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Bob Fosse, gênio da dança

Não falarei nada sobre dois filmes, dirigidos por Bob Fosse, que estão entre meus prediletos: All That Jazz e Cabaret. (Se você ainda não os viu, é mulher do padre.) Tampouco farei análises e encherei lingüiças estéticas. Quero apenas mostrar os três vídeos abaixo.

No primeiro, para provar o quanto Bob Fosse estava à frente do seu tempo, ele interpreta o papel da Serpente na adaptação de O Pequeno Príncipe(1974), dirigida por Stanley Donen. Ao mesmo tempo, vemos imagens intercaladas de alguém que, quando adolescente, há de ter se deslumbrado com o mestre coreógrafo…

Sim, Michael Jackson não era senão um ex-pequeno príncipe que jamais se esqueceu de seu mestre Serpente. Não se trata de plágio. Todo criador tem suas fontes de inspiração. (Tal como Jackson, Fosse certamente tinha as suas.)

Abaixo, veja uma seqüência do ótimo filme Sweet Charity, estrelado por Shirley MacLaine, também dirigido por Fosse. ¿Haverá algum coreógrafo vivo dotado simultaneamente de tal senso de ironia e de semelhante técnica?

Não devo ser o único a notar, em algumas cenas, a influência de Toulouse-Lautrec.

Para encerrar, uma excelente brincadeira do VJ Tom Yaz, que editou a seqüência anterior substituindo a trilha original pela música Dancing Now da banda The B-52’s.

E, por favor, não deixe de assistir a All That Jazz.

It’s show time, folks!

“Viver é estar na corda bamba – o resto é espera!” ©Karl Wallenda

Vi este filme pela primeira vez em 1983, aos 12 anos de idade, no primeiro vídeo cassete comprado por meu pai. O namorado da minha irmã mais velha conhecia uma locadora em Moema (bairro de São Paulo), que, na época, só alugava fitas piratas. (E havia alguma que não o fazia?) All That Jazz acabou com a minha vida. Sério. Agora, quase todo o resto é espera.

(Aliás, por falar nas locadoras de outrora, a qualidade da imagem da fita d’O Exorcista indicava que havia sido gravada no inferno. Minha irmã nunca mais se recuperou.)

Aqui, o coreógrafo Joe Gideon apresenta a seus chocados patrocinadores seu novo musical para a Broadway, Air-otica: “Nós o levamos a todos os lugares mas não o fazemos chegar a lugar algum”.

All That Jazz, de Bob Fosse.

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Publicado no Digestivo Cultural.

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