8:21 amA mortadela dos nazistas

Há um documentário interessantíssimo no Netflix dividido em episódios: Nazi Secret Files. Por enquanto assisti a dois episódios: um sobre o uso de drogas pelos nazistas e outro sobre o messianismo hitlerista. (Eu já estava a par de muitos detalhes desse messianismo graças ao livro “O despertar dos mágicos”, de Pauwels e Bergier. Mas, sim, o documentário acrescenta novas descobertas.)

Ao final da Primeira Guerra, Hitler estava entre os milhares de soldados traumatizados. (Imagine: lutar com táticas do século XIX contra armas do século XX! Isso não podia acabar bem… Marchar contra metralhadoras e armas químicas não é o mesmo que marchar contra rifles carregados pela boca que disparam uma única carga por vez… E ainda não havia tanques de guerra para proteger o avanço das tropas… Enfim…) Seu trauma se manifestou como cegueira psicológica e, por isso, após exames, Hitler foi diagnosticado como “psicopata histérico”, que é uma forma da psicopatia na qual o doente, além do comportamento patológico, também somatiza sua afecção psíquica. (Antes da Segunda Guerra, Hitler “suicidou” o médico responsável pelo diagnóstico e deu fim aos arquivos referentes à sua doença.)

Durante o governo nazista, outro fato estranho se deu: boa parte da população alemã se viciou em Pervitin — parece Pervertidim, mas é Pervitin mesmo — uma droga cuja fórmula viera do Japão e que podia ser encontrada em qualquer farmácia, sendo consumida como uma espécie de… Red Bull. Sabe como é… melhora o ânimo, torna a pessoa mais concentrada, focada, sem qualquer cansaço e, por fim — o Red Bull não chega a tanto —, psicótica! Mas era vendida em pílulas. E não era outra coisa senão o produto que Walter White (Breaking Bad) tornou famoso: Crystal Meth, a metanfetamina. Quando a Segunda Guerra começou, todos os soldados recebiam, juntamente com sua ração diária, um tubo de comprimidos de metanfetamina. O próprio Hitler, que sempre acordava deprimido, só saía da cama após receber de seu médico particular uma injeção de metanfetamina. Agora me diga: ¿o que resulta da mistura de um psicopata histérico com crystal meth? Resposta: Hitler.

Os europeus não conseguiam entender o Blitzkrieg, a “guerra relâmpago”: ¿como aqueles milhões de soldados nazistas podiam marchar incansavelmente horas a fio, quase sem dormir, e ainda atacar seus inimigos de modo tão feroz e implacável? Resposta: messianismo turbinado com metanfetamina. Foi a mais louca das guerras, uma bad trip… afinal, após o uso prolongado, a metanfetamina cobra seu preço: os viciados se convertem em zumbis paranóicos! Eis outro fator que, unido a tantos outros, explica o fracasso alemão…

No final desse episódio (Nazis On Drugs), eu só pensava numa coisa: temos de agradecer ao PT que, em vez de metanfetamina ou cocaína das FARC, provê seus sequazes apenas de pão com mortadela…

P.S.: Agora já dá para entender de onde saiu isto.
___
Publicado no Facebook.

8:10 amJericho X Jerichoacoara

Jericho

Não sei se vocês já viram no Netflix uma série chamada JERICHO. São as aventuras e desventuras de uma cidade do interior dos EUA após a explosão de umas vinte bombas nucleares em solo americano. De repente, o povo vê aquele cogumelo no horizonte e apenas semanas depois — já sem energia elétrica, comunicação e combustíveis, e com pouco alimento — descobre a gravidade da situação: o país já foi até mesmo dividido em três e está à beira de nova guerra civil. (Os culpados pelo Armagedom, claro, foram escolhidos pelos roteiristas a dedo esquerdo…) Enfim… imaginei uma versão brasileira da série: JERICHOACOARA. Um sujeito se manda para umas férias em Jericoacoara, fica deslumbrado com o lugar e decide largar tudo para viver ali. Casa-se com uma linda hippie, ex-modelo, compra uma pousadinha, tem uns quatro filhos e, apenas após vinte anos, descobre que o mundo, três dias depois de sua mudança para lá, havia sido completamente devastado por uma guerra nuclear. Em Jericoacoara ninguém ficou sabendo…

