensamento Brasileiro – Estudos sobre nosso lugar no mundo, de Olavo de Carvalho.

No Pressure: ato falho ecofascista?

Quando assistimos ao curta-metragem No Pressure, nossa primeira impressão é a de que estamos vendo uma crítica ácida aos ambientalistas radicais, esses que, em vez de debater racionalmente com base em evidências, preferem eliminar toda dissensão a seu ponto de vista. (Isso quando não anunciam ― tal como um professor da PUC-GO deixou claro durante um programa sobre meio-ambiente que dirigi ― que seria muito melhor eliminar certos seres humanos a vê-los “acabar com o meio-ambiente”. Seu depoimento foi tão radical e absurdo, verdadeiramente eco-terrorista, que jamais entraria na edição final do programa piloto. Há um teaser aqui.) Enfim, ver o curta-metragem acima é como assistir a uma versão do South Park com atores reais. Só há um problema: trata-se, na verdade, de uma peça publicitária bancada por ambientalistas! (É uma campanha da ActionAid, da The Carbon Trust e da The Energy Saving Trust. A direção é de Richard Curtis, o mesmo de Notting Hill e Bridget Jones’s Diary.)

Ficam, pois, três perguntas: 1) Você achou o vídeo engraçado?; 2) Você não sentiu nenhuma pressão para concordar com eles?; 3) Não seria um ato falho eco-fascista?

Caso ache que estou exagerando, então imagine a mesma ideia aplicada às campanhas políticas da Dilma, do Serra, da Marina… Os eleitores dos adversários sendo explodidos… Qual seria a reação da famigerada opinião pública? Qual seria a sua reação?

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