7:27 pmRedentor (2004) — o pior filme brasileiro do milênio

Redentor

Eu adiei porque pressentia a roubada. Fiquei anos sentindo que devia ficar longe desse filme. (Modéstia à parte, minha intuição sempre foi muito boa.) Contudo, ontem *, provavelmente devido a essa lei de cotas que obriga canais pagos a exibirem filmes nacionais, dei de cara com o bicho: “Redentor” (2004). Caramba… (longo suspiro). É, sem sombra de dúvida, o pior filme que vi neste milênio. É a prova definitiva de que, se o sujeito tem um péssimo roteiro em mãos, não adianta quantas estrelas e pessoas de talento ele mobilize — vai queimar o filme de todo mundo! É impressionante como conseguiram unir diversos atores excelentes, outros medianos, e apenas alguns ruins, a uma boa fotografia, a uma boa edição, e até mesmo a uma boa direção (em termos de cinematografia, claro), para criar um monstro espantoso, absurdo e terrivelmente sem graça. Até mesmo uma figura linda como Camila Pitanga é desperdiçada ali. Que filme! “Redentor” não é uma obra de arte e muito menos um produto de entretenimento — é um sintoma da mentalidade caótica em que anda mergulhada a classe artística brasileira. Não é um filme que observa do alto o panorama inteiro desse caos — é um filme de quem está perdido nele. Não é ruim por ser mal feito, porque não o é — é ruim por ser pernicioso às mentes despreparadas.

Aristóteles dizia que a comédia é uma imitação de caracteres inferiores, isto é, uma obra que apresenta as ações de pessoas piores do que a gente comum. “Redentor” poderia ter sido uma excelente comédia, afinal, TODOS os seus personagens são gente sem o menor valor, gente salafrária, egoísta, mesquinha, violenta, grosseira e o escambau. Mas, pelo jeito, o roteirista não o notou! Sim, em vez de uma comédia, o roteiro se apresenta como tragédia, como o drama de um sujeito supostamente bondoso que faz uma cagada e, em virtude dela, morre. Só que o protagonista é um bundão, um bosta, um sujeito tão babaca quanto todos aqueles a quem ele, no final, imagina “dar uma lição”. Que lição? Ele não sabe nada! Ele não faz apenas uma cagada (a suposta húbris trágica) — ele só faz cagada! No fundo, e já que ele anuncia a própria morte no início do filme, o espectador não vê a hora de vê-lo morrer e abandonar a tela. E o deus que a certa altura lhe aparece — uma figura animada do Cristo Redentor do Corcovado — é a pura representação de Judas Iscariotes: “Por que não se vende esse perfume caro e não se distribui o dinheiro entre os pobres?”. (No filme, é um “Vai lá e diz ao sujeito para distribuir a grana dele entre os pobres”.) No Evangelho, quando Jesus diz a um homem rico para distribuir seu dinheiro, diz claramente: “Dá teu dinheiro e me segue”. Qual foi a intenção de Jesus aí? Ora, o que Ele tentou mostrar ao homem rico é que, na deturpada hierarquia de valores deste, manter as posses materiais estava acima da experiência de caminhar na Terra com o próprio Deus. Jesus empregou muitíssimas vezes uma abordagem pessoal em seus ensinamentos: naquela ocasião, Ele ensinava a respeito de valores, era uma aula de axiologia, não estava pregando o socialismo. Jesus jamais diria que a riqueza, em si mesma, é um mal, uma vez que isto seria incorrer numa das heresias gnósticas, dessas que afirmam ser a matéria uma emanação do “mal absoluto” e a Terra, um inferno. Jesus, enquanto Criador, sempre soube que o Reino de Deus permeia e ultrapassa a Terra, sem excluí-la. E mais: embora não seja impossível — Deus pode tudo —, é extremamente improvável que um homem sem a menor sombra de virtude seja escolhido por Ele como um mensageiro. Saulo de Tarso, por exemplo, não foi escolhido por perseguir cristãos, mas, sim, por ser um homem lúcido e um implacável defensor da religião que então professava. Estão achando que Deus é um idiota? É óbvio que o roteirista jamais leu a Bíblia com o coração aberto. E duvido muitíssimo que ele realmente acredite em Deus. O que esperar de um sujeito assim? Um filme de Frank Capra? Para ser rodado por Capra, em primeiro lugar, o roteiro teria de fazer sentido; em segundo, teria de ser um ensaio sobre valores e princípios sólidos; em terceiro, teria de causar empatia e emocionar — e “Redentor” não faz nenhuma dessas coisas! Poxa vida, seja sincero consigo mesmo: assista a ele e tente chorar lágrimas que não sejam lágrimas de um crocodilo do Partido Comunista.

O conceito de tragédia evoluiu após Aristóteles — mas nunca se transformou no contrário do que ele afirmou. As formas do conflito e as causas do acontecimento trágico, nas narrativas, podem ter variado com o tempo; mas a tragédia continua sendo a imitação de caracteres superiores. E, quando digo que “Redentor” é um sintoma, refiro-me a isto: o roteiro tenta nos mostrar que o protagonista, mesmo cometendo ações abjetas, é um virtuoso, um enviado de Deus. Pois sim. As mentes contaminadas de ideologia, e de “ismos” dos mais diversos tipos, podem até acreditar que ele o seja — mas os corações que acompanham essas mentes não percebem virtude alguma! Está na cara que o protagonista não merece nossa simpatia e muito menos nossa compaixão. Aliás, ninguém no filme as merece! E isso é imperdoável! Ora, o cinema, enquanto arte dramática, deve falar primeiramente ao coração. Pouco importa se, como acontece em “Redentor”, se o roteirista não entende nada de economia, de teologia ou de filosofia — não importa! Claro, contanto que ele saiba dar vida aos personagens, o que ocorre sempre que, no momento da escrita, deixamos as rédeas da narrativa nas mãos do nosso coração, e não nas mãos das nossas convicções políticas ou idéias econômicas — para não dizer nas mãos do nosso caos mental! O relativismo se tornou absoluto nas mentes iluminadas dos nossos artistas. Nenhuma virtude, nenhum princípio, nenhum valor, nenhum ideal — para eles, nada pode ser universalmente verdadeiro. Não há chão que seja absolutamente o chão, não há Norte que seja absolutamente o Norte. É simplesmente impossível viajar com esse mapa! E por quê? Porque esse “relativismo absoluto” é uma contradição em termos. Se tudo é relativo, então até mesmo a idéia de que tudo é relativo é relativa e, portanto, ela não faz sentido, não diz nada. Não se pode viver solto no espaço. O niilismo é morte! E o coração precisa andar em algum trilho, seguir alguma direção. Em nossa época, a incapacidade de aceitar o transcendente (o que está além do espaço-tempo, a própria fonte de ambos) leva algumas pessoas a abraçar sucedâneos imperfeitos da transcendência — tais como a História (o tempo) e o meio ambiente (o espaço) — e valores de meia tigela, tais como a pobreza, que é o caso deste filme. Segundo “Redentor”, se você for pobre, você pode tudo, pode sequestrar, roubar, invadir, espancar, ressuscitar os mortos, ser capanga do mocinho, enfim, em nome da pobreza, pode qualquer coisa. E, ironicamente, o que querem todas as almas miseráveis de “Redentor”? Dinheiro, claro. Todos os personagens são corruptos — TODOS, sem exceção. Nenhum deles tem valor — mas todos têm seu preço. E, por isso, caso o filme não tivesse se levado tão a sério, teria dado uma ótima comédia. O problema é que seu deus ex machina — o suposto “redentor” — não passa de um demiurgo, de um senhor das trevas que dá poderes a um ser perverso e desmiolado, não passa, enfim, de um redentor que não redime, que não liberta ninguém e que, ainda assim, fez o roteirista e, de tabela, todos os participantes do filme ajoelharem-se a seus pés!

____

* Publiquei esta crítica no Mídia Sem Máscara em Março deste ano e, por alguma razão, acabei me esquecendo completamente de postá-la aqui — antes tarde do que nunca.

5:47 pmDostoiévski (Достоевский, 2010) – seriado em 8 partes

Sim, uma cinebiografia de Fiódor Dostoiévski. No início do primeiro episódio, há uma montagem paralela na qual o grande escritor russo — enquanto posa para seu famoso retrato — relembra sua “quase execução”, a mesma “pegadinha do Czar” narrada pelo príncipe Míchkin no romance O Idiota. Ninguém precisa entender russo para apreciar a seqüência…

Agora, cá entre nós: alguém podia nos fazer o favor de traduzir esse seriado, não é? Não consegui encontrar sequer legendas em inglês. Aliás, nem o IMDB parece conhecer a existência da produção. Por enquanto, a única saída é checar a página do seriado neste site russo e, mediante a tradução da Google (no meu caso, claro), ler algumas resenhas a respeito.

6:51 pmPresidente Dilma e sua Rede de Intrigas

Esta inesquecível cena é do filme Rede de Intrigas (Network, 1976):

E esta foi gravada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, no exato minuto em que a presidAnta Dilma Rousseff fazia seu pronunciamento:

Mais uma, do mesmo dia:

A vida imitando a arte…

E eu já havia escrito sobre isso em 2005.

(Via Blog do Coronel.)

8:16 amA melhor piada do Oscar 2013

Se você não riu deste esquete do Seth MacFarlane durante o Oscar deste ano, é porque sua cultura cinematográfica sofre de preconceitos com filmes musicais e com títulos brasileiros ridículos. A produção do filme The Sound of Music não tem culpa se o coitado foi chamado de A Noviça Rebelde aqui no Brasil. (E por isso, durante uma viagem aos EUA, minha irmã não conseguiu comprar o DVD do inexistente The Rebel Nun.)

Veja a cena original – na qual a família von Trapp, durante um concurso musical na Áustria, aproveita para fugir dos nazistas – e, em seguida, veja o esquete de MacFarlane.

7:37 amHilda Hilst na TV Cultura: “Este livro é uma banana”

O Caderno Rosa de Lori Lamby não é um livro, é uma banana que estou dando para os editores, para o mercado editorial.” — Hilda Hilst.

Entrevista concedida em 1990.

3:35 pmQuando os cientistas mentem

Na Bíblia, o termo “escândalo” costuma ser evocado para designar a comoção causada por uma informação que abala as crenças e a fé de uma pessoa. Para tentar experimentar tal sensação, assista à entrevista abaixo, concedida ao Jô Soares pelo cientista Ricardo Augusto Felício, professor de climatologia na USP. Entre outras coisas, somos informados de que não apenas o famigerado aquecimento global é uma farsa – na verdade, “aquecimento global” é apenas uma estratégia para o aumento do poder político de certas organizações internacionais – mas também somos informados de que não existe nem nunca existiu uma camada de ozônio – tudo não passou da ganância de certos empresários, os quais, em face do término das patentes que tornavam o CFC um gás lucrativo, decidiram patentear outro gás (HCFC) e espalhar a mentira de que o CFC danifica a “camada de ozônio”, substituindo-o por outro ainda mais caro -, de que a Amazônia não é o “pulmão do mundo” coisíssima nenhuma – a região amazônica não é quente e úmida por ter uma rainforest, senão que ela tem uma floresta porque a região é e sempre será, graças aos oceanos (os verdadeiros pulmões do mundo), sempre será quente e úmida, o que siginifica que, caso a floresta seja inteiramente derrubada, bastará um século para que cresça de novo por inteiro -, e assim por diante.

Aliás, o jornalista Charles C. Mann, após entrevistar grande número de cientistas, afirma que enorme parte da Amazônia já havia sido derrubada pelo homem antes mesmo da chegada de Colombo, e a prova disso está nos geoglifos, semelhantes aos de Nazca, que vêm surgindo em nosso próprio país conforme a floresta é novamente derrubada. (Veja entrevista com Charles C. Mann, e imagens aéreas dos geoglifos, no programa Milênio. Este é um dos livros dele.)

Enfim, se você costumava dar risadinhas cabotinas diante das crenças ingênuas de gente que acredita em “coisas” tais como Deus ou, digamos, a imortalidade da alma, saiba que algumas de suas certezas científicas (crenças!) foram desmentidas primeiro e que essas outras talvez jamais o sejam. (Escandalizado? Não? O Jô ficou, e por isso vale a pena rir das reações dele diante das revelações do professor Ricardo Augusto.)

P.S.: Ah, sim: a temperatura média da Terra está caindo desde 1998.

_____
Publicado originalmente no blog do Digestivo Cultural.

10:43 amGraciliano e Vô Mocinho

Ontem, zapeando, ouvi o Ratinho anunciar a apresentação duma mulher que, através de pompoarismo, toca flauta com a vagina — e isso depois de mostrar um cara que, deitado de bruços, um rasgo nas calças, solta peidos enquanto seu assistente — olha que ótimo emprego — despeja um pó azulado nos seus gases. (Purpurina?) Um sujeito que nunca vi na vida – assistente do Ratinho? um cantor sertanejo convidado? vai saber… — chegou a defender tais performances, alegando que não eram baixarias, mas “cultura popular”. Sei… Enfim, lembrei-me de meu bisavô, o famigerado “Vô Mocinho”, que, no Rio de Janeiro, durante o programa do Chacrinha, costumava postar-se de costas para a TV, enquanto resmungava: “Velho descarado!”. Pois é, vô Mocinho, o senhor nem imagina como andam as coisas por aqui… Quem, como eu, quase nunca assiste à TV, seja aberta ou à cabo, fica sem aquele calo na sensibilidade, aquela proteção extremamente necessária para evitar certo asco pela nossa época. Fazer o quê? O chato é que essas coisas nos impressionam e todo artista sabe que arte é a expressão de suas próprias impressões. (O que explica alguns de meus contos cheios de baixarias…)

Ah, sim: e onde entra o Graciliano Ramos? Bem, como considero pompoarismo uma coisa muito interessante apenas entre quatro paredes, sem mais testemunhas além de mim mesmo — aliás, Sir Richard Francis Burton dizia que escravas exímias na arte do pompoarismo eram bem mais caras –, deixei o Ratinho no esgotinho e continuei zapeando, indo parar — quem diria — na TV Senado, onde assisti a um ótimo documentário sobre Graciliano Ramos que, física e moralmente, muito se assemelhava ao meu bisavô. Vários escritores e estudiosos dão seu depoimento. Lêdo Ivo, sempre direto, com suas ótimas tiradas, colocou alguns pingos nos i’s sem desconsiderar a majestade literária de Graciliano. Mas, no momento, eu só queria citar, de memória, dois detalhes interessantes do famoso Relatório escrito por Graciliano enquanto prefeito de Palmeira dos Índios: 1) segundo ele, sua principal função na administração pública era manter as ruas limpas e matar cachorros; 2) fazer carreira enquanto político é para gatunos e/ou imbecis, como ele não era nem uma coisa nem outra, entregou o cargo…

Em tempo: sei que tenho três dos livros dele aqui, mas não os encontrei — contudo, dá para baixar alguns ebooks do Graciliano na internet. Outra das vantagens de se ter um ereader

10:33 amO Traça (The Bookworm), personagem do seriado Batman

bookworm2

« Na finada série Batman, havia um vilão, o Traça [The Bookworm, interpretado por Roddy McDowall], que virou bandido porque leu todos os livros existentes e, incapaz de criar algo por si próprio, entregou-se à loucura.»

De uma matéria da finada revista Bizz.

Atualmente, os discípulos do Traça não fazem outra coisa a não ser navegar pelos sete mares da internet em busca de vítimas indefesas e de pouca paciência. Dia após dia, noite após noite, eles dedicam-se a fazer comentários azedos e cheios de empáfia nos blogues alheios. (Sim, também gostam de bater boca via Twitter, Facebook e listas de discussão. Adoram caçar erros ortográficos, de concordância ou de mera digitação.) Diferenciam-se dos trolls porque, de fato, leram e estudaram um pouquinho mais do que estes. No entanto, vale lembrar, já não conseguem ler tanto quanto seu mestre porque, afinal de contas, a internet consome muito tempo. E, claro, nem é preciso dizer que nunca criam nada de interessante por si mesmos